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Analista de macroeconomia da Empiricus Research explica como os dados brasileiros demonstram os impactos da guerra entre Irã e EUA. Leia mais.
Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, os reflexos econômicos do conflito começam a aparecer com mais clareza em indicadores e projeções econômicas brasileiras.
Na quarta-feira (15), a Fundação Getúlio Vargas (FVG) mostrou uma disparada do IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) em abril, diante do encarecimento do petróleo e derivados que vêm se espalhando pela economia, pressionando preços, custos de produção e expectativas para inflação e juros.
Para contextualizar: o IGP-10 acelerou 2,94% em abril, uma reversão à queda de 0,24% em março. O dado conversa com o sentimento do mercado apresentando no Boletim Focus da segunda-feira (13). A pesquisa mostrou uma piora nas projeções de inflação com a estimativa do IPCA de 2026 para 4,71%.
Além do preço do petróleo, os desdobramentos da guerra no Oriente Médio impactam toda a cadeia produtiva de forma abrangente. O combustível que abastece veículos, no frete que encarece o transporte de mercadorias, na logística dos supermercados e, ao fim, nos alimentos. Também alcança os fertilizantes, elevando o custo da produção agrícola e pressionando ainda mais os preços ao consumidor.
O analista de macroeconomia da Empiricus Research, Matheus Spiess, contudo ressalta que não enxerga este como um evento conjuntural, mas estrutural:
“Sempre que a oferta de energia é pressionada, o mercado reage e reage rápido, de forma desproporcional. Cai oferta, o preço dispara e o impacto se espalha, reorganizando todo o mercado. O que começa num ponto específico no mapa termina afetando a economia inteira”, comenta o analista.
Diante de um evento que muda o regime dos mercados, Spiess destaca que ativos ligados à economia real devem sair favorecidos, em especial, as commodities.
Neste momento, o Estreito de Ormuz passa por dias agitados de “abre e fecha”. Na instabilidade do canal, por onde circula mais de 20% do petróleo consumido globalmente, o analista enxerga uma janela de oportunidade para um possível “superciclo de commodities”.
“Em termos históricos, as commodities seguem relativamente baratas frente a outras classes de ativos, o que reforça a leitura de que podemos estar diante do início de um novo ciclo de valorização, e, portanto, de uma oportunidade relevante de posicionamento em um ambiente global mais inflacionário e instável”, conclui.
Além disso, Spiess ressalta que uma resolução do conflito não implicaria no retorno do cenário ao que os investidores viveram nas primeiras décadas deste século. Para ele, “o pano de fundo segue marcado por tensões geopolíticas, reorganização de cadeias globais e disputas entre grandes potências”.
Por isso, o analista detectou um investimento que ele chamou de “obrigatório” para o panorama global.
Nesse ativo, o investidor “não se expõe apenas ao potencial de valorização das commodities, mas também ao fluxo de caixa gerado por companhias que operam nesses segmentos, muitas das quais ainda negociam a múltiplos atrativos”, explica.
No total, o investimento de que Spiess está falando conta com 30 companhias que estão preparadas para capturar o ciclo explicado pelo analista. São ações ligadas a setores como petróleo, mineração, celulose e agronegócio.
Ou seja, com uma única alocação, o investidor consegue acessar um pacote diversificado ligado diretamente a esse tipo de cenário. “São justamente esses setores que tendem a ganhar força em momentos como esse que estamos vivendo”, ressalta Spiess.
O investidor pode adquirir a exposição a todos esses segmentos e garantir uma carteira mais diversa através de um único ativo, um ETF que está sendo lançado pelo BTG Pactual.
Para saber mais sobre qual é este ativo, além dos motivos pelos quais ele pode ganhar mais força agora e como acessá-lo, é só clicar no botão abaixo e conferir mais detalhes sobre o “investimento obrigatório”:
DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability). Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento que buscam refletir o desempenho de um índice de referência. Embora negociados em bolsa como ações, os ETFs apresentam riscos específicos, tais como variações no valor das cotas, diferença entre o desempenho do ETF e do índice (“tracking error”), liquidez variável no mercado secundário, e, quando aplicável, riscos associados à exposição internacional, cambial ou setorial. ETFs que utilizam derivativos, replicação sintética, alavancagem ou estratégias ativas podem apresentar riscos adicionais, que devem ser compreendidos previamente pelo investidor. A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. A negociação de cotas em bolsa pode ocorrer por valores superiores ou inferiores ao valor patrimonial das cotas (NAV). Aspectos tributários podem variar conforme o tipo de ETF, a jurisdição do índice de referência e o perfil do investidor. O BTG Pactual não se responsabiliza pela decisão de investimento nem por eventuais impactos decorrentes de informações incompletas, imprecisas ou não atualizadas utilizadas no processo decisório do investidor