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À FRENTE DA REESTRUTURAÇÃO

Quem devem ser os novos líderes na Braskem (BRKM5), que tentarão recuperar a petroquímica após venda de fatia da Novonor para a IG4

Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4

Braskem
Imagem: Divulgação/LinkedIn

A Braskem (BRKM5) tem um novo controlador — e está prestes a ter uma nova liderança, completamente renovada. A IG4 Capital irá assumir, por meio do Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), os papéis que eram da Novonor na petroquímica, e será sócia da Petrobras.

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Com isso, a empresa deverá eleger uma nova diretoria e um novo conselho de administração na próxima assembleia de acionistas, que já será na semana que vem, dia 29.

Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4, segundo apurou o InvestNews. Já para os cargos ligados à operação e a presidência do conselho, os nomes virão da Petrobras.

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Seu Dinheiro entrou em contato com a Braskem e a IG4 Capital e aguarda posicionamento.

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Quem devem ser os novos executivos à frente da Braskem

O nome cotado para assumir a cadeira de presidência da petroquímica é Helcio Tokeshi, sócio da IG4. A informação saiu primeiro no Pipeline, do Valor Econômico, e no Investnews, e mais tarde foi confirmada ao Seu Dinheiro por fontes próximas à empresa.

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Ele foi sócio e diretor na GP Investments, trabalhou na consultoria McKinsey, foi secretário da Fazenda em São Paulo, e atuou como membro do conselho de empresas como Companhia Paulista de Parcerias (CPP), Companhia Paulista de Seguros (COSESP), Iguá Saneamento, Opy Health, entre outras.

No domínio das finanças, o novo CFO deve ser Carlos Brandão, também segundo os sites. Ele vem de mais de seis anos como diretor de operações na IG4 Capital e, antes disso, foi CEO na Iguá Saneamento e CFO na Oi, durante uma das maiores recuperações judiciais da história do Brasil.

A diretoria jurídica, de compliance e ESG ficará com Camila Tapias, com grande experiência na Telefônica.

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A atual CEO da estatal, Magda Chambriard, deverá presidir o conselho. Hélio Novaes, que foi sócio sênior da consultoria especialista em reestruturação Alvarez&Marsal, será o vice-presidente, ainda de acordo com as fontes.

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O desafio do "dia seguinte"

Se a troca de controle resolve uma parte da equação, ela escancara outra: o tamanho do problema que o novo controlador terá pela frente.

A Braskem chega a essa nova fase carregando um passivo pesado. No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou prejuízo de R$ 10,3 bilhões — um número que sintetiza a combinação de desafios operacionais e contingências jurídicas.

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A situação financeira é tão delicada que a auditoria da KPMG inseriu uma nota de "incerteza relevante relacionada à continuidade operacional" no último balanço. Os motivos são conhecidos, mas continuam pressionando:

  • Maceió: O desastre ambiental relacionado à extração de sal-gema segue drenando o caixa e gerando custos jurídicos imprevisíveis.
  • Ciclo dos spreads petroquímicos: A demanda global fraca e as margens apertadas continuaram a esmagar os resultados operacionais da companhia.
  • Patrimônio líquido: A empresa encerrou o período com patrimônio líquido negativo de mais de R$ 16 milhões.

Segundo a empresa, o desempenho do trimestre foi impactado pelas incertezas externas, incluindo conflitos geopolíticos e guerra tarifária, que, combinadas à sazonalidade, pressionaram os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional.

A entrada da IG4 traz um componente de "especialista em problemas". O fundo já recrutou profissionais experientes em processos de turnarounds para ocupar cargos chave, mas o barco a ser virado é gigantesco, e uma recuperação judicial ou extrajudicial não está fora dos planos. Agora, analistas e investidores aguardarão para saber se a empresa irá navegar por mares menos turbulentos.

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