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Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3): as campeãs da XP para absorver os ganhos do petróleo mais caro

Uma oferece previsibilidade enquanto a outra oferece retorno quase direto do aumento de preços; entenda cada tese de investimento

SD_ Petrobras Ibovespa
XP avalia quais as melhores petroleiras para absorver os ganhos do preço do petróleo no exterior. Imagem: Shutterstock; Montagem Seu Dinheiro/ Vicktoria Valeska Vieira

Com o barril de petróleo negociando a preços altos e sujeito a fortes oscilações, o setor de óleo e gás entrou na mira dos agentes financeiros. Para a XP, no entanto, absorver esses ganhos não é tão simples assim, e duas petroleiras estão mais bem posicionadas no Ibovespa para esse feito: Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3).

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Nesta segunda-feira (20), em que a cotação do petróleo Brent subiu 5,64% no exterior, a US$ 95,48 o barril, as ações da Petrobras caminharam junto. O papel PETR4 avançou 1,73%, enquanto a ação PETR3 teve alta de 1,83%.

A recomendação da XP, entretanto, não vem de um otimismo desenfreado com o preço da commodity, mas justamente do contrário. Diante de um cenário considerado instável e difícil de prever, a corretora buscou entender quais empresas conseguem atravessar essa volatilidade entregando o máximo de retorno possível.

E, nesse exercício, Petrobras e Prio aparecem à frente das concorrentes.

O petróleo, a Petrobras e a Prio

O preço do Brent voltou a ganhar força neste final de semana, superando os US$ 95 por barril, depois de uma sequência de idas e vindas no noticiário internacional em relação à guerra no Oriente Médio.

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Para a XP, o mais importante neste momento não é tentar prever se o barril vai subir mais ou cair na próxima semana — mas sim analisar como cada empresa reage a diferentes níveis de preço.

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Por isso, os analistas adotaram um cenário mais conservador para fazer suas análises: o preço do Brent a US$ 80 o barril, abaixo das cotações atuais.

Petrobras

Segundo a XP, se o petróleo ficar em torno de US$ 80, a Petrobras pode gerar um retorno aos acionistas próximo de 11% em 2026. Isso considerando o cenário atual de preços de combustíveis no Brasil e os mecanismos de subsídios criados pelo governo para diminuir o impacto ao consumidor.

  • Aqui, vale destacar um ponto importante para o investidor: o petróleo pode subir lá fora, mas a Petrobras não repassa tudo automaticamente para os preços internos. A estatal mantém gasolina e diesel abaixo do valor internacional, o que reduz parte do ganho potencial.

Ainda assim, a XP avalia que a estatal continua bem posicionada para gerar caixa e reverter os lucros de um petróleo mais caro para o acionista. Mesmo com preços controlados, a Petrobras:

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  • produz petróleo a custos relativamente baixos,
  • se beneficia de margens melhores no refino, e
  • recebe compensações financeiras que ajudam a preservar o caixa.

Por isso, mesmo não sendo a empresa que “ganha tudo” com a alta do barril, a Petrobras aparece como uma das melhores opções de equilíbrio entre risco e retorno no setor de óleo e gás na avaliação da XP.

Prio

Enquanto a Petrobras oferece mais previsibilidade, a Prio representa o outro extremo: é a empresa mais diretamente exposta ao preço do petróleo, segundo a XP.

Os analistas da corretora estimam que, com o Brent a US$ 80 por barril, a Prio pode entregar um retorno próximo de 20% em 2026, quase o dobro da Petrobras.

Isso acontece porque a companhia não vende combustíveis no mercado interno, não está sujeita a políticas de controle de preços pelo governo federal e sente o efeito do petróleo quase de forma direta no caixa.

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  • Na prática, cada aumento de US$ 10 no preço do barril tende a melhorar de forma significativa os resultados da Prio — mais do que em qualquer outra empresa da bolsa brasileira no setor.

Mas essa mesma característica faz da Prio uma ação mais sensível. Se a guerra no Oriente Médio se resolver e o preço do petróleo cair bruscamente, o impacto também é rápido.

É por isso que a XP trata a empresa como uma escolha com mais potencial de retorno — e também mais volatilidade e risco.

E as outras petroleiras?

Brava Energia (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3) também se beneficiam de preços elevados do petróleo, mas em menor escala. Parte da produção dessas empresas está protegida por contratos que limitam os ganhos quando o barril sobe demais.

Essas proteções ajudam em momentos de queda, mas reduzem a vantagem em períodos de alta. Por isso, na comparação direta, elas ficam atrás de Petrobras e Prio.

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