🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

SINAIS CONFUSOS

Ações de IA em alta, dólar em queda, ouro forte: o que esses movimentos revelam sobre o mercado dos EUA

Segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, é preciso separar os investimentos em equities de outros ativos; entenda o que acontece no maior mercado do mundo

Karin Salomão
Karin Salomão
9 de dezembro de 2025
9:32 - atualizado às 16:21
Wall Street, mercado norte-americano, EUA, bolsas
Imagem: Robb Miller/Unsplash

Os Estados Unidos são detentores de diversos títulos superlativos, e é por isso que participantes do mercado olham atentamente cada dado da economia norte-americana, decisão do Fed, banco central do país, e movimentações nas bolsas por lá.  No momento, porém, os sinais não parecem estar em uma única direção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De um lado, as MagSeven, as sete principais empresas de tecnologia, estão em alta. São elas: Apple (AAPL), Microsoft (MSFT), Alphabet (GOOGL, controladora do Google), Amazon (AMZN), Meta (META, controladora do Facebook, Instagram e Whatsapp), Nvidia (NVDA) e Tesla (TSLA). O ETF MAGS, fundo de índice que as acompanha, subiu 19,97% em 2025 e 38,90% nos últimos doze meses.

Na esteira dessa valorização, o S&P 500, índice que concentra as 500 maiores companhias, subiu 13,09% no último ano. Isso porque as 10 maiores empresas do índice, que inclui as MagSeven, correspondem a quase 40% de seu valor total.

VEJA TAMBÉM: TRIBUTAÇÃO DE DIVIDENDOS à vista: Empresas aceleram pagamento de proventos assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube 

E, se investidores estão indo atrás de ativos de maior risco, também estão correndo para o ouro, ativo de segurança. A onça-troy vale mais de US$ 4,2 mil, valorização de 60% no último ano, segundo o contrato futuro da commodity.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, o dólar, historicamente visto como moeda segura, está em queda. O índice DXY, que compara o valor da divisa norte-americana em relação a uma cesta de moedas estrangeiras fortes, caiu 6,7% em doze meses.

Leia Também

Afinal, o que está acontecendo? Há uma busca por ativos mais seguros ou pelos mais arriscados?

Na verdade, são dois movimentos distintos. Segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, é preciso separar os investimentos em equities — ou seja, em ações nas bolsas — de outros ativos, como dólar e ouro.

A alta das MagSeven vem, principalmente, de suas apostas em inteligência artificial. "Vemos o mercado tomando risco. Há uma grande liquidez no mundo, e investidores estão pagando prêmios no valuation de empresas que estão prometendo criar valor com IA", diz Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez, uma das maiores corretoras independentes de investimentos no segmento institucional do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a queda do dólar e a busca pelo ouro têm relação com a percepção do mercado sobre o governo de Donald Trump e a possibilidade de corte dos juros pelo Fed, banco central norte-americano.

Como a percepção sobre os EUA mudou

Por conta da guerra da Rússia contra a Ucrânia, o governo norte-americano proibiu qualquer transação com o Banco Central Russo, além de ter aumentado as sanções contra o país. Ao isolar a Rússia do sistema monetário internacional, os EUA levantaram um alerta entre vários países, que aumentaram suas reservas em ouro para depender menos do dólar.

"Foi uma indicação para os europeus de que as relações estavam mudando e que a Europa precisava cuidar mais de si mesma", diz Daniel Popovich, gestor da Franklin Templeton, casa com mais de US$ 1,5 trilhão em ativos sob gestão no mundo, R$ 43 bilhões apenas no Brasil. Confira a entrevista completa aqui.

Já com Trump no poder, o tarifaço também abalou as relações dos EUA com outros países, que intensificaram a percepção sobre a necessidade de diversificar os parceiros comerciais e diminuir a dependência do gigante norte-americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM: As apostas de especialistas para dezembro já estão no ar e o Seu Dinheiro mostra onde investir neste mês; veja aqui 

Além disso, o Tesouro americano deixou de ser um investimento livre de riscos. Em maio, a Moody's rebaixou a nota de crédito da maior economia do mundo, que perdeu seu triple A. Antes da Moody’s, as agências S&P Global Ratings e a Fitch já haviam feito esse movimento. 

Por esses motivos, bancos centrais em todo o mundo passaram a trocar parte de suas reservas em dólar por ouro. Seguindo essa tendência, vieram investidores, fundos e outras instituições.

"Por motivações políticas, escolheram ter menos exposição aos Estados Unidos. É o que, em grande parte, explica a alta do ouro e uma das maiores desvalorizações do dólar dos últimos anos", diz Popovich.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O catalisador para a bolsa brasileira

Com a perspectiva de queda dos juros nos EUA, investidores buscam os mercados emergentes. É o caso do Chile, Peru, Colômbia, Sudeste Asiático, África do Sul e até Brasil.

"O preço da bolsa brasileira já estava atrativo, mas faltava um catalisador. A desvalorização do dólar pode ser sim um gatilho para a bolsa brasileira", afirma o gestor da Franklin Templeton.

A valorização de quase 30% do Ibovespa esse ano foi em grande parte patrocinada pela chegada de investidores estrangeiros. Essa também é a avaliação da gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, em entrevista ao Seu Dinheiro — veja o programa Touros e Ursos aqui.

Porém, não se sabe até quando os juros nos EUA irão cair. A maior parte dos analistas acredita em um corte de 25 pontos-base na taxa na reunião deste mês, mas há pouca visibilidade sobre o que deve acontecer em seguida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra variável de incerteza é a sucessão na presidência do Fed, diz Lucci. O mandato de Jerome Powell termina em maio do ano que vem, e o presidente Trump já deu indicações de que irá escolher alguém mais alinhado às suas políticas pela queda dos juros.

CONFIRA: Monte sua estratégia de investimentos ideal em minutos: Acesse o simulador do Seu Dinheiro e descubra como diversificar sua carteira 

A ascensão meteórica das empresas ligadas à Inteligência Artificial

No meio desse cenário de instabilidade, as bolsas estão eufóricas impulsionadas pela alta das companhias de tecnologia. E não é para menos: "Com a IA, o ganho para a produtividade da economia como um todo tem um potencial disruptivo. É uma nova revolução industrial, muda a forma como trabalhamos e vivemos", diz Popovich.

Atualmente, cerca de 40% do valor de mercado do S&P 500 é diretamente influenciado por fatores relacionados ao uso de inteligência artificial, como investimentos, construção de infraestrutura e ganhos de produtividade, diz relatório do JP Morgan sobre suas visões para o ano que vem. Isso leva a um receio sobre uma possível bolha nesses papéis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, especialistas afirmam que o cenário hoje é bastante diferente do de 25 anos atrás. Entre as diferenças, estão o modelo de financiamento desse crescimento, a relevância desses gastos no PIB norte-americano e a robustez das companhias que estão bombando.

Por enquanto, elas ainda estão investindo pesadamente na tecnologia e na estrutura para sustentá-la. As líderes devem investir o equivalente a 25% de todo o capex do mercado norte-americano no ano que vem, enquanto no passado o crédito barato ou IPOs inflaram as altas.

"Mas gera uma dúvida importante: se esse montante aumentar, de onde virão esses recursos?", pergunta Popovich. "As empresas precisarão emitir dívida para financiar sua expansão?"

Apesar disso, o investimento em IA está atualmente em torno de 1% do PIB. Em ciclos anteriores de investimento em tecnologias de propósito geral (por exemplo, eletricidade, ferrovias, comunicações), o investimento atingiu um pico de 2% a 5% do PIB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse nível de gasto pode pressionar a inflação, inclusive por meio de custos mais altos de energia no curto prazo, acredita a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, em relatório sobre suas expectativas para 2026. Com o tempo, ganhos de eficiência tendem a compensar parte desse aumento inicial na demanda por energia, acredita.

Outro ponto relevante é que essas empresas já são grandes, geram caixa e têm produtos conhecidos, que usamos todos os dias.

"O valuation está caro? Sim, mas isso não significa que é uma bolha”, diz Lucci, da BGC Liquidez. “O maior risco, para nós, é não ter exposição a essa tecnologia transformadora”, diz o JP Morgan em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar