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Os papéis lideram a ponta positiva do Ibovespa nesta quinta-feira (14), mas tem bancão cauteloso com o desempenho financeiro da companhia; entenda os motivos
O investidor que olhou para as ações da Marfrig (MRFG3) se deparou com um salto de 8% na manhã desta quinta-feira (14). A reversão do prejuízo de R$ 112 milhões no terceiro trimestre de 2023 em lucro líquido de R$ 79,1 milhões agora ajudam os papéis do frigorífico a subir, mas é o anúncio inesperado de dividendo que dá um gás extra ao ativo na B3.
Por volta de 12h50, as ações MRFG3 operavam em alta de 7,05%, cotadas a R$ 16,71 — a maior alta do Ibovespa no momento. No mês, os papéis também vão vem: acumulam ganho de 7%, enquanto sobem 73% no ano.
No mesmo horário, o principal índice da bolsa brasileira subia 0,25%, aos 128.066,17 pontos.
Junto com o desempenho financeiro do terceiro trimestre de 2024, a Marfrig anunciou na noite de ontem (13) a aprovação de dividendo no valor de R$ 2,5 bilhões, ou R$ 2,824256. A data de corte é 12 de dezembro de 2024. Outras empresas também anunciaram dividendo e você pode conferir aqui.
Em relatório, o Santander disse que os números do balanço da Marfrig vieram em linha com o esperado, mas o dividendo surpreendeu positivamente.
O BTG Pactual vai na mesma linha e diz que os R$ 2,5 bilhões em dividendos representam “um impressionante dividend yield [rendimento] de 18%”.
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“Foi inesperado após comentários anteriores da administração sugerindo que os lucros da venda parcial dos ativos de carne bovina da América Latina seriam totalmente usados para pagar dívidas”, diz o BTG.
Para o banco, a amortização das dívidas seria uma opção melhor para a Marfrig, mas a decisão da distribuição farta aos acionistas é um sinal positivo.
“Acreditamos que seria uma opção melhor com base na avaliação implícita das ações da Marfrig em relação ao valor de sua participação na BRF. Dito isso, a decisão reflete indiscutivelmente a visão construtiva da Marfrig em relação aos resultados e fluxos de caixa da BRF no futuro”, afirma.
O BTG, no entanto, não tem recomendação de compra para as ações da companhia. O banco manteve a indicação neutra para os papéis, com preço-alvo de R$ 17 em 12 meses — o que representa um potencial de valorização de 2,35% em relação ao último fechamento.
O mesmo vale para o Itaú BBA, que também seguiu com a recomendação neutra para as ações da Marfrig, e preço-alvo de R$ 14 — o que representa uma perda de 10,4% sobre o fechamento de ontem.
Segundo o BBA, a Marfrig reportou resultados neutros no terceiro trimestre, ficandos 1% abaixo das expectativas do banco.
“Vemos o momentum da Marfrig como a principal preocupação para a tese de investimento agora, principalmente porque há incertezas no negócio de carne bovina dos EUA, mas a distribuição de dividendo pode ser vista como um sinal de que a empresa está confiante na sustentabilidade do caminho de desalavancagem à frente”, diz o BBA em relatório.
Na contramão, o BB Investimentos diz que apesar da forte valorização observada, ainda vê upside frente ao preço atual das ações — motivo pelo qual manteve a recomendação de compra para Marfrig. O preço-alvo é de R$ 23, o que representa um potencial de valorização de 47,3%.
Junto com o dividendo bilionário, a Marfrig anunciou que encerrou o terceiro trimestre de 2024 com lucro líquido de R$ 79,1 milhões, revertendo o prejuízo líquido de R$ 112 milhões de igual período de 2023.
O Ebitda no período subiu 60,4% em termos anuais, para R$ 3,872 bilhões, enquanto a margem Ebitda foi de 10,3% — 3,07 pontos porcentuais acima do mesmo período de 2023. A receita líquida, por sua vez, aumentou 12,4%, para R$ 37,701 bilhões.
O frigorífico encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 38,903 bilhões, um aumento de 16% ante igual período de 2023. A alavancagem em reais, medida pela relação entre dívida líquida e o Ebitda ajustado, passou de 3,91 vezes ao fim de setembro de 2023 para 3 vezes no término do terceiro trimestre deste ano.
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 3,695 bilhões. Os investimentos consolidados no terceiro trimestre foram de R$ 942 milhões.
A operação América do Norte, capitaneada pela National Beef, registrou receita líquida de US$ 3,244 bilhões, queda de 3,9% em relação a igual período de 2023. O Ebitda ficou em US$ 79 milhões, queda de 47,1%. A margem Ebitda da operação foi de 4,5%, contra 6,7% um ano antes.
O volume total comercializado pela unidade foi de 508 mil toneladas, queda de 4,9%. Do total, 439 mil toneladas foram destinadas ao mercado interno e outras 69 mil toneladas ao mercado externo.
Já na operação América do Sul, a receita líquida aumentou 28,9%, para R$ 4,268 bilhões no terceiro trimestre de 2024. O Ebitda alcançou R$ 517 milhões, alta de 8,2%, enquanto a margem Ebitda ficou em 12,1%.
O volume de vendas foi de 219 mil toneladas, 22,1% maior na comparação anual. Foram 87 mil toneladas exportadas e 131 mil toneladas destinadas ao mercado interno.
A companhia destacou que o resultado da BRF, com receita líquida de R$ 15,449 bilhões, Ebitda de R$ 2,968 bilhões e margem Ebitda de 19,2%, foi um dos impulsionadores do desempenho no período.
“Consideramos os resultados do 3T24 reportados pela Marfrig mistos. Por um lado, observamos queda de margem Ebitda tanto nas operações da América do Norte, quanto nas operações da América do Sul. Por outro lado, os investimentos realizados na BRF têm mostrado seu valor, com contribuição positiva advinda dessa companhia aos resultados consolidados da Marfrig”, diz o BB-BI em nota.
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