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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Kora Saúde (KRSA3): minoritários rejeitam saída do Novo Mercado e fundo desiste de fazer oferta para tirar empresa da B3

Assembleia não contou com os votos dos fundadores da Kora, porque a B3 entendeu que eles estão ligados ao fundo HIG Capital, controlador da empresa de saúde

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30 de julho de 2024
8:45 - atualizado às 8:47
Cerimônia do IPO da Kora Saúde (KRSA3) na B3
Cerimônia do IPO da Kora Saúde (KRSA3) na B3 - Imagem: Divulgação

Em uma assembleia que contou com a participação apenas dos acionistas minoritários, a Kora Saúde (KRSA3) rejeitou a proposta de saída do Novo Mercado — o segmento de listagem das empresas com práticas mais rigorosas de governança corporativa da B3.

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Aliás, a assembleia contou com uma polêmica envolvendo a dona da bolsa. Isso porque a B3 barrou a participação de Bruno Moulin Machado e Ivan Lima, fundadores da Kora.

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No entendimento da B3, eles estão ligados ao fundo HIG Capital, controlador da empresa de saúde com 68,4% do capital e responsável pela convocação da assembleia.

O fundo já não poderia votar de qualquer modo na assembleia. Mas os fundadores da Kora poderiam fazer a diferença a favor da proposta do HIG, já que eles possuem 10,6% das ações da companhia, o que representa quase metade dos papéis em circulação.

Embora sejam minoritários, a dupla faz parte de um acordo de acionistas com o controlador. Essa situação deixou um grupo de minoritários insatisfeitos, por considerarem um abuso do poder de controle.

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Assim, apenas os demais minoritários votaram na assembleia. Entre eles, gestoras como Leblon Equities, Polo Capital e Itaú. Todos eles votaram contra a proposta do HIG.

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Embora tenham sido impedidos de votar, Machado e Lima apresentaram manifestação contrária à saída da Kora do Novo Mercado. Ou seja, mesmo que participassem da assembleia é provável que o resultado fosse o mesmo.

Kora (KRSA3): HIG desiste de OPA após derrota

Ao apresentar a proposta de tirar a empresa do Novo Mercado, o HIG argumentou que a listagem no segmento mais rigoroso de governança restringe as alternativas disponíveis para a rede de hospitais.

As regras do Novo Mercado impedem, por exemplo, a emissão de ações preferenciais (sem direito a voto) e a fusão com empresas que não integram o segmento de listagem da B3.

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Por isso, a proposta inicial era que a empresa migrasse voluntariamente para o segmento básico de listagem da bolsa.

Na sequência, o HIG pretendia lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) para tirar a Kora da bolsa. O fundo pretendia pagar R$ 0,87 por ação, o equivalente a uma avaliação de R$ 673 milhões pela companhia. Mas com a derrota na assembleia, o HIG anunciou a desistência da OPA.

Por fim, vale destacar que Kora abriu o capital na B3 há três anos. De lá para cá, as ações da empresa amargam uma queda da ordem de 90%. No pregão de ontem, os papéis encerram o dia a R$ 0,70, em queda de 1,41%.

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