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O banco espera uma recuperação gradual no ciclo de crédito e um cenário macroeconômico mais favorável para o setor varejista
Um ano para colher os frutos. É assim que o Itaú BBA espera que 2024 seja para o Magazine Luiza (MGLU3).
A visão é apoiada pela perspectiva de uma recuperação gradual no ciclo de crédito e um cenário macroeconômico mais favorável para o setor varejista, depois de um período de aumento das taxas de juros e uma demanda mais fraca de bens duráveis — que fizeram com que o Magazine Luiza mudasse o foco para a rentabilidade das operações em 2023.
A tendência de melhoria da rentabilidade nos últimos trimestres também é um dos fatores que contribuem para a revisão positiva do BBA.
“A empresa reportou um crescimento suave nos canais online e offline em 2023, levando a um declínio de 1,4% na receita líquida na comparação anual, mas abrindo caminho para melhores tendências de rentabilidade”, afirma o analista Thiago Macruz, que assina o relatório.
O banco também vê oportunidades para ganhos de participação de mercado da varejista, o que pode resultar em ganhos de lucratividade em 2024.
Sendo assim, o Itaú prevê uma aceleração modesta no crescimento do Volume Bruto de Mercadorias (GMV), levando a um crescimento da receita líquida de 6,5% na base anual e um avanço de margem impulsionado pela alavancagem operacional.
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A projeção para o lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) é de 7,7% neste ano, o que corresponde a um crescimento de 1,90 ponto percentual em relação a 2023.
Mesmo com a expectativa de que os números do Magazine Luiza melhorem ao longo deste ano, o banco afirma que não é hora de comprar e nem de vender as ações MGLU3.
O Itaú BBA manteve a recomendação market perform, que é o equivalente a neutro. Para o analista, ainda não é o melhor momento para a entrada nos papéis — já que o Itaú pode estar “errado” caso os números superem as expectativas.
“Atualmente, vemos as ações sendo negociadas a 16x preço/lucro em 2025 — um prêmio de 50% em relação à mediana para o setor de varejo —, mas reconhecemos que pode haver risco de alta para nossas estimativas no caso de tendências de receita melhores do que o previsto — potencialmente levando a maiores ganhos de alavancagem operacional”, escreve Macruz.
Com a revisão das projeções para a varejista, o banco elevou o preço-alvo para R$ 15, o que representa um potencial de valorização de 18% em relação ao fechamento anterior.
Hoje, as ações MGLU3 fecharam o dia com queda de 7,56%, a R$ 11,74, em meio à abertura da curva de juros futuros brasileira, de olho na política monetária dos Estados Unidos. Confira a cobertura de mercados.
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