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Real Investor, de César Paiva, alcançou 5% de participação na companhia
A Real Investor Asset Management acabou de “encher o bolso” com mais ações ordinárias da MRV Engenharia (MRVE3), alcançando participação de 5% na empresa.
No total, foram adquiridas 28.578.800 ações.
Em comunicado enviado à CVM, a gestora justificou que “o investimento se limita à diversificação da carteira e que não há qualquer interesse na alteração da composição das estruturas de controle ou de administração da Companhia.”
Nesta terça-feira (27), por volta das 12h, a ação da MRV negociava com leve alta de 1%, a R$ 7,58. No acumulado do ano, MRVE3 tem queda aproximada de 29%.
César Paiva, fundador da Real Investor, é considerado o “Warren Buffett de Londrina” por alguns fatores: primeiramente, sua filosofia de investimentos, baseada no buy and hold; por estar no interior, fora do eixo Rio-São Paulo; e por sua rentabilidade.
Seu fundo de ações, o Real Investor Institucional FIC FIA, acumula 2.100% de retorno desde sua criação, em 2008.
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Com o slogan “para investidores, não especuladores”, a Real Investor segue as estratégias de value investing para seus diversos produtos. Ou seja, foca em alocações de longo prazo em empresas de qualidade.
“Gostamos de comprar uma empresa que já seja boa, já seja lucrativa, que esteja sendo negociada a um bom preço. Talvez não tenhamos alguns ganhos extraordinários em uma ou outra empresa, mas evitamos também muitas perdas”, afirmou César Paiva, no Market Makers, podcast do mesmo grupo do Seu Dinheiro.
LEIA TAMBÉM: Bradesco (BBDC4) ultrapassa Banco do Brasil (BBAS3) e se torna o favorito de ‘Warren Buffett de Londrina’
Depois de reportar recorde de vendas de imóveis no segundo trimestre, a MRV (MRVE3) espera a continuidade do ciclo positivo de negócios, o que foi reforçado pelos mais novos ajustes no Minha Casa Minha Vida (MCMV).
Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da MRV&Co, Ricardo Paixão, as vendas no terceiro trimestre estão boas, mantendo o ritmo visto nos meses anteriores.
No início do mês, o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) destinou mais R$ 22 bilhões do orçamento anual do fundo para abastecer os financiamentos ao programa habitacional.
Além disso, o Ministério das Cidades atualizou as faixas de renda dos beneficiários.
O limite da faixa 1 passou de R$ 2.640 para R$ 2.850, enquanto na faixa 2 passou de R$ 4.400 para R$ 4.700. Por sua vez, a faixa 3 seguiu em R$ 8.000.
A expectativa na MRV é de aumentar a quantidade de vendas na faixa 1 em torno de 10% a 12% com a ampliação do público elegível.
Já a ampliação da faixa 2 deve atrair uma parte dos consumidores que hoje estão na faixa 3, segmento em que não há subsídios. "Esses clientes vão poder pegar um financiamento com juro menor", previu.
Paixão afirmou ainda que a direção da MRV&Co está "super confiante" para alcançar os guidances (projeções) estabelecidos para o ano.
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