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O fundador da Real Investor, Cesar Paiva, conta por que o bancão agora representa uma das maiores posições da carteira da gestora no setor financeiro
Após uma rentabilidade de mais de 400% no fundo da Real Investor, o gestor que conquistou o apelido de “Warren Buffett de Londrina” tem uma aposta controversa no setor bancário: o Bradesco (BBDC4).
No episódio #59 do Market Makers, Cesar Paiva conta por que o bancão ultrapassou o Banco do Brasil (BBAS3) e se tornou uma de suas maiores participações no setor financeiro, apesar da “nuvem preta” que se estende sobre a empresa.
“Acho que, nos últimos dois anos, tudo que podia dar errado no Bradesco, deu. Mas quando olhamos esse filme para 2024, a gente acha que vai ser bastante interessante”, afirma.
Vale lembrar que o Bradesco registrou um lucro líquido de R$ 4,518 bilhões no segundo trimestre, em uma queda de 35,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Com o lucro menor, a rentabilidade (ROAE, na sigla em inglês) do segundo maior banco privado brasileiro foi de apenas 11,1%, bem abaixo dos níveis históricos da empresa.
É só dar play aqui para assistir ao bate-papo na íntegra:
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Em entrevista aos apresentadores Renato Santiago e Thiago Salomão, o fundador da Real Investor afirma que não é um entusiasta de investimentos no Ibovespa, mas sim de escolher algumas das empresas que o índice reúne.
“A gente sabe que o juro mais alto está machucando várias empresas, então entramos com um portfólio de empresas rentáveis, baratas e pouco endividadas”, disse Cesar Paiva.
Na visão do gestor, o cenário macroeconômico doméstico demanda uma carteira equilibrada e bem posicionada.
“A gente não sabia se o Brasil estava caminhando para dar muito errado ou para dar um pouco certo, então a gente precisava de um portfólio equilibrado.”
Para o economista, isso inclui exportadoras de commodities, empresas defensivas, seguradoras e do setor de construção. “Empresas muito boas e baratas”, afirma.
Além de grandes bancos como o Bradesco, o fundador da Real Investor investe parte do portfólio no setor de seguros, como Porto (PSSA3) e Caixa Seguridade (CXSE3).
Do lado das construtoras, Paiva enxerga a Eve como uma boa opção, já que a empresa “está muito barata e bem posicionada para os próximos lançamentos”.
“É importante você ter uma gestão de portfólio um pouco ativa. A gente é investidor de longo prazo, mas, ao longo da trajetória, às vezes aumentamos ou diminuímos determinada posição e isso acaba trazendo um retorno profundo.”
Ainda dentro da carteira da Real Investor, estão a Aliansce Sonae (ALSO3), Eletrobras (ELET3), Petrobras (PETR4), PetroRecôncavo (RECV3) e a 3R Petroleum (RRRP3).
Confira o episódio completo:
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