Dólar a R$ 5,20: os motivos por trás da forte alta da moeda norte-americana hoje
Mais cedo, o dólar à vista atingiu máxima a R$ 5,2138, com alta de 1,16%, de olho na política monetária dos Estados Unidos e fiscal do Brasil

A véspera do feriado poderia ser uma boa data para quem deseja aproveitar alguns dias no exterior. Mas quem deixou para comprar dólares na última hora, a cotação não é convidativa para viagens internacionais.
Mais cedo, o dólar à vista atingiu máxima a R$ 5,2138, com alta de 1,16%. A moeda norte-americana terminou o dia a R$ 5,2084, com avanço de 1,06%.
O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, avançou 0,49%, aos 105.128 pontos.
- LEIA TAMBÉM: Real é uma das moedas mais desvalorizadas do mundo – o que fazer para proteger seu patrimônio?
O principal motivo para a alta da moeda norte-americana é a escalada dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasurys), ou seja, os juros projetados para a dívida do governo norte-americano.
Nesta quarta-feira (29), os Treasurys de 10 anos atingiram 4,6%, no nível mais alto desde o início de maio. Já os juros projetados para 30 anos, que são referência para o mercado de hipotecas norte-americano, operam em alta de 4,738% — próximo, portanto, da marca psicológica de 5%.
Mas a culpa não é só dos Treasurys. Além das incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, a divulgação de novos dados econômicos locais também aumentou a aversão ao risco dos investidores — que pode indicar também a proximidade do fim do ciclo de cortes na taxa básica de juros brasileira, a Selic.
Leia Também
E, nesse caso, a busca por dólares é uma forma de “proteção”.
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, avançou a 0,89% em maio, após alta de 0,31% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado veio acima do ganho de 0,84% esperado pelo mercado.
No ano, a inflação do aluguel acumula alta de 0,28%.
Outro dado importante divulgado hoje foi a taxa de desemprego, que caiu de 7,9% para 7,5% no trimestre encerrado em abril, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas de analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que projetavam a taxa de desemprego a 7,7%.
“A força do mercado de trabalho mostra que, embora os juros estejam elevados, a atividade econômica segue relativamente bem, o que também acaba sendo um ponto importante para as percepções do Banco Central”, afirma relatório do Banco Master.
Por fim, há também uma pressão de um movimento técnico antecipado sobre o real, com a liquidez do mercado local reduzida por conta do feriado de Corpus Christi, que coincide com o fim do mês de maio. Siga os mercados.
Por que os Treasurys mexem com o dólar?
Em linhas gerais, os Treasurys são considerados o investimento mais seguro do mundo, pelo fato de o governo dos EUA nunca ter dado calote na história e ainda ser o emissor da moeda — no caso, o dólar.
Assim como os títulos do Tesouro brasileiro, os Treasurys possuem diferentes vencimentos, sendo os mais relevantes os de 2, 10 e 30 anos.
Ou seja, ao comprar Treasurys o investidor empresta dinheiro para o governo dos Estados Unidos, com a perspectiva de receber algum retorno financeiro nesses períodos, dada uma taxa negociada diariamente.
Essas taxas, também chamadas de yields (rendimentos) variam de acordo com a perspectiva dos investidores para a trajetória da taxa de juros da maior economia do planeta. Vale lembrar que a faixa atual dos juros está entre 5,25% e 5,50% ao ano.
Sendo assim, o juro norte-americano ajuda a estabelecer o valor do dólar no mercado internacional — o que pode ser considerado também como custo de oportunidade de investimento em dólar.
- Um erro muito comum entre investidores pode colocar o futuro financeiro da sua família em risco: ter sua fonte de renda 100% em reais. Clique AQUI e conheça a melhor estratégia de investimento para dolarizar o seu patrimônio.
FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus