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MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa sobe mais de 1% com Vale (VALE3) e ajuda da Petrobras (PETR4) na reta final; dólar cai

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8 de abril de 2024
7:02 - atualizado às 18:34

RESUMO DO DIA: O vento bateu no Ibovespa na semana passada, com sopros de tensão vindos da Petrobras (PETR4). O que parecia o início de uma tempestade mudou de cenário com declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, próximo ao fim do pregão. 

O Ibovespa fechou em alta de 1,63%, aos 128.857 pontos. Já o dólar terminou o dia a R$ 5,0312, com baixa de 0,68% no mercado à vista.  

Embora as polêmicas envolvendo a Petrobras (PETR4) não estejam resolvidas, Haddad afirmou que quem deve decidir sobre o pagamento dos dividendos é a própria companhia e que não discutiu a troca no comando com o presidente Lula. 

Outra gigante das commodities dividiu os holofotes do dia com a petroleira. A Vale (VALE3) subiu mais de 5% ao longo da sessão e ajudou a dar fôlego ao principal índice da bolsa brasileira. 

O mineradora acompanhou o desempenho positivo do minério de ferro e a expectativa por novos estímulos ao setor de siderurgia na China.

Nos EUA, Wall Street operou próxima da estabilidade após o payroll de março vir acima das projeções do mercado na sexta-feira passada.

Ao longo da semana, os investidores aguardam os dados de inflação no Brasil (IPCA) e nos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês). A ata da mais recente reunião do Federal Reserve e a decisão do Banco Central Europeu (BCE) também começam a entrar no radar.

Confira o que movimentou os mercados nesta segunda-feira (8):

MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA

Na ponta positiva do Ibovespa, as ações da Dexco lideraram os ganhos em meio à expectativas sobre os resultados do primeiro trimestre deste ano.

Na visão do BTG Pactual, a companhia deve ter resultados "marginalmente melhores", com aumento de vendas de painéis de madeira — o que deve resultar em uma expansão do Ebitda.

O setor de mineração e siderurgia subiu em bloco com o avanço do minério de ferro e a expectativa por novos estímulos na China.

Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
DXCO3Dexco ONR$ 7,785,85%
USIM5Usiminas PNAR$ 10,505,85%
VALE3Vale ONR$ 62,975,46%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,344,71%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 1,784,09%

Na ponta negativa, Braskem caiu quase 3%. Os papéis foram pressionados após o Tribunal de Contas da União (TCU) abrir uma investigação dos responsáveis pelos danos ambientais causados pela companhia em Maceió.

Além disso, os investidores também reagiram à proximidade do depoimento do vice-presidente da empresa, Marcelo Arantes, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na próxima quarta-feira (10).

Confira as maiores quedas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
BRKM5Braskem PNR$ 24,99-2,84%
PCAR3GPA ONR$ 2,61-2,61%
IRBR3IRB Re ONR$ 41,25-2,60%
CVCB3CVC ONR$ 2,67-2,20%
ALPA4Alpargatas PNR$ 9,43-1,67%
FECHAMENTO DO IBOVESPA

O Ibovespa encerrou em alta de 1,63%, aos 128.857,16 pontos.

O tom positivo foi sustentado pelo forte avanço de Vale (VALE3) — que acompanhou a alta de mais de 3% do minério de ferro e expectativas de novos estímulos ao setor de siderurgia e mineração na China.

Além disso, bancos e a recuperação de Petrobras (PETR4) na reta final do pregão, após declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também impulsionaram o principal índice da bolsa brasileira.

FECHAMENTO DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York tiveram um fraco desempenho e fecharam sem direção única, com a aceleração do ritmo de alta dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys.

  • Dow Jones: -0,03%, aos 38.892,80 pontos;
  • S&P 500: -0,04%, aos 5.202,39 pontos;
  • Nasdaq: +0,03%, aos 16.253,95 pontos.

Os Treasurys avançaram à medida que os investidores aguardam novos dados de inflação, medido pelo CPI (na sigla em inglês), e a ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed). Os dois serão divulgados na próxima quarta-feira (10).

FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar fechou a R$ 5,0312, com queda de 0,68%, no mercado à vista.

PETROBRAS (PETR4) SOBE 2%

As ações da Petrobras (PETR4) avançam mais de 2%, a despeito do petróleo, após declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

HADDAD FALA SOBRE PETROBRAS (PETR4)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que "quem tem de decidir sobre dividendos é a Petrobras, mas isso está bem encaminhado".

Haddad ainda disse que informações sobre o caixa da estatal "foram levados" para o presidente Lula para saber se que o plano de investimentos não será prejudicado com a distribuição dos proventos.

O chefe da pasta econômica afirmou que o tema já está "bem encaminhado" e que a empresa está "robusta".

A troca na presidência da companhia não foi discutida com Lula. "A troca de comando da Petrobras não está na minha alçada, não discuto com o presidente [Lula]."

FECHAMENTO DO PETRÓLEO

Com o conflito entre Israel e o grupo Hamas no radar, o petróleo realizou os ganhos recentes após ultrapassar o nível dos US$ 90 na semana passada.

Hoje, os contratos mais líquidos do petróleo tipo Brent, que são referência mundial, encerraram em queda de 0,57%, a US$ 91,17 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Já os contratos futuros do petróleo WTI, referência apenas para o mercado norte-americano, recuaram 0,55%, a US$ 86,43 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

No fim de semana, o exército israelense retirou tropas de uma cidade do sul da Faixa de Gaza, o que aliviou as tensões.

Agora, a comunidade internacional acompanha o movimento com a possibilidade de Israel atingir a cidade de Rafah, um dos lugares que ainda não foram atingidos pelo conflito e se tornou abrigo de mais de um milhão de palestinos nos últimos meses.

VINO11 VENDE IMÓVEL COM GANHO DE CAPITAL NOVE VEZES SUPERIOR A DIVIDENDOS PAGOS NOS ÚLTIMOS MESES

A participação do Vinci Offices (VINO11) no Edifício BM 336, que está localizado na cidade do Rio de Janeiro e serve de escritório para a Vinci Partners, gestora do fundo imobiliário, vai diminuir quase pela metade. Mas por um bom motivo: o FII acertou a venda de 49% do imóvel com um lucro milionário.

O comprador é o Valora Renda Imobiliária (VGRI11), que pagará R$ 112 milhões pelo ativo. A cifra é cerca de 4% superior ao laudo de avaliação do ativo e implica em uma taxa interna de retorno (TIR) de CDI + 3,9% ao ano.

Do total, 45% já foi recebido pelo VINO11 na última sexta-feira (8). O restante será dividido em duas parcelas a serem quitadas em abril de 2025 e 2026.

Além da venda, o FII realizou também o pré-pagamento de um Certificado de Recebível Imobiliário (CRI) ligado ao BM 336. O pagamento foi proporcional à fatia alienada: R$ 20,1 milhões, ou 49% do saldo devedor do título.

Leia mais.

COMPANHIAS AÉREAS

As companhias aéreas operam em direção opostas.

As ações da Azul (AZUL4) sobem 3,70%, a R$ 13,44. Os papéis são impulsionados pela queda de mais de 1% do petróleo e o enfraquecimento do dólar — ou seja, com sinais de redução nos preços dos combustíveis e dos custos, já que as companhias do setor são dolarizada.

Já a Gol (GOLL4) não voa com o cenário favorável. As ações GOLL4 caem 0,64%, a R$ 1,55, em reação aos resultados operacionais de fevereiro. A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 160 milhões no mês.

Os dados foram apresentados ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos — onde corre o processo de recuperação judicial da companhia.

JUROS FUTUROS EM QUEDA

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam nas mínimas, em dia de retomada de apetite ao risco e ajustes.

Os juros futuros seguem em contramão dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Os juros projetados para a dívida norte-americana de dez anos sobe a 4,418% e de 30 anos avança a 4,55%.

Confira o desempenho dos DIs agora:

CÓDIGONOME ULT FEC
DI1F25DI Jan/259,97%10,01%
DI1F26DI Jan/2610,05%10,07%
DI1F27DI Jan/2710,37%10,39%
DI1F28DI Jan/2810,69%10,71%
DI1F29DI Jan/2910,90%10,94%
DI1F30DI Jan/3011,07%11,11%
DI1F31DI Jan/3111,16%11,21%
DI1F32DI Jan/3211,21%11,27%
DI1F33DI Jan/3311,25%11,32%
MERCADOS AGORA

O Ibovespa sobe 1,47%, aos 128.656 pontos.

O principal índice da bolsa brasileira ganha fôlego com as companhias de commodities metálicas, após o minério de ferro avançar mais de 3% em Dalian, na China.

As bolsas de Nova York, mesmo com fraco desempenho, operam em leve alta. S&P 500 sobe 0,08%, Dow Jones avança 0,06% e Nasdaq registra alta de 0,17%.

BALANÇA COMERCIAL DA SEMANA

Na primeira semana de abril, o Brasil teve superávit de US$ 2,877 bilhões, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As exportações totalizaram US$ 7,686 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 4,808 bilhões no período.

PAUTAS ECONÔMICAS

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou há pouco que o governo deve fazer um "esforço concentrado" em abril para avançar na agenda microeconômica no Congresso.

Segundo o ministro, a regulamentação da Reforma Tributária será enviada ao Legislativo na próxima semana.

"A regulamentação da [Reforma] Tributária já está fechada na Fazenda e será enviada ao Planalto", disse Haddad em entrevista coletiva, após a reunião com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

CBA (CBAV3) SOBE 6%

As ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA; CBAV3) operam em forte valorização pelo segundo pregão consecutivo. CBAV3 sobe 5,96%, a R$ 4,80.

Hoje, os papéis ganham força com o avanço do minério de ferro em Dalian e a expectativa por novos estímulos na China.

REFORMA TRIBUTÁRIA

O relator da reforma tributária no Senado, senador Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou que o Congresso trabalha para regulamentar a medida ainda neste ano.

Segundo ele, a batalha do setor produtivo no âmbito tributário se encerrará com a aprovação das leis complementares que regularão a reforma.

"O Congresso está trabalhando para regulamentar a reforma tributária ainda este ano", frisou, destacando que a regulamentação se dará de acordo com anseios do setor produtivo.

Após a reforma tributária ser regulamentada, de acordo com o senador, o Brasil precisará resolver o problema do Imposto de Renda.

O IR no Brasil, por se concentrar sobre os salários, acaba por gerar uma distorção muito grande para a economia, avaliou.

"O Brasil precisa resolver a distorção do Imposto de Renda, este imposto não pode ser sobre os salários", disse o senador.

"O Congresso deu uma grande contribuição para a reforma, criou uma trava ao aumento da carga tributária" afirmou Braga, durante evento do jornal Valor Econômico. [Estadão Conteúdo]

NÚMEROS DA ANFAVEA DE MARÇO

A queda das exportações derrubou a produção de veículos no Brasil em março. No total, 195,8 mil unidades saíram das linhas de montagem no mês passado, o que representa uma queda de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2023, de acordo com dados da Anfavea.

Na comparação com fevereiro, contudo, houve um aumento de 3,2% na produção, segundo os números divulgados nesta segunda-feira (8) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Com o desempenho de março, o mercado brasileiro produziu 538 mil veículos no primeiro trimestre, um crescimento de apenas 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano passado. 

Apesar dos números baixos, a Anfavea prevê um crescimento de 6,2% da produção do ano.

Leia mais.

NUBANK (ROXO34) ESTÁ PERTO DE SUPERAR O ITAÚ (ITUB4) NA BOLSA — MAS QUAL É O MELHOR PARA TER NA CARTEIRA? O BTG PACTUAL RESPONDE

Depois de ultrapassar o Itaú Unibanco (ITUB4) como instituição financeira “queridinha” dos brasileiros no ano passado, o Nubank (ROXO34) agora quer vencer a briga pela coroa de banco mais valioso da América Latina.

Atualmente, a fintech e o maior banco privado do país encontram-se em um “empate técnico”, segundo o BTG Pactual. 

Hoje, o Nubank é avaliado em US$ 58,3 bilhões, apenas 2% (ou US$ 1 bilhão) abaixo do Itaú, cujo valor de mercado chega a aproximadamente US$ 59,3 bilhões.

Para fins de comparação, o valor de mercado combinado do Bradesco e do Banorte, o segundo banco mais valioso do México, é de US$ 60,4 bilhões — ou seja, só 4% acima do Nubank. 

Leia mais.

SETOR DE MINERAÇÃO E SIDERURGIA SOBE EM BLOCO

O setor de mineração e siderurgia opera em alta com apoio de 3% do minério de ferro e expectativas de novos estímulos ao setor de siderurgia e mineração na China.

Em destaque, Vale (VALE3), empresa com maior participação no Ibovespa, impulsiona os ganhos do principal índice da bolsa brasileira.

Confira o desempenho do setor:

CÓDIGONOMEULTVAR
VALE3Vale ONR$ 62,444,57%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,344,71%
USIM5Usiminas PNAR$ 10,283,63%
CSNA3CSN ONR$ 15,413,08%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PNR$ 10,832,07%
GGBR4Gerdau PNR$ 23,202,02%
COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa opera em alta acima de 1% e zera as perdas do mês.

O tom positivo é sustento pelo forte avanço de Vale (VALE3) — que acompanham a alta de mais de 3% do minério de ferro e expectativas de novos estímulos ao setor de siderurgia e mineração na China.

Além disso, bancos e a recuperação das perdas recentes em Wall Street dão fôlego ao principal índice da bolsa brasileira.

Por sua vez, Petrobras (PETR4) limita o desempenho do Ibovespa, em meio a incertezas sobre o futuro da estatal. Ontem (7), o presidente Lula convocou uma reunião com ministros sobre a empresa.

  • Ibovespa: +1,41%, aos 128.578 pontos;
  • Dólar: -0,66%, a R$ 5,0323.

Os juros futuros (DIs) voltam a recuar em toda a curva, na esteira dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys.

FECHAMENTO DA EUROPA

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira (8), na esteira da recuperação e apetite ao risco de Wall Street.

  • DAX (Frankfurt): +0,78%, aos18.317,53 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): +0,41%, aos 7.943,36 pontos;
  • CAC 40 (Paris): +0,75%, aos 8.121,78 pontos;
  • Stoxx 600: +0,49%, aos 509,01 pontos.

No radar, os investidores aguardam a próxima decisão de política monetária nesta semana. O Banco Central Europeu (BCE) divulga a decisão na próxima quinta-feira (11) e a expectativa é de manutenção dos juros a 4,00% ao ano.

EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO NOS EUA

As expectativas de inflação nos Estados Unidos permaneceram estáveis para um ano, em 3,0%, com a referência da pesquisa em março.

Já para três anos (projeção para 2027), avançaram de 2,7% para 2,9%. Para cinco anos (2029), a estimativa caiu de 2,9% para 2,6%.

Os dados são da pesquisa mensal realizada pela unidade do Federal Reserve (Fed) de Nova York.

Ibovespa renova máxima aos 128.533,59 pontos, com alta de 1,37%.

BRASKEM (BRKM5) LIDERA PERDAS

As ações da Braskem (BRFKM5) figuram como a maior queda do Ibovespa com baixa de 4,04%, a R$ 24,68.

Além de uma realização dos ganhos recentes, os papéis recuam com a proximidade do depoimento do vice-presidente da empresa, Marcelo Arantes, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura os danos ambientais na tragédia em Maceió.

Arantes depõe na CPI na próxima quarta-feira (10).

GIRO DO MERCADO

Nesta manhã (08), estando a cerca de onze dias do halving, o bitcoin voltou a subir. O evento é um dos mais importantes do mercado de criptomoedas porque limita a oferta de BTC para o mercado. Mantida a demanda, os preços tendem a subir.

O analista Marcelo Cestari, analista de investimentos da Empiricus Gestão, comenta a alta do cenário cripto e as expectativas para o BTC.

Os mercados começam a semana de olho nos dados da inflação. Na quarta-feira (10), sai o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aqui no Brasil, e o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), lá nos Estados Unidos. Além disso, os dados da inflação na China também estão no radar.

O analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, fala sobre os indicadores da semana e suas considerações sobre o cenário inflacionário,

Acompanhe:

BRCR11 ANUNCIA ALTA DE MAIS DE 20% NOS DIVIDENDOS E UM PAGAMENTO 'EXTRA' AOS COTISTAS

Quem investe BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11) recebeu dois avisos de pagamento de uma tacada só. Com isso, as cotas do fundo imobiliário operam em alta de 0,8% por volta das 10h50 desta segunda-feira (8)

Além de anunciar que pagaria dividendos maiores em abril, o fundo imobiliário também comunicou que os investidores aprovaram uma amortização parcial que cairá na conta dos cotistas em maio.

A começar pelos proventos, o BRCR11 distribuirá R$ 0,50 por cota para quem estava em sua base na última sexta-feira (5). O pagamento é quase 22% superior ao depósito do mês passado, de R$ 0,41 por cota.

A explicação para o incremento dos dividendos ainda não está disponível. Mas vale relembrar que o FII fechou no mês passado um acordo de R$ 755 milhões para venda de imóveis.

Leia mais.

DEXCO (DXCO3) SOBE 6%

As ações da Dexco (DXCO3) lideram os ganhos do Ibovespa com alta de 6,94%, a R$ 7,88.

Os papéis avançam em meio à expectativas sobre os resultados do primeiro trimestre deste ano.

Na visão do BTG Pactual, a companhia deve ter resultados "marginalmente melhores", com aumento de vendas de painéis de madeira — o que deve resultar em uma expansão do Ebitda.

VALE (VALE3) SALTA 3%

As ações da Vale (VALE3) dão fôlego ao Ibovespa.

Os papéis da mineradora avançam 3,57%, a R$ 61,84.

O movimento deve-se a forte alta do minério de ferro na China. A commodity fechou em alta de 3,19%, com a tonelada cotada a US$ 109,41, em Dalian.

Além disso, há a expectativa por novos estímulos na segunda maior economia do mundo, com foco no setor siderúrgico.

IBOVESPA SOBE 1%

O principal índice da bolsa brasileira opera em alta de 1,18%, aos 128.203 pontos.

O Ibovespa avança com impulso das ações de Vale (VALE3) — que acompanham a alta de mais de 3% do minério de ferro e expectativas de novos estímulos ao setor de siderurgia e mineração na China.

O setor de bancos também dá fôlego ao Ibovespa, enquanto dos investidores monitoram Petrobras (PETR4) e Nova York tem desempenho fraco.

DÓLAR EM QUEDA

O dólar, que começou o dia em alta, opera em queda com a melhora do humor dos investidores internacionais e expectativas de novos estímulos na China com foco no setor siderúrgico.

Na comparação com o real, o dólar cai a R$ 5,0409, com baixa de 0,29%, no mercado à vista.

O indicador DXY, que compara a moeda norte-americana a uma cesta de seis divisas globais, cai 0,11%, aos 104.186 pontos.

HCTR11 DESPENCA NA B3 APÓS QUEDA NOS DIVIDENDOS

O fundo imobiliário Hectare CE (HCTR11) começou a semana com o pé esquerdo na bolsa de valores. Por volta das 10h25 desta segunda-feira (8), o FII operava em forte queda de 7,2%, cotado a R$ 31,98.

As cotas registram o maior tombo do IFIX hoje e repercutem a notícia de que o HCTR11 distribuirá dividendos menores neste mês, de R$ 0,32 por cota.

A cifra é cerca de 17,5% inferior aos R$ 0,388 pagos no mês anterior. Mas a base de comparação, o fluxo de caixa de março, foi incrementada em R$ 1,6 milhão por conta do pré-pagamento de um dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) do portfólio, o Gramado Dilly.

Ainda assim, a soma representa o menor valor depositado pelo fundo imobiliário em seis meses. Confira abaixo o histórico de distribuição do Hectare CE até o mês passado:

Leia mais.

ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York operam majoritariamente em alta após a abertura:

  • S&P 500: +0,02%, aos 5.205,14 pontos;
  • Dow Jones: +0,11%, aos 38.946,98 pontos;
  • Nasdaq: -0,05%, aos 16.234,81 pontos.

Os investidores tentam recuperar as perdas da semana anterior — com o payroll mais forte que o esperado, que colocou em xeque a possibilidade de um corte de juros em junho.

Para essa semana, são esperados novos dados de inflação e a ata da mais recente reunião do Federal Reserve.

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
DXCO3Dexco ONR$ 7,633,81%
CSNA3CSN ONR$ 15,413,08%
CRFB3Carrefour Brasil ONR$ 13,722,39%
USIM5Usiminas PNAR$ 10,152,32%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,212,16%

Confira as maiores quedas do Ibovespa após a abertura:

CÓDIGONOMEULTVAR
BRKM5Braskem PNR$ 24,78-3,65%
ASAI3Assaí ONR$ 13,46-1,97%
CVCB3CVC ONR$ 2,69-1,47%
PETZ3Petz ONR$ 3,91-1,01%
LWSA3LWSA ONR$ 5,22-0,95%
ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em alta de 0,34%, aos 127.226 pontos após a abertura.

O principal índice da bolsa brasileira ganha impulso de Nova York, na tentativa de recuperar as perdas da semana anterior. O minério de ferro, que avançou mais de 3% na China, também dá um "empurrão" no índice.

Por aqui, os investidores seguem monitorando Petrobras (PETR4), em meio a incertezas sobre o futuro da estatal.

ADRS DE VALE E PETROBRAS

Os recibos de ações (ADRs) das companhias brasileiras Vale e Petrobras operam sem direção única no pré-mercado em Nova York e acompanham o desempenho das commodities.

Petrobras acompanha a queda do petróleo, além das incertezas sobre o futuro da estatal — com uma possível troca no comando da companhia e o descongelamento dos dividendos extraordinários referentes ao quarto trimestre de 2023.

Vale sobe na esteira do minério de ferro, na retomada das negociações na China após o feriado da última semana.

Confira o desempenho dos ADRs:

  • Petrobras (PBR): -0,06%, a US$ 15,48;
  • Vale (VALE): +2,12%, a US$ 12,05.
MERCADO DE COMMODITIES

O mercado de commodities opera sem direção única nesta segunda-feira (8).

Após dois dias de feriado na China e a retomada dos negócios, o minério de ferro fechou em alta de 3,19%, com a tonelada cotada a US$ 109,41, em Dalian, na China.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent operam em queda de 0,72%, a US$ 90,50, na Intercontinental Exchange (ICE).

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

A SEMANA DA INFLAÇÃO CHEGOU

O panorama internacional nos cumprimenta hoje com um novo aumento nas taxas dos Treasuries dos EUA, exercendo pressão nas bolsas mundiais, ainda que os outros ativos de risco pareçam menos afetados.

O último relatório de empregos nos EUA, divulgado na sexta-feira, revelou um surpreendente acréscimo de 303 mil postos de trabalho em março, superando de longe as expectativas de 205 mil.

Essa discrepância representou um desvio padrão de 3,8 acima das previsões, com as estimativas falhando em antecipar o expressivo aumento.

Em resposta, a taxa de desemprego reduziu-se para 3,8%, enquanto o aumento salarial manteve-se alinhado com as previsões, fornecendo um leve consolo ao Federal Reserve.

Contudo, a robustez da economia americana pode levar o Fed a prolongar as taxas de juros elevadas por mais tempo, tornando o início dos cortes em junho cada vez mais improvável, com julho ainda vislumbrado como uma alternativa.

Nesta semana, damos início à temporada de resultados financeiros do primeiro trimestre nos EUA, aguardando também dados críticos sobre inflação, tanto americanos quanto brasileiros.

Recentemente, o Fed tem dado maior peso aos indicadores de inflação em comparação aos de emprego.

Adicionalmente, os dados comerciais alemães de fevereiro indicaram uma desaceleração nas exportações além do esperado.

Embora tenhamos discursos programados de autoridades dos bancos centrais, é improvável que novos comentários causem grandes movimentações de mercado agora.

Com Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, visitando a China, as atenções se voltam para as dinâmicas sino-americanas, enquanto os mercados asiáticos mostram resultados variados nesta segunda-feira.

A ver…

00:45 — Sob pressão

No Brasil, as tendências internacionais podem ter um impacto significativo na trajetória de redução da Selic, considerando que a dificuldade em baixar as taxas de juros nos EUA pode tornar mais complexo o avanço no nosso processo de relaxamento da política monetária.

Esta semana se destaca pela divulgação do IPCA de março na quarta-feira, um momento de especial atenção para a inflação dos serviços, coincidindo com a publicação do índice de preços ao consumidor nos EUA.

Esta conjuntura sugere uma semana de intensa atividade, onde números abaixo das expectativas podem revitalizar os ativos de risco, recentemente sob considerável tensão.

A agenda econômica se completa com os dados sobre vendas no varejo na quinta-feira e sobre o volume de serviços em fevereiro na sexta-feira.

Além dos dados econômicos, a semana reserva outras questões cruciais. Inicia-se com as discussões no governo acerca da meta fiscal para o próximo ano, contemplada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, que deve ser apresentado ao Congresso até 15 de abril.

A definição da meta está prevista para os dias seguintes, antecedendo uma futura revisão da meta fiscal de 2024, esperada até o fim de maio. As especulações em torno da possível mudança na liderança da Petrobras prometem evoluir, assim como as conversas sobre a sucessão no Banco Central.

Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária, destacou-se por sua sintonia com Roberto Campos Neto, disputando a preferência com Paulo Picchetti, um nome forte aos olhos do mercado. Um nome de fora, como o de Marcelo Kayath, também pode aparecer.

01:51 — Disputa em Itaipu

A situação na gestão conjunta da usina hidrelétrica Itaipu pelos governos do Brasil e Paraguai atingiu um ponto crítico após o vencimento do acordo que assegurava os pagamentos em março, trazendo de volta um cenário de indecisão.

O Paraguai, buscando aumentar a tarifa energética de US$ 16,71 para US$ 22,60 por kWh, enfrenta resistência do Brasil, que vê essa demanda como um exagero com potenciais repercussões nos custos de energia.

A questão já havia congelado os pagamentos a terceiros ligados à Itaipu no início do ano, mergulhando a operação em desordem.

As autoridades brasileiras estão em busca de um novo arranjo, seja provisório ou de maior duração, para estabilizar as finanças da usina, embora a previsão de um desfecho permaneça incerta.

Diante dos desafios para estabelecer o preço da energia para 2024, a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) recorreu à justiça federal no Paraná, pleiteando a liberação de US$ 59,39 milhões (R$ 295,8 milhões) pela energia gerada no começo do ano.

Como administradora da comercialização da energia de Itaipu no Brasil, a ENBPar busca uma fundação mais robusta em aspectos institucionais, comerciais, regulatórios e legais para realizar os pagamentos com segurança e evitar riscos.

A estatal alerta para a possibilidade de cortes de energia resultantes do impasse e sublinha a relação direta entre a questão tarifária e os preços de energia, levantando temores de efeitos inflacionários.

02:48 — Uma olhada nos preços ao consumidor

Nos Estados Unidos, a atenção do mercado está voltada para os próximos dados sobre inflação ao consumidor, agendados para serem divulgados na quarta-feira.

As orientações recentes do Federal Reserve realçaram a relevância do índice de inflação ao consumidor em detrimento da inflação medida pelo PCE, que o Fed tradicionalmente prefere para avaliar os preços.

Essa mudança torna as próximas divulgações de dados ainda mais críticas. As expectativas medianas antecipam que o IPC geral registre um aumento de 0,4% mensal e de 3,1% anual, indicando uma ligeira desaceleração em relação aos dados anuais de fevereiro.

Ainda se prevê que os núcleos da inflação, que filtram os elementos mais instáveis, mostrem um arrefecimento tanto mensal quanto anual para +0,3% e +3,7%, respectivamente.

Adicionalmente, a divulgação da ata da reunião de março do Federal Reserve, também programada para quarta-feira, está sob alta expectativa. Isso ocorre especialmente após os dados recentemente positivos do mercado de trabalho que enfraqueceram as chances de cortes nas taxas de juros.

Qualquer indicação adicional sobre o futuro da política monetária é aguardada com grande interesse. Paralelamente, está marcado o início da temporada de divulgação de lucros do primeiro trimestre; já na sexta-feira, esperam-se os resultados trimestrais de gigantes bancários como JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup, bem como da BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo. Uma temporada de lucros que surpreenda positivamente, a exemplo do que ocorreu no trimestre anterior, poderia fornecer novo impulso para o mercado.

03:32 — E o corte de juros na Europa?

Nesta semana, a atenção do mercado financeiro também se volta para a reunião do Banco Central Europeu, programada para quinta-feira.

Ninguém espera cortes de juros nesta semana, mas com a expectativa crescente de um possível corte nas taxas de juros pelo BCE já em junho, o debate se intensifica sobre se este movimento marcará o início de uma série de cortes ou se a instituição optará por uma estratégia mais conservadora.

Apesar de a Presidente Christine Lagarde poder diminuir as especulações sobre essa possibilidade na coletiva pós-reunião, o assunto já é amplamente discutido entre os analistas.

Por outro lado, a robustez inesperada da economia americana impulsionou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA ao seu pico desde o final de novembro, reduzindo as expectativas de cortes iminentes nas taxas de juros.

Este cenário coloca o relatório sobre o índice de preços ao consumidor dos EUA, que será divulgado na quarta-feira, no centro das atenções, como o próximo grande indicador que poderá definir a direção futura dos rendimentos.

De forma intrigante, percebe-se que a política monetária global está, de certa maneira, atrelada às dinâmicas inflacionárias dos Estados Unidos.

04:29 — Carne de laboratório

A indústria da carne de laboratório encontra-se sob intensa discussão nos Estados Unidos. Legisladores de estados como Alabama, Arizona, Flórida e Tennessee estão considerando leis que proibiriam essa nova fonte de proteína.

A base das objeções se assenta tanto em questões de segurança alimentar quanto no impacto potencial sobre a tradicional indústria pecuária. Em contrapartida, críticos dessas propostas legislativas defendem a inovação no setor alimentício, argumentando que as escolhas de consumo devem permanecer nas mãos dos consumidores.

Este campo emergente, que já captou bilhões em investimentos, incluindo aportes de gigantes como Cargill e Tyson, utiliza células animais para desenvolver carne em biorreatores, com a adição precisa de hormônios e nutrientes.

A Eat Just, pioneira americana, conquistou no ano passado a primeira aprovação federal para comercializar sua carne de laboratório, marcando um avanço significativo para a indústria.

No entanto, a resistência não se limita aos EUA; a Itália, por exemplo, baniu recentemente tais produtos, alegando riscos potenciais até mesmo para sua cultura culinária.

Defensores dessa tecnologia argumentam que a carne cultivada representa uma opção mais sustentável, alinhada às metas globais, embora reconheçam os desafios de torná-la economicamente viável.

A preocupação é que, sem o suporte contínuo de financiamento, o futuro dessa inovação possa estar em xeque, especialmente considerando o fim da era dos juros baixos.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Os juros futuros (DIs) abriram próximos da estabilidade, sem direção única em toda a curva.

Os investidores fazem ajustes após dados de empregos nos Estados Unidos reduzirem as chances de afrouxamento monetário em junho e, consequentemente, diminuírem o espaço para o corte dos juros no Brasil.

Na última sexta-feira (5), o mercado começou a precificar Selic terminal em 10%. Antes, a expectativa era de taxa básica de juros abaixo dos dois dígitos no fim do ciclo de cortes iniciado no ano passado.

Confira o desempenho dos DIs na abertura hoje:

CÓDIGONOME ABE FEC
DI1F25DI Jan/2510,01%10,01%
DI1F26DI Jan/2610,07%10,07%
DI1F27DI Jan/2710,40%10,39%
DI1F28DI Jan/2810,73%10,71%
DI1F29DI Jan/2910,93%10,94%
DI1F30DI Jan/3011,14%11,11%
DI1F31DI Jan/3111,21%11,21%
DI1F32DI Jan/3211,28%11,27%
DI1F33DI Jan/3311,30%11,32%
ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista abre a sessão a R$ 5,0683, com alta de 0,06%.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro opera em queda de 0,12%, aos 127.325 pontos, na esteira do tom negativo dos índices de Wall Street.

A semana começa com os investidores de olho em dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O IPCA (Brasil) e o CPI (na sigla em inglês; EUA) serão divulgados na próxima quarta-feira (10).

A crise na Petrobras (PETR4) segue concentrando as atenções do mercado. Ontem (7), o presidente Lula convocou uma reunião com ministros para tratar do futuro da estatal.

Nos próximos dias, a política monetária também volta a ser destaque com a divulgação da ata mais recentes da reunião do Federal Reserve (Fed) e decisão sobre os juros na Europa, pelo Banco Central Europeu (BCE)>

OURO ATINGE NOVA MÁXIMA HISTÓRICA

O ouro renovou mais uma vez a máxima histórica nesta segunda-feira. Às 8h30, o metal subia 0,58%, a US$ 2.358,90 por onça-troy.

As tensões no Oriente Médio são o principal motivo para a alta do ouro, enquanto o mercado ainda espera sinais mais claros sobre quando deve começar ciclo de cortes de juros nos EUA.

CARREFOUR (CRFB3) REDUZ TAXA EM LINHA DE CRÉDITO COM A MATRIZ

O Carrefour Brasil (CRFB3) conseguiu um alívio nas taxas de juros em duas linhas de crédito que somam R$ 8,2 bilhões com a matriz francesa.

Pelos novos termos, a taxa do financiamento de R$ 1,9 bilhão que o Carrefour obteve com vencimento em maio de 2025 passará de 14,25% para 10,25% ao ano.

Já na linha de R$ 6,3 bilhões válida até abril de 2026, os juros caíram de 14,95% para 11,10% ao ano.

A economia no pagamento de juros à matriz deve ter como consequência a redução das despesas financeiras do Carrefour e, portanto, um aumento nos resultados.

Leia mais.

PETRÓLEO CAI COM ALÍVIO NO CONFLITO EM GAZA

Os contratos do petróleo operam em queda de quase 1% na manhã desta segunda-feira.

As commodities são puxadas pelo alívio das tensões no conflito entre Israel e o Hamas, após a retirada de tropas israelenses do sul de Gaza.

Por volta das 8h30, o barril de petróleo Brent, que é referência para o mercado internacional, operava em queda de 0,82%.

Já os contratos do petróleo WTI, referência apenas para o mercado norte-americano, caía a 0,76%.

CPI ESTÁVEL EM FEVEREIRO

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicou estabilidade em fevereiro.

O índice, que foi divulgado nesta segunda-feira, ficou em 5,7% no mês, repetindo o nível de janeiro.

Já a taxa anual do núcleo do CPI, que exclui as categorias de energia e alimentos, desacelerou de 6,6% no mês anterior para 6,4% em fevereiro.

No G20, a taxa anual do CPI ganhou força e avançou de 6,4% em janeiro para 6,9% em fevereiro. Esse é o maior patamar desde março de 2023.

Já no G7, o CPI anual ficou inalterado em 2,9%, o nível mais baixo desde abril de 2021.

BITCOIN VOLTA A SUBIR E SE APROXIMA DAS MÁXIMAS HISTÓRICAS

O bitcoin (BTC) saiu do marasmo e registrou uma alta de mais de 4% nas últimas 24h, recobrando um patamar de preços acima dos US$ 72.200. No mesmo horário, o ethereum (ETH) avançava 6,5%, também acima de um patamar psicológico de US$ 3.600.

Os investidores aguardam com ansiedade o halving do BTC, quando a recompensa pela mineração da criptomoeda cai pela metade.

Nos anos em que isso acontece, o preço do bitcoin tende a subir vertiginosamente e os investidores antecipam esse rali neste ano.

A aprovação dos primeiros ETFs de bitcoin à vista (spot) dos Estados Unidos mudaram a dinâmica do BTC. Em outras palavras, o rali pode acontecer antes e depois do halving, ao mesmo tempo em que alguns analistas acreditam que o evento terá pouco efeito no preço da criptomoeda. 

FUTUROS DE NOVA YORK AMANHECEM PRESSIONADOS

Os índices futuros de Wall Street começam o dia em baixa, após terminarem a semana passada em forte alta. 

O principal relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, apontou a criação de 303 mil postos de trabalho em março, acima do teto das projeções de 275 mil.

A taxa de desemprego recuou de 3,9% em fevereiro para 3,8% em março, enquanto a expectativa era de manutenção.

Com o payroll mais forte e queda na taxa de desemprego, as chances do Federal Reserve (Fed) cortar os juros a partir de junho recuam, já que a economia tem se mostrado resiliente e em crescimento apesar das taxas de juros no maior nível em mais de duas décadas.

Agora, os investidores aguardam os números de inflação do CPI, na quarta-feira, que pode dar um caminho mais bem detalhado sobre o futuro dos juros no país.

Confira como amanheceram os índices futuros de Nova York hoje:

  • S&P 500 futuro: -0,10%
  • Dow Jones futuro: -0,06%
  • Nasdaq futuro: -0,08%
BOLSAS DA EUROPA SOBEM APÓS ABERTURA

As principais bolsas europeias começam o dia em leve alta nesta segunda-feira. 

Os investidores aguardam a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira. 

Mas antes, o mercado aguarda os números da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. 

O CPI será divulgado em meio ao forte dado de emprego dos EUA, o que pode frustrar as perspectivas do mercado de um corte de juros ainda neste ano. 

Confira:

  • DAX (Frankfurt): +0,64%
  • CAC 40 (Paris): +0,57%
  • FTSE 100 (Londres): +0,12%
  • Euro Stoxx 600: +0,17%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM EM ALTA

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, após Wall Street encerrar a última semana em alta, na esteira dos fortes dados do mercado de trabalho dos EUA.

Liderando os ganhos na região asiática, o índice japonês Nikkei subiu com a ajuda de ações de eletrônicos e do setor automotivo. 

Exceção, os mercados da China continental ficaram no vermelho na volta de um feriado de dois dias, pressionados por ações ligadas a semicondutores e bebidas alcoólicas.

Na sexta-feira (05), as bolsas de Nova York tiveram ganhos significativos após o relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll, vir melhor do que o esperado, fortalecendo a confiança na economia americana.

Ao longo da última semana, porém, Wall Street acumulou perdas em meio a temores de que o bom desempenho econômico dos EUA leve o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a adiar planos de cortar juros para o segundo semestre do ano.

Nos próximos dias, investidores vão acompanhar os dados de inflação a serem publicados tanto nos EUA quanto na China.

Veja:

  • Xangai: -0,72%
  • Hong Kong: +0,05%
  • Taiwan: -0,63%
  • Tóquio: +0,78%
  • Kospi: +0,13%
O QUE ROLOU NOS MERCADOS NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA?

O dia mais aguardado da semana chegou e não é porque é sexta-feira. Enquanto o mercado monitorava novos desdobramentos de Petrobras (PETR4), o relatório de empregos nos Estados Unidos calibrou as expectativas dos juros por lá e no Brasil.

O Ibovespa fechou em queda de 0,50%, aos 126.795 pontos. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou baixa de 1,03% na semana.

Já o dólar terminou o dia a R$ 5,0654, com alta de 0,29%, no mercado à vista. No acumulado da semana, a moeda norte-americana avançou 1%.

Por aqui, as atenções concentraram-se na Petrobras (PETR4), depois de uma quinta-feira agitada. Segue em jogo a permanência de Jean Paul Prates no comando da estatal e a expectativa de descongelamento dos dividendos extraordinários referentes ao quarto trimestre de 2023.

Durante a tarde, aconteceu a reunião da conselho da petroleira, em que Prates não esteve presente. Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, houve uma reviravolta nas negociações e Aloizio Mercadante, atual presidente da BNDES, pode assumir a cadeira de comando do conselho.

Lá fora, o principal relatório de empregos nos Estados Unidos, o payroll, veio mais forte que o esperado. O país criou 303 mil postos de trabalho em março e a taxa de desemprego caiu para 3,8%. O resultado reduziu as apostas do mercado de corte dos juros a partir de junho.

Esse movimento refletiu na curva de juros brasileira, que passou a precificar Selic terminal a 10% ao ano.

Confira o que movimentou os mercados na última sexta-feira (5).

AGENDA DA SEMANA

Os investidores começam a semana de olho nos próximos dados de inflação nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) pode não ser o dado preferido do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), mas, em momentos de incerteza, quaisquer sinais do futuro da política monetária do país são acompanhados com cautela. 

Na semana passada os dados do payroll, o relatório de emprego mais importante dos EUA, mostraram uma geração de empregos mais forte do que o esperado pelo mercado: foram criados 303 mil postos de trabalho em março, acima do teto das projeções de 275 mil. 

Além disso, nova temporada de resultados trimestrais começa esta semana, com os gigantes bancários JPMorgan Chase, Citigroup e Wells Fargo relatando resultados na sexta-feira (12).

Veja o que vai movimentar os próximos dias das bolsas internacionais e no Brasil: 

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