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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

MERCADO DE CAPITAIS

A seca de IPOs não abalou: captação chega a recorde de R$ 96 bilhões em julho — e a “culpa” não é só das debêntures

Consideradas as estrelas das captações neste ano, as debêntures continuaram com a maior fatia, com R$ 50,1 bilhões em emissões no mês

Camille Lima
Camille Lima
14 de agosto de 2024
19:03 - atualizado às 17:17
ipca inflação renda fixa agenda selic
Imagem: Canva Pro / Montagem: Bruna Martins

Ainda que o mercado aguarde com ansiedade uma reabertura da janela de aberturas de capitais na B3, a seca de IPOs não abalou a captação de recursos no mercado de capitais brasileiro — que chegou ao recorde de R$ 96 bilhões em julho, o maior volume mensal na série histórica iniciada em 2012, de acordo com a Anbima.

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No acumulado dos sete primeiros meses de 2024, as ofertas chegaram à máxima histórica de R$ 435,1 bilhões.

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Consideradas as estrelas das captações neste ano, as debêntures continuaram se destacando, com R$ 50,1 bilhões em emissões em julho — o maior patamar da série histórica, considerando qualquer mês. 

O resultado elevou a cifra anual para R$ 256,8 bilhões, montante que já supera todo o ano de 2023, quando a captação chegou a R$ 236,3 bilhões.

Além das debêntures

Entretanto, as debêntures não foram as únicas responsáveis pelo recorde de captações das empresas em julho.

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“Com a Selic em dois dígitos e a perspectiva de seguir assim até o final do ano, o ambiente continua propício para a renda fixa, com o desempenho sendo puxado por vários instrumentos”, afirmou Guilherme Maranhão, presidente do fórum de estruturação de mercado de capitais da Anbima. 

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Entretanto, as empresas também movimentaram o mercado de renda variável com ofertas subsequentes de ações (follow-ons) com R$ 17 bilhões em captação em junho, no maior volume mensal nos últimos 24 meses.

Foto: Reprodução/Anbima

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“Em julho, tivemos um volume considerável na renda variável, mas, neste caso, com a maior parte concentrada em uma operação específica que não necessariamente reflete o apetite de mercado”, acrescentou.

Já nos investimentos híbridos, as ofertas de FIIs (fundos de investimento imobiliário) chegaram a R$ 4,4 bilhões em julho, elevando o volume do acumulado do ano para R$ 31,1 bilhões.

Ainda do lado da renda fixa, as notas comerciais captaram R$ 11,4 bilhões em julho e R$ 24,4 bilhões no acumulado do ano.

Já os FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios) e os CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) captaram R$ 38,6 bilhões e R$ 34,7 bilhões no acumulado do ano, respectivamente.

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Por sua vez, os CRAs (certificados de recebíveis do agronegócio) somaram R$ 25,4 bilhões.

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