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A siderúrgica viu o lucro despencar 73% entre abril e junho deste ano e papéis caem mais de 4% nesta sexta-feira (28)
A Usiminas viu o lucro líquido cair 73% no segundo trimestre, para R$ 287 milhões, e o resultado desse desempenho está sendo visto na bolsa nesta sexta-feira (28): as ações da siderúrgica lideram a ponta negativa do Ibovespa, com uma queda de mais de 4% — é hora de se vender USIM5?
A resposta para essa pergunta não é unânime, embora os analistas tenham certeza de que o momento para comprar o papel ainda não chegou.
O BTG Pactual, por exemplo, tem recomendação neutra para USIM5, com preço-alvo de R$ 8 — o que representa um potencial de valorização de 7% em relação ao fechamento de quinta-feira (27).
Já o Itaú BBA indica a venda das ações da Usiminas, com preço-alvo de R$ 7 para 2023, uma perda implícita de 6,5% sobre o último fechamento. A Ativa Investimentos vai na mesma linha, com recomendação de venda e o mesmo preço-alvo do Itaú BBA.
No grupo das recomendações neutras, junto com o BTG, está o Santander, com preço-alvo de R$ 7,49 — um zero a zero em relação ao fechamento de ontem, quando as ações da Usiminas fecharam nos mesmos R$ 7,49.
Por volta de 15h, as ações USIM5 caíam 4,67%, cotadas a R$ 7,14. Em julho, os papéis acumulam alta de 2%, enquanto no ano, de 5,5%.
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Além da queda de 73% do lucro líquido no segundo trimestre de 2023 em base anual, para R$ 287 milhões, também houve queda de 47,2% ante o lucro líquido do primeiro trimestre.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciação) ajustado da Usiminas atingiu R$ 366 milhões, baixa de 81% em relação a igual período de 2022. Já a receita líquida caiu 19% no comparativo anual, chegando a R$ 6,887 bilhões.
De acordo com a companhia, essa queda se deu principalmente na unidade de siderurgia.
O capex totalizou R$ 879 milhões de abril a junho de 2023, sendo 92,2% na unidade de siderurgia, 7% na unidade de mineração, e 0,8% na unidade de transformação. Assim, os investimentos cresceram 105% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o capex foi de R$ 428 milhões.
O caixa, por sua vez, caiu 15,4%, para R$ 4,9 bilhões — devido ao pagamento de dividendos de R$ 644 milhões e capex de R$ 879 milhões, segundo a Usiminas.
O BTG pontua que este ano tem sido atípico para a Usiminas, que luta contra alguns contratempos operacionais, e chama atenção para o fato de a dívida líquida da companhia ter subido para R$ 1 bilhão.
O banco espera que a conclusão da reforma do Alto-Forno 3 (BF3), de Ipatinga (MG), prevista para 2024, traga mais confiança aos investidores.
“É provável que o mercado mude de posicionamento em relação a Usiminas em breve, de olho em 2024, especialmente após a conclusão da manutenção do BF3 — quando as ações realmente parecem baratas. Ainda assim, seguimos cautelosos com os papéis até termos mais visibilidade no curto prazo”, diz o BTG em relatório.
O Itaú BBA chama atenção para o efeito do aço no desempenho da Usiminas no segundo trimestre. Segundo o banco, os custos vieram acima do esperado, e os volumes, um pouco abaixo no mercado doméstico.
Além disso, os resultados do processamento de aço também decepcionaram, enquanto a mineração ficou em linha com as estimativas. O declínio nos volumes domésticos foi de 3% no trimestre.
O Santander também cita a queda dos volumes de venda do aço. “A empresa divulgou sua orientação de volume de vendas de aço no terceiro trimestre, de 900 mil a 1 milhão de toneladas, o que implica em volumes trimestrais estáveis, apesar da demanda sazonalmente mais forte no terceiro trimestre”, diz o banco em relatório.
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