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Na visão de Gabriel Raoni, sócio da IP Capital, o atual valor do Nubank reflete as expectativas sobre o negócio, mas está acima do que o banco digital entrega hoje
Com uma valorização acumulada de 105% no que vai do ano, o Nubank atingiu um valor de mercado de US$ 37,5 bilhões — o equivalente a quase R$ 180 bilhões, na conversão atual. A alta robusta levanta uma questão entre os investidores: o banco do cartão roxo vale tudo isso?
Para fins de comparação, o roxinho está atrás apenas do Itaú Unibanco (ITUB4), que lidera a lista com R$ 261,1 bilhões em valor de mercado.
Na visão da IP Capital, uma das gestoras independentes de fundos pioneiras do mercado brasileiro e com mais de R$ 3 bilhões em ativos sob administração, o atual valor da fintech reflete as expectativas sobre o negócio, mas está acima do que ele entrega hoje.
“Eu tenho dúvida se vale o show”, afirma Gabriel Raoni, sócio da IP, durante o episódio #53 do Market Makers.
“Nesse patamar de valor de mercado as pessoas estão pagando além dos negócios existentes. Quando você está pagando um valor de mercado maior do que Bradesco e Banco do Brasil, você está pagando por coisas que ainda não aconteceram."
Hoje, o Bradesco possui um valor de mercado de R$ 165 bilhões, enquanto o Banco do Brasil está avaliado em R$ 138 bilhões.
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Confira a conversa na íntegra aqui:
Para Gabriel Raoni, da IP Capital, em pouco tempo o Nubank conseguiu cativar o público. “Se tem uma empresa que pode incomodar os incumbentes, é o Nubank, pelo tamanho e proporção que ele atingiu em muito pouco tempo.”
Na visão de Raoni, um ponto positivo para o banco digital é o número de clientes ativos. “Não é só adicionar CPF e ‘vamos embora’. É conta ativa com principalidade.”
Além disso, o banco digital atingiu um alto nível de funding — isto é, o todo o bolo que está no passivo do banco usado para financiar as operações de crédito para os clientes.
Em conversa com os apresentadores Renato Santiago e Thiago Salomão, o gestor disse enxergar o Nubank como a principal antítese do Itaú — um dos investimentos da carteira da IP —, mas não aposta suas fichas no roxinho.
Isso porque o gestor enxerga um grande desafio à frente para o banco digital: a conquista dos clientes de alta renda.
“Eles tiveram muito maior aderência no público jovem e de baixa renda. Acho que [o Nubank] tem uma dificuldade enorme de atingir o público de alta renda. Ele ainda não tem um portfólio de soluções tão completo quanto os incumbentes.”
Ouça aqui o bate-papo:
Para Bruno Barreto, sócio da IP Capital que também marcou presença no Market Makers, o valor de mercado do Nubank preocupa.
Por outro lado, o gestor enxerga o Itaú (ITUB4) mais atraente, com maior patrimônio, custos menores e melhor índice de eficiência da história.
“O banco está fazendo várias coisas no caminho certo”, afirma Barreto. “Eu não olho [para o Itaú] e falo que é bem provável perder dinheiro. Pelo contrário: acho que temos um retorno muito bom com lucros crescendo.”
“A gente sente muito mais firmeza no investimento em si, embora o Nubank tem coisas legais da operação.”
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