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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

MARKET MAKERS #53

Nubank vale o show na bolsa? Gestor diz que mercado está pagando por coisas que ainda não aconteceram e prefere ação de outro banco

Na visão de Gabriel Raoni, sócio da IP Capital, o atual valor do Nubank reflete as expectativas sobre o negócio, mas está acima do que o banco digital entrega hoje

Camille Lima
Camille Lima
14 de julho de 2023
12:36 - atualizado às 12:13
Nubank

Com uma valorização acumulada de 105% no que vai do ano, o Nubank atingiu um valor de mercado de US$ 37,5 bilhões — o equivalente a quase R$ 180 bilhões, na conversão atual. A alta robusta levanta uma questão entre os investidores: o banco do cartão roxo vale tudo isso?

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Para fins de comparação, o roxinho está atrás apenas do Itaú Unibanco (ITUB4), que lidera a lista com R$ 261,1 bilhões em valor de mercado.

Na visão da IP Capital, uma das gestoras independentes de fundos pioneiras do mercado brasileiro e com mais de R$ 3 bilhões em ativos sob administração, o atual valor da fintech reflete as expectativas sobre o negócio, mas está acima do que ele entrega hoje.

“Eu tenho dúvida se vale o show”, afirma Gabriel Raoni, sócio da IP, durante o episódio #53 do Market Makers.

“Nesse patamar de valor de mercado as pessoas estão pagando além dos negócios existentes. Quando você está pagando um valor de mercado maior do que Bradesco e Banco do Brasil, você está pagando por coisas que ainda não aconteceram."

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Hoje, o Bradesco possui um valor de mercado de R$ 165 bilhões, enquanto o Banco do Brasil está avaliado em R$ 138 bilhões.

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Confira a conversa na íntegra aqui:

Por que a IP Capital não está comprada em Nubank?

Para Gabriel Raoni, da IP Capital, em pouco tempo o Nubank conseguiu cativar o público. “Se tem uma empresa que pode incomodar os incumbentes, é o Nubank, pelo tamanho e proporção que ele atingiu em muito pouco tempo.”

Na visão de Raoni, um ponto positivo para o banco digital é o número de clientes ativos. “Não é só adicionar CPF e ‘vamos embora’. É conta ativa com principalidade.”

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Além disso, o banco digital atingiu um alto nível de funding — isto é, o todo o bolo que está no passivo do banco usado para financiar as operações de crédito para os clientes.

Em conversa com os apresentadores Renato Santiago e Thiago Salomão, o gestor disse enxergar o Nubank como a principal antítese do Itaú — um dos investimentos da carteira da IP —, mas não aposta suas fichas no roxinho.

Isso porque o gestor enxerga um grande desafio à frente para o banco digital: a conquista dos clientes de alta renda.

“Eles tiveram muito maior aderência no público jovem e de baixa renda. Acho que [o Nubank] tem uma dificuldade enorme de atingir o público de alta renda. Ele ainda não tem um portfólio de soluções tão completo quanto os incumbentes.”

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Ouça aqui o bate-papo:

Se não Nubank, em qual banco investir?

Para Bruno Barreto, sócio da IP Capital que também marcou presença no Market Makers, o valor de mercado do Nubank preocupa.

Por outro lado, o gestor enxerga o Itaú (ITUB4) mais atraente, com maior patrimônio, custos menores e melhor índice de eficiência da história.

“O banco está fazendo várias coisas no caminho certo”, afirma Barreto. “Eu não olho [para o Itaú] e falo que é bem provável perder dinheiro. Pelo contrário: acho que temos um retorno muito bom com lucros crescendo.”

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“A gente sente muito mais firmeza no investimento em si, embora o Nubank tem coisas legais da operação.”

Assista ao episódio:

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