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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

BALANÇO

Lucro da CSN (CSNA3) cai e dívida líquida dá um salto no 4T22, mas mineração “salva a pátria”

Lucro da CSN registrou queda de 81% no quarto trimestre, para R$ 197 milhões, e dívida líquida cresceu 82% na comparação com o mesmo período de 2021

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
9 de março de 2023
9:35 - atualizado às 15:03
Instalações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na cidade de Volta Redonda
Unidade da CSN na cidade de Volta Redonda. - Imagem: Marcos Arcoverde/Estadão Conteúdo

O resultado mais fraco da siderurgia e a alta da despesa financeira pressionaram o resultado da CSN (CSNA3) no quarto trimestre de 2022. Como consequência, o lucro da companhia registrou queda de 81%, para R$ 197 milhões.

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Em 2022, o lucro líquido foi da CSN de R$ 2,2 bilhões, uma redução de 84%. Mas vale lembrar que o resultado de 2021 foi marcado pelo efeito do IPO da CSN Mineração (CMIN3) e pela forte alta das commodities.

Por falar em mineração, a unidade acabou "salvando a pátria" nos últimos três meses do ano. As vendas de minério de ferro cresceram 26% em volume na comparação com o quarto trimestre de 2021, enquanto que as vendas de aço tiveram queda de 1%.

O bom desempenho da mineração, contudo, não foi suficiente para segurar o Ebitda ajustado da CSN, que caiu 16% e somou R$ 3,1 bilhões nos últimos três meses de 2022. Ainda assim, o resultado veio um pouco acima das projeções dos analistas.

Para o Credit Suisse, a reação do mercado ao balanço deve ser positiva. Os analistas têm recomendação de compra para as ações da CSN, com a perspectiva de que os preços do minério se mantenham em patamares atrativos para a companhia.

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Veja a seguir os principais números do balanço da CSN no 4T22 e a variação em relação ao mesmo período do ano anterior:

  • Lucro líquido: R$ 197 milhões (-81%)
  • Receita líquida: R$ 11,1 bilhões (+7%)
  • Ebitda ajustado: R$ 3,1 bilhões (-16%)
  • Margem Ebitda: 27,1% (-7,8 pontos percentuais)
  • Dívida líquida ajustada: R$ 30,5 bilhões (+82%)

Dívida líquida e alavancagem dão salto

De todos os números mencionados logo acima, a dívida líquida é um dos que mais chama a atenção. Assim como a relação entre o endividamento e o Ebitda da CSN passou de 0,76 vez no fim de 2021 para 2,2 vezes em dezembro do ano passado.

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A companhia atribui o avanço da alavancagem a uma série de desembolsos no período, principalmente os relacionados à aquisição da CEEE-G, além do pagamento de dividendos. A empresa pretende distribuir aos acionistas R$ 2,3 bilhões referentes ao resultado de 2022.

A CSN já vem lidando com o aumento do endividamento. Em janeiro, fechou uma operação de pré-pagamento de minério no valor de US$ 500 milhões. Considerando esse efeito, a relação entre dívida e Ebitda ficaria em 2 vezes — ou seja, dentro da projeção (guidance) da companhia.

Por fim, a CSN procurou manter um caixa elevado para fazer frente ao pagamento da dívida. No fim do ano passado, a companhia mantinha um total de R$ 12 bilhões à disposição.

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