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Com crescimento anêmico e tombo no digital, a ação entrou algumas vezes em leilão nesta sexta-feira (14); confira os destaques do balanço do segundo trimestre e entenda por que os bancos ainda recomendam a compra do papel

A Yduqs (YDUQ3) amarga a maior queda do Ibovespa nesta sexta-feira (14). As ações da empresa de educação entrararam em sucessivos leilões por oscilação máxima durante a manhã e chegaram a cair quase 8%.
O catalisador da forte reação negativa foi a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. A companhia reportou um lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, o que representa um tombo de 54,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Sem os ajustes, o resultado final ficou no vermelho, com prejuízo líquido de R$ 1,5 milhão.
Embora o desempenho não tenha sido uma surpresa absoluta, o mercado demonstrou incômodo com o ritmo lento de crescimento da operação e com a pressão sobre as margens.
A receita líquida atingiu R$ 1,392 bilhão, um crescimento de 1,0% ano a ano. O número ficou 2% abaixo das estimativas do Itaú BBA e foi classificado pelos analistas do Citi como um "crescimento anêmico".
Entre os fatores que pesaram nas análises dos bancos, destaca-se o desempenho fraco na educação digital e marcas tradicionais.
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A base de alunos de graduação no segmento digital despencou 18,3%, impactada por restrições do novo marco regulatório.
As marcas Estácio e Wyden recuaram 2%, pressionadas pela menor demanda por seguros híbridos (-6% no semestre) e queda de 50% na captação de seguros de longa distância.
Os bancos também chamam atenção para o aumento nos custos operacionais da Yduqs. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 400,2 milhões, uma alta de 1,6% na comparação anual, vindo 2% abaixo das projeções do Itaú BBA.
O banco apontou um aumento de 8% nos custos com pessoal, gerado pela mudança no mix de alunos com a expansão do semipresencial.
Outro ponto que incomodou foi a geração de caixa abaixo do ritmo esperado. O fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) somou R$ 21 milhões no trimestre e R$ 225 milhões no primeiro semestre.
Esse montante representa 45% da expectativa do consenso do mercado para o ano (de cerca de R$ 500 milhões), jogando a responsabilidade de cumprimento da meta para o segundo semestre.
Por fim, as despesas financeiras elevadas também foram pontos negativos no desempenho da Yudqs no segundo trimestre. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 206,4 milhões, uma piora de 9,8% ante o 2T25.
Apesar da reação negativa das telas, os analistas ressaltaram que a divisão de negócios premium do grupo continuou apresentando desempenho positivo, ajudando a mitigar os desafios das divisões tradicionais.
A base de graduação da Idomed cresceu 11,8% em 12 meses, com alta de 5,0% no tíquete de veteranos. No Ibmec, a base subiu 13,0% (tíquete de veteranos +6,2%), beneficiada pela maturação da unidade Faria Lima.
Já a base do ensino presencial cresceu 18,8%, impulsionada pela alta de 66,6% no formato semipresencial, que compensou a queda de 3,6% no presencial tradicional.
Para o Citi, a reafirmação do guidance de lucro por ação e fluxo de caixa para 2026 traz um alívio parcial e demonstra confiança da gestão na recuperação dos números na segunda metade do ano.
Mesmo avaliando o balanço como fraco ou sem eventos, tanto o Itaú BBA quanto o Citi mantêm recomendações equivalentes à compra para as ações da Yduqs.
Os analistas avaliam que o preço das ações já embute um nível elevado de pessimismo e oferece potencial de valorização atrativo.
No caso do Itaú BBA, o preço-alvo é de R$ 16, com potencial de valorização de 107,3%. Já o Citi fixou preço-alvo de R$ 11,00, com upside de 42,5%.
O BBA ressalta que o yield implícito de FCFE (fluxo de caixa livre) para 2026 em 27% parece atrativo ao preço atual, mas pondera que o balanço do trimestre não serve como um catalisador imediato e a postura cautelosa dos investidores deve continuar no curto prazo.
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