Banco do Brasil (BBAS3) pagará quase R$ 585 milhões em JCP após 2T26 acima das expectativas; veja quanto cai na conta
Ainda dá tempo de ter direito aos novos JCP do BB; veja a data de corte e quando o dinheiro cai na conta

Depois de meses em que o Banco do Brasil (BBAS3) vinha convivendo com pressão sobre a rentabilidade, os acionistas receberam nesta quarta-feira (12) um motivo extra para olhar o balanço do 2T26 com algum alívio: além de um lucro acima das expectativas, o banco anunciou mais dinheiro no bolso dos investidores.
O BB aprovou o pagamento de aproximadamente R$ 584,9 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), em uma remuneração complementar aos acionistas.
Os proventos correspondem a cerca de R$ 0,10245 por ação BBAS3. Como ocorre com esse tipo de remuneração, os JCP estão sujeitos à retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte.
Os valores ainda serão atualizados pela taxa Selic desde a data do balanço até o pagamento.
Quem poderá receber os JCP do Banco do Brasil?
Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão de 1º de setembro.
A partir do pregão seguinte, em 2 de setembro, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos”, ou seja, sem direito a esses JCP — o que normalmente provoca um ajuste correspondente na cotação.
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Ou seja, quem comprar as ações até a data de corte terá direito aos proventos. Quem deixar para adquirir os papéis a partir de 2 de setembro poderá encontrar uma cotação ajustada, mas não receberá essa remuneração específica.
O pagamento dos JCP está previsto para 11 de setembro.
A surpresa com o balanço do BB no 2T26
O anúncio dos proventos veio acompanhado de um balanço que também trouxe uma surpresa positiva para o mercado — embora não tenha eliminado os sinais de pressão sobre a carteira de crédito.
O Banco do Brasil entregou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 13,9% em relação ao mesmo período de 2025 e de 3,3% na comparação com o trimestre anterior.
O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que apontavam para um lucro médio de R$ 3,532 bilhões, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg.
A rentabilidade também veio melhor do que o esperado. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 8,3%, praticamente estável na comparação anual, com leve recuo de 0,1 ponto percentual (p.p.), mas alta de 1 p.p. em relação ao 1T26.
O indicador também superou com folga a projeção média do mercado, de 7,1%.
O resultado, porém, não significa que os problemas que vinham pressionando o banco desapareceram. Os indicadores de qualidade da carteira continuaram a se deteriorar no trimestre, mantendo o crédito rural e outros segmentos sob atenção.
Confira aqui todos os destaques do resultado do Banco do Brasil no 2T26.
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