🔴 SAIBA PROGRAMAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA O SEU TRABALHO COM A ‘FÁBRICA DE AGENTES DE IA’ – DESCUBRA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

MAIS UMA TEMPESTADE?

Banco do Brasil (BBAS3) já tem uma dor de cabeça no agro — agora El Niño pode piorar a situação

Mercado espera mais um trimestre pressionado por provisões e inadimplência rural; analistas veem risco adicional para o BB no horizonte

Banco do Brasil
Banco do Brasil - Imagem: Shutterstock

Embora quem viva em São Paulo já esteja acostumado às viradas bruscas do tempo, os últimos dias trouxeram uma combinação pouco convidativa: chuva forte, vendaval e céu carregado no Sul e Sudeste. No Banco do Brasil (BBAS3), o clima também não anda dos melhores — e, para completar a previsão, até o El Niño pode afetar seus resultados. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco chega ao balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26) ainda tentando atravessar a tempestade provocada pela deterioração do crédito rural.  

O resultado, que será divulgado hoje (12) após o fechamento dos mercados, deve mostrar mais uma vez o peso das provisões. Enquanto isso, investidores tentam entender quando a carteira de agronegócio finalmente começará a dar sinais mais claros de recuperação. 

A expectativa para o balanço é de um lucro líquido ajustado de R$ 3,532 bilhões, segundo o consenso compilado pela Bloomberg. Se confirmado, o resultado representará uma queda de 6,6% em relação ao trimestre anterior, embora avanço de 2,9% frente ao ano passado. 

A rentabilidade também deve continuar sob pressão. O mercado projeta um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 7,1% — o menor entre os grandes bancos brasileiros. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como se a tempestade do crédito rural já não fosse suficiente, o próximo fenômeno climático que pode entrar no radar dos investidores é justamente o El Niño.  

Leia Também

O CENÁRIO BULL

XP, Nubank, Itaú, Bradesco, Santander e BTG: dois bancos vão se dar melhor se a Selic cair, segundo o UBS BB

SAÚDE DO CRÉDITO

Inter (INBR32) ainda não viu o pior: inadimplência deve subir no 3T26; CEO revela de onde vem a pressão

Provisões continuam a pressionar o balanço? 

Para o Goldman Sachs, o Banco do Brasil é o incumbente que enfrenta as maiores incertezas em relação às provisões — o colchão financeiro usado pelos bancos para absorver eventuais calotes. 

Dados recentes do Banco Central mostram que a inadimplência rural continuou avançando até maio, reforçando a preocupação dos analistas. 

A corretora avalia que as tendências de qualidade dos ativos provavelmente devem permanecer pressionadas no 2T26, com deterioração contínua em cartões de crédito e pequenas e médias empresas (PMEs), enquanto a inadimplência do agronegócio continua sendo motivo de preocupação. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há, porém, uma probabilidade de sol no horizonte.  

Para os analistas, a estrutura recentemente aprovada para renegociação de dívidas rurais deve evitar que novos créditos fiquem inadimplentes nos próximos trimestres. Os benefícios, contudo, devem aparecer de forma mais significativa apenas a partir do 4T26. 

"A resiliência é o principal destaque positivo em meio a um ambiente macroeconômico difícil e a uma elevada aversão ao risco por parte dos investidores. Qualquer desvio em relação à narrativa esperada poderá gerar preocupação", afirma o Citi. 

O Bank of America (BofA), por sua vez, acredita que o lucro antes dos impostos (EBT) pode ficar abaixo das estimativas por causa de encargos com provisões e provisões para passivos civis maiores do que o esperado, pressionando também as despesas operacionais. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Mantemos nossa recomendação de underperform [desempenho abaixo da média], pois o crescimento dos lucros deve permanecer pressionado pela contínua pressão do setor rural", diz o BofA. 

Perda de credibilidade vira problema no Banco do Brasil 

Mais do que o tamanho das provisões no trimestre, outro ponto de atenção para o mercado é a velocidade com que o Banco do Brasil vem consumindo o próprio guidance (projeção) para as perdas com crédito em 2026. 

O Goldman Sachs calcula que o BB deve atingir 65% do teto de seu guidance de provisões já no primeiro semestre. Em bom português: o banco estaria queimando uma parcela relevante do "cartucho" reservado para perdas em 2026 antes mesmo da metade do ano. 

A questão ganhou ainda mais peso depois das sucessivas revisões das projeções.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos últimos trimestres, o Banco do Brasil foi fortemente cobrado pelo mercado sobre a confiabilidade de suas estimativas, especialmente depois de revisar o guidance para 2026 poucas semanas após reafirmá-lo no Investor Day, no fim de abril. 

"Acreditamos que isso prejudica a credibilidade, dado que o BB revisou o guidance cinco vezes consecutivas desde o 1T25", disseram os analistas do JP Morgan à época. 

O Citi alerta que a deterioração da qualidade dos ativos aumenta o risco de uma revisão do guidance ao longo dos próximos meses. 

Assim, o balanço desta quarta-feira será lido não apenas pelo lucro que aparecer na última linha, mas também pela capacidade do banco de atravessar os próximos trimestres sem precisar recorrer novamente ao guidance para ajustar a rota. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agro segue como dor de cabeça — e El Niño pode piorar os sintomas 

Para a XP, o próximo El Niño pode adicionar uma nova frente de pressão ao Banco do Brasil. A forte exposição ao agronegócio coloca o BB entre as instituições mais sensíveis aos efeitos de uma eventual piora das condições climáticas. 

O risco passa principalmente pela concentração da carteira de crédito no Centro-Oeste, uma das principais regiões produtoras do país, e pela maior volatilidade da produtividade agrícola. 

Uma safra mais fraca pode pressionar o fluxo de caixa dos produtores e, na sequência, aumentar os atrasos nos pagamentos e deteriorar ainda mais a qualidade dos ativos do banco. 

Ainda assim, a XP espera que a normalização da carteira aconteça de forma gradual. Para os analistas, essa dinâmica ajuda a explicar a trajetória de recuperação dos lucros em formato de W. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Recentemente, o Citi cortou o preço-alvo do BB e incluiu a ação entre seus nomes menos preferidos. Para os analistas, a pressão sobre o crédito, somada ao aumento das provisões no agro e em linhas de consumo, pode tornar a travessia dos próximos trimestres mais exigente. 

Os analistas destacam focos de pressão em financiamento de veículos, cartões de crédito e empréstimos não consignados. São modalidades mais expostas à renda disponível das famílias e, portanto, mais vulneráveis quando os juros permanecem elevados por mais tempo. 

Para o banco, o desafio do Banco do Brasil será mostrar que a alta das provisões e a piora em segmentos específicos representam um período administrável de ajuste — e não o início de uma deterioração mais persistente da qualidade dos ativos. 

Mercado segue cauteloso com BBAS3 

É nesse cenário que o Banco do Brasil chega ao balanço do 2T26. Depois de uma sequência de trimestres difíceis para o agro, o mercado espera sinais de que a tempestade começa, enfim, a perder força — mesmo que a previsão ainda indique algumas nuvens carregadas pela frente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Das 15 recomendações compiladas pela Bloomberg, 11 são neutras, duas são de compra e duas, de venda. 

Na B3, as ações do BB acumulam desvalorização de quase 7% desde o início do ano. 

Agora, o balanço terá de mostrar se o banco está mais perto de abrir o guarda-chuva ou se ainda precisará enfrentar mais algumas pancadas de tempestade antes de voltar a acelerar os lucros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
24 de setembro de 2026 - 12:32
24 de setembro de 2026 - 9:02
Petrobras com fundo de dinheiro pegando fogo 23 de setembro de 2026 - 14:25
B3, bolsa de valores, ações, mercados. 23 de setembro de 2026 - 12:33
Fachada verde da agência Localiza, com o logo e nome da empresa 22 de setembro de 2026 - 19:27
Fachada de agência do banco Santander Brasil (SANB11). 22 de setembro de 2026 - 14:16
Logo da companhia JBS, ao fundo céu azul e árvores espelhados na fachada do prédio 21 de setembro de 2026 - 19:37

DE A PARA B

Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3

21 de setembro de 2026 - 19:37
dividedos renda maio caixa seguridade cxse3 petrobras petr4 21 de setembro de 2026 - 19:13
ações bancos banco do brasil bbas3 bradesco bbdc4 itaú itub4 santander sanb11 21 de setembro de 2026 - 15:57
Fachada de prédio da Petrobras (PETR4) 21 de setembro de 2026 - 14:04
21 de setembro de 2026 - 11:04
O cabo de guerra pelos dividendos e investimentos da Petrobras 21 de setembro de 2026 - 10:29
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar