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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FECHAMENTO DO DIA

Wall Street no vira virou: por que o Dow Jones, o Nasdaq e o S&P 500 reverteram as perdas do payroll com altas sólidas

Os mercados ao redor do mundo sentiram o impacto do principal relatório de emprego dos EUA, mas acabaram encerrando o dia com ganhos — saiba o que explica essa reversão

Carolina Gama
6 de outubro de 2023
17:06 - atualizado às 14:50
Estátua de garota em frente ao touro de Wall Street
Estátua de garota em frente ao touro de Wall Street - Imagem: Shutterstock

O desfecho desta sexta-feira (6) estava posto: a economia dos EUA criou robustas 336 mil vagas em setembro, deixando no chinelo as projeções de consenso de 170 mil, as bolsas reagem mal ao dado, os juros projetados pelos Treasurys disparam e o mercado contrata um novo aperto monetário nos EUA — mas não foi o que aconteceu. 

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As bolsas ao redor do mundo até chegaram a cair na manhã de hoje, assim que o payroll — como é conhecido o principal relatório de emprego dos EUA —, foi apresentado. Os juros dos títulos de dívida do governo norte-americano também dispararam — o yield dos Treasurys de 30 anos bateram nos 5%. Por aqui, o dólar saltou para a casa de R$ 5,20. 

Era a reação que muitos esperavam a um dado tão forte — e inesperado — da maior economia do mundo. Só que essa reação não durou. As principais bolsas na Europa fecharam em alta, Wall Street passou a subir mais de 1%, o Ibovespa também avançou e o dólar perdeu força em relação ao real. 

Confira a variação a pontuação dos principais índices de ações dos EUA no fechamento:

  • Dow Jones: +0,86%, 33.403,66 pontos
  • Nasdaq: + 1,18%, 4.308,52 pontos
  • S&P 500: +1,60%, 13.431,34 pontos

Por que Wall Street virou?

Se houvesse uma pergunta do milhão para o mercado financeiro, a desta sexta-feira (6) seria essa. E alguns dados do próprio mercado de trabalho norte-americano explicam o comportamento das bolsas hoje. 

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Um deles é o salário, que não acompanhou a contundente abertura de vagas em setembro. Um salário que não sobe tanto quanto a criação de postos de trabalho pode ser sinal de que a inflação não deve acelerar ainda mais. 

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Outro ponto que chamou atenção foi o nível de contratação do setor público. Muitos especialistas apontam a dificuldade de ajuste sazonal do payroll desde 2020, ano da pandemia de covid-19, o que justificaria, por exemplo, um número mais expressivo de professores ingressando no mercado de trabalho após as férias de verão.

Os campeões da semana nos EUA

As ações de tecnologia lideraram os ganhos do S&P 500 de hoje, avançando 2%. Palo Alto Networks, Monolithic Power Systems, Advanced Micro Devices e Arista Networks saltaram mais de 3%.

GM e Ford se recuperaram à tarde, quando o UAW, o sindicato do setor, disse que não haveria novas greves devido ao progresso nas negociações com as montadoras. As ações da Ford e da General Motors subiram 1,5% e 2,8%, respectivamente.

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Na semana, o S&P 500 subiu 0,6%, quebrando uma sequência de quatro semanas com perdas. O Nasdaq subiu 1,6%, enquanto o Dow Jones ficou praticamente estável na semana, com uma leve queda acumulada de 0,1%.

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