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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

MELHORES DO MÊS

Renascimento cripto: bitcoin (BTC) volta a brilhar, sobe mais de 30% e é disparado o melhor investimento de janeiro; títulos do Tesouro ficam na lanterna

As medalhas de prata e bronze foram para o Ibovespa e o ouro, respectivamente; veja quais foram os melhores e piores investimentos do mês

Renan Sousa
Renan Sousa
31 de janeiro de 2023
18:46 - atualizado às 15:07
86 Touros e Ursos CAPA Ranking
Imagem: Shutterstock

O primeiro mês de 2023 terminou e os investidores que apostaram suas fichas em criptomoedas começaram o ano com o pé direito. Com uma disparada de mais de 30% em reais, o bitcoin (BTC) voltou a brilhar e garantiu a medalha de ouro no ranking dos melhores investimentos de janeiro. 

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E não faltaram motivos para que o BTC repetisse o fraco desempenho do ano anterior. O cenário macroeconômico permaneceu praticamente inalterado — com juros altos e problemas na cadeia de distribuição pressionando a retomada da atividade econômica em todo o globo —, a guerra na Ucrânia segue sem resolução e surtos pontuais de covid-19 pelo mundo fecham o cardápio indigesto. 

Pois é, nem tudo isso impediu a disparada da maior criptomoeda do mundo. Na outra ponta, quem perdeu espaço foram os investimentos em títulos do Tesouro — mesmo com o lançamento de uma “aposentadoria em renda fixa”, o RendA+, no fim do mês.

Confira o ranking completo:

Os melhores investimentos de janeiro

InvestimentoRentabilidade no mês/no ano
Bitcoin34,41%
Ibovespa3,37%
Ouro2,65%
Tesouro IPCA+ 20261,64%
Tesouro Selic 20271,19%
Tesouro Prefixado 20251,19%
Tesouro Selic 20251,18%
CDI*1,12%
Poupança antiga**0,74%
Poupança nova**0,74%
Tesouro Prefixado 20290,74%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20320,40%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2033-0,39%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2040-1,48%
Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)*-1,73%
IFIX-1,81%
Tesouro IPCA+ 2035-2,10%
Dólar PTAX-2,26%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055-2,33%
Dólar à vista-3,85%
Índice de Debêntures Anbima - IPCA (IDA - IPCA)*-3,94%
Tesouro IPCA+ 2045-6,49%
(*) Até dia 30/01.
(**) Poupança com aniversário no dia 27.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..

Bitcoin: o ouro digital volta a brilhar

A retomada dos preços do mercado cripto não tem um único motivo. Desde o final do ano passado, os analistas enxergavam uma forte atividade na rede (blockchain) das principais moedas do mundo.

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A frase que estava na boca da grande maioria dos analistas é: “os preços não refletem os fundamentos”. Assim, no início de 2023, começou uma escalada das cotações.

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Pouco a pouco, o bitcoin foi ganhando terreno e chegou a tocar as máximas do mês em R$ 121.513,86 (US$ 23.970, aproximadamente). 

Títulos do Tesouro: repetindo o final de 2022

As preocupações com o futuro da economia brasileira voltaram a pressionar os títulos do Tesouro, especialmente os atrelados ao IPCA e de longo prazo. E os motivos são os mesmos do ano passado.

Recapitulando: esses papéis são os mais voláteis entre os títulos públicos e sofrem quando os juros futuros longos disparam — o que ocorre quando o mercado passa a ver um risco fiscal aumentado.

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E o que não faltam são motivos para preocupação

Além dos efeitos dos sucessivos furos no teto de gastos da gestão anterior de Jair Bolsonaro, o novo governo não demonstrou uma preocupação com uma redução das despesas públicas na visão do mercado. 

A mudança da regra do teto de gastos para uma “nova âncora fiscal” vem sendo debatida desde o primeiro dia de governo — vale destacar aqui a série de reportagens especiais do Diário dos 100 Dias feitas pelo Seu Dinheiro —, mas pouca coisa saiu do papel até agora. 

O que se sabe até o momento é que o presidente Lula tem sido um grande crítico da atual regra fiscal — o que abre margem para uma preocupação maior do mercado em relação aos gastos públicos e, consequentemente, penalização dos papéis de longo prazo. 

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