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Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
De olho no futuro

Tesouro RendA+, novo título público para a aposentadoria, estreia hoje no Tesouro Direto; veja como vai funcionar

Novo investimento é indexado à inflação e promete o pagamento de uma renda mensal futura durante 20 anos; estão disponíveis, inicialmente, oito vencimentos diferentes

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
30 de janeiro de 2023
6:35 - atualizado às 21:10
aposentadoria
Tesouro RendA+ facilita o uso de títulos públicos atrelados à inflação para investir para a aposentadoria. Imagem: Shutterstock

O Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra (NTN-B1), novo título público voltado para a aposentadoria, começa a ser negociado nesta segunda-feira (30) no Tesouro Direto.

A partir de hoje, o investidor poderá escolher entre oito diferentes vencimentos deste novo título, a depender da data de conversão, isto é, a data em que deseja se aposentar - ou simplesmente começar a receber a renda paga pelo título, mesmo que ainda não tenha se aposentado.

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Estão disponíveis títulos com datas de conversão em 2030, 2035, 2040, 2045, 2050, 2055, 2060 e 2065. A ideia é que o investidor compre mensalmente títulos com a data de aposentadoria escolhida e, a partir de então, os aportes cessem e ele comece a receber uma renda mensal durante 20 anos (240 meses).

Assim, quem escolher um Tesouro RendA+ 2030, por exemplo, destinará sua poupança previdenciária a esse título durante quase oito anos e, a partir de janeiro de 2030, passará a receber uma renda mensal até dezembro de 2049.

O novo título público tem remuneração indexada à inflação oficial, medida pelo IPCA, como já ocorre com os conhecidos Tesouro IPCA+. Assim, ele pagará uma taxa prefixada anual (já conhecida no ato do investimento) mais a variação do IPCA durante todo o período de acumulação de recursos. Após a data de conversão, a renda paga mensalmente também será corrigida pela inflação, de modo a manter o poder de compra do investidor.

Como você pode ver, investir no Tesouro RendA+ é uma forma mais fácil de usar títulos públicos para gerar renda na aposentadoria. Antes, os títulos usados para este fim eram o Tesouro IPCA+, para a fase de acumulação de recursos, e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, para a fase de renda, pois ele distribui uma remuneração semestral.

O novo título público junta, essas duas funcionalidades em um mesmo papel, além de pagar uma renda mensal, o que facilita o seu uso como complementação da aposentadoria.

Neste vídeo, eu falo mais sobre as características e o funcionamento do Tesouro Renda+.:

Por que o Tesouro RendA+ pode ser uma boa para aposentadoria

O Tesouro RendA+ tem algumas vantagens que o tornam um investimento interessante para a aposentadoria, principalmente para os investidores mais inexperientes, de menor renda, mais conservadores ou mesmo os "preguiçosos", aqueles que não querem ter trabalho.

Por ser um título público, ele é um investimento de baixíssimo risco de crédito, com garantia do governo federal e liquidez diária caso o investidor precise resgatá-lo antes do vencimento.

Além disso, é um investimento de renda fixa, com retorno garantido acima da inflação para quem fica com ele até o vencimento, o que protege o poder de compra do investidor no longo prazo.

Sua rentabilidade também é bastante previsível, o que facilita a projeção da renda desejada na aposentadoria, e tende a ser boa, já que o Brasil é um país de juros historicamente altos.

Finalmente, trata-se de um investimento barato, prático e fácil de entender: o investidor só precisa fazer os aportes mensais indicados pelo simulador do Tesouro Direto e, na data escolhida, começar a receber o dinheiro. O imposto de renda é descontado automaticamente, na fonte, a cada pagamento recebido.

Como investir no Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra

Para ter acesso ao novo título público é preciso ter conta em uma corretora de valores que ofereça o investimento no Tesouro Direto, plataforma do Tesouro Nacional para a negociação de títulos públicos por pessoas físicas.

Dê preferência para uma corretora que não cobre taxa de administração (formalmente chamada de taxa de agente de custódia) para esse tipo de investimento - o que hoje é quase regra no mercado. Você pode conferir as corretoras habilitadas no próprio site do Tesouro Direto, com suas respectivas taxas.

Aberta a conta numa corretora e habilitado o investimento no Tesouro Direto, você terá acesso à plataforma e poderá escolher entre os títulos disponíveis. Mesmo sem logar na área do investidor, você consegue acompanhar os preços e taxas dos títulos diariamente pelo site do programa.

Para saber quanto você precisa investir para atingir a renda desejada na aposentadoria, ou mesmo a data em que você pode se aposentar a partir do valor que você tem consegue poupar, simule o investimento no Tesouro RendA+ no site do Tesouro Direto antes de comprar. Basta clicar em "Simule" ao lado de cada título na página de preços e taxas ou então acessar diretamente o simulador.

Novo título público pode sair até de graça

Embora possa ficar isenta da taxa de administração, a compra de títulos Tesouro RendA+ pode estar sujeita à cobrança de taxa de custódia, uma taxa obrigatória paga à B3 pela guarda dos títulos públicos pela operadora da bolsa de valores brasileira.

Quando adquiridos via Tesouro Direto, os demais títulos públicos estão sujeitos a uma taxa de custódia de 0,20% ao ano, exceto no caso dos investimentos no valor de até R$ 10 mil em Tesouro Selic, que são isentos.

Já no caso do Tesouro RendA+, a taxa pode ser mais baixa ou até zerada para todo o investimento, a depender do tempo que o investidor permanecer com o título e o valor da renda que ele vai receber lá na frente.

Para quem ficar com o título até o vencimento, a taxa de custódia pode assumir dois valores diferentes:

  • Zero, caso a renda a ser recebida na aposentadoria seja inferior a seis salários mínimos (R$ 7.812 nos valores de hoje);
  • 0,10% ao ano, caso a renda a ser recebida na aposentadoria seja superior a seis salários mínimos. Porém, neste caso, a taxa de custódia incidirá proporcionalmente ao valor da renda que exceder os seis salários mínimos, e não sobre todo o valor.

Já em caso de venda antecipada do título, a taxa de custódia diminui de acordo com o tempo que o investidor tiver mantido o título na carteira, conforme a regra a seguir:

  • Até 10 anos de investimento: 0,50% ao ano sobre o valor do resgate;
  • De 10 a 20 anos de investimento: 0,20% ao ano sobre o valor do resgate;
  • Mais de 20 anos de investimento: 0,10% ao ano sobre o valor do resgate.

Tesouro RendA+ pode substituir a previdência privada?

Apesar de ter semelhanças com os planos de previdência privada, como os PGBL e VGBL, o novo título público é um investimento bem diferente, com vantagens e desvantagens em relação aos produtos previdenciários.

Para alguns investidores, ele pode até substituir a previdência privada, mas para outros, talvez o melhor caminho seja combinar os dois tipos de produto na parcela da carteira destinada à aposentadoria.

Nesta matéria, eu comparo o Tesouro RendA+ aos planos de previdência e falo sobre as situações para as quais cada produto é mais indicado.

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