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A fabricante de autopeças de origem alemã contratou os bancos Itaú BBA e o Citi para uma oferta de ações. Mahle já distribuiu R$ 559 milhões em dividendos neste ano
Os acionistas controladores da Mahle Metal Leve (LEVE3) querem vender uma parte de suas ações no mercado em meio à forte alta recente dos papéis na B3.
A fabricante de autopeças de origem alemã contratou os bancos Itaú BBA e o Citi para coordenar uma potencial oferta de ações.
As ações da companhia (LEVE3) acumulam alta de mais de 90% desde outubro do ano passado. A empresa vale hoje R$ 6 bilhões na B3.
Aliás, para efeito de comparação, o Ibovespa — principal índice de ações da bolsa brasileira — apresenta uma queda de 1,5% no mesmo período.
A oferta de ações da Mahle pode ser primária, com a emissão de novos papéis. Mas o mais provável é que haja apenas uma distribuição secundária, com a venda da participação dos atuais acionistas.
Isso porque a empresa aparentemente não tem necessidade de reforçar o caixa, muito pelo contrário.
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A oferta de ações da Mahle vai depender das condições de mercado, que se deterioraram após o ataque do grupo extremista Hamas a Israel.
Seja como for, a fabricante de autopeças vive um bom momento operacional. O lucro líquido da Mahle Metal Leve cresceu 59,4% nos primeiros seis meses deste ano e somou R$ 379,1 milhões.
Enquanto isso, o Ebitda — indicador que o mercado usa como uma medida de geração de caixa — aumentou 42,9% no primeiro semestre deste ano, para R$ 514 milhões.
Já a dívida líquida da companhia era de R$ 155 milhões no segundo trimestre — o equivalente a apenas 0,1x o Ebitda dos últimos 12 meses.
A forte geração de caixa permitiu à empresa distribuir mais de 100% do lucro aos acionistas. Apenas neste ano foram R$ 559 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos.
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