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No auge da pandemia de covid-19, a fabricante de veículos elétricos nadou de braçada, com as ações disparando mais de 12 vezes, enquanto os papéis da holding do Oráculo de Omaha subiram modestos 60%; será que o cenário ainda é o mesmo?
Um verdadeiro duelo de gigantes. De um lado, a Tesla, de Elon Musk e, do outro, a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett. Em jogo, o maior valor de mercado entre as empresas dos dois bilionários.
Até bem pouco tempo atrás, a Tesla tinha a dianteira dessa disputa. Nos primeiros 18 meses da pandemia, as ações TSLA dispararam mais de 12 vezes depois que os pequenos investidores concederam o status de "ação meme" à fabricante de veículos elétricos e apostaram que a empresa revolucionaria a energia e o transporte globais.
Em termos de comparação, as ações da Berkshire subiram modestos 60% no mesmo período, enquanto Buffett se esforçava para encontrar pechinchas em um mercado em alta, e muitos de seus negócios foram atingidos por fechamentos forçados e restrições de viagens impostas pela covid-19.
O resultado? A Tesla ultrapassou a Berkshire em valor de mercado pela primeira vez em novembro de 2020 e atingiu uma capitalização de US$ 1,3 trilhão um ano depois — mais do que o dobro dos US$ 650 bilhões em valor de mercado da Berkshire na época.
Tínhamos um vencedor claro nessa disputa.
Mas nenhuma disputa pode ser dada como vencida quando seu rival é Warrren Buffet, também conhecido como o Oráculo de Omaha.
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Desde aqueles 18 meses da pandemia, as ações da Tesla caíram 45%, reduzindo o valor de mercado da empresa para US$ 707 bilhões no fechamento de sexta-feira (01).
Enquanto isso, as ações classe B da Berkshire caíram modestos 4% no mesmo período, reduzindo o valor de mercado da Berkshire para US$ 611 bilhões.
Como resultado, a diferença no valor de mercado entre as empresas de Musk e Buffett diminuiu para cerca de US$ 95 bilhões nesta segunda-feira (04) — vale lembrar que em maio a Berkshire ultrapassou a Tesla brevemente em um sinal de uma disputa cada vez mais acirrada.
Nem mesmo Elon Musk conseguiu escapar dos efeitos da inflação galopante e de um aumento agressivo da taxa de juros.
Esse combo prejudica empresas em crescimento e é o gatilho para a queda do preço das ações da Tesla.
Em um ambiente como o atual, que favorece ativos considerados mais seguros como títulos de dívida, os papéis de empresas com lucros futuros são penalizados.
Já as ações da Berkshire provavelmente se mantiveram mais firmes porque a avaliação da empresa é muito menos agressiva.
A holding de Buffett gerou US$ 32 bilhões em lucros antes dos impostos no ano passado, e os investidores esperam que o bilionário capitalize a desaceleração do mercado.
Recentemente, a Berkshire gastou US$ 41 bilhões em compras de ações no primeiro trimestre e investiu perto de US$ 2 bilhões na Occidental Petroleum nas últimas semanas.
É claro que as ações da Tesla podem disparar novamente, mas por enquanto parece que o momento está mudando para a Berkshire, já que os investidores buscam um refúgio da turbulência do mercado nas apostas de Buffett.
*Com informações do Markets Insider
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