Pátria fortalece divisão de fundos imobiliários com compra da gestora VBI Real Estate; saiba mais sobre o negócio
Os produtos de real estate do Pátria passarão a ser conduzidos pela VBI, que é uma das principais gestoras de FIIs do país

A indústria de fundos imobiliários ganhou nesta quinta-feira (9) um novo e importante player para gestão de FIIs: o Pátria Investments fechou acordo para a compra de uma participação de 50% da VBI Real Estate.
A movimentação entre as duas gestoras já vinha sendo especulada pelo mercado e ocorreu seis meses após o Pátria sofrer uma tentativa hostil de tomada de controle de um de seus fundos, o Pátria Edifícios Corporativos (PATC11).
Apesar de ser um dos nomes mais tradicionais no mercado de fundos brasileiros, o Pátria era conhecido principalmente pelo trabalho com private equity e infraestrutura. E a linha do tempo do início do relacionamento com a VBI coincide com o acontecimento: segundo fontes ouvidas pela imprensa, as negociações começaram ainda no primeiro trimestre deste ano.
Agora, com a confirmação do negócio — cujo valor não foi informado —, a gestora reforça sua posição no mercado imobiliário. Seus produtos de real estate, incluindo o PATC11, passarão a ser conduzidos pela VBI, que é uma das principais gestoras de FIIs do país.
“Os sócios do Pátria atualmente responsáveis pela área imobiliária passarão a integrar o comitê de investimentos e o conselho de administração da VBI”, explica a gestora, em fato relevante.
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Relembre a polêmica do PATC11
Enquanto a conclusão do negócio — que ainda depende da “superação de condições precedentes” de praxe para transações do tipo — não sai, relembre detalhes sobre a oferta hostil que pode ser uma das principais razões por trás da compra da VBI.
Tudo começou em meados de janeiro, quando a Capitânia Investimentos anunciou a intenção de fazer uma Oferta Pública de Aquisição de Cotas (OPAC) do Pátria Edifícios Corporativos (PATC11).
Como a operação não foi negociada com o Pátria, gestor do FII, configurou-se um típico caso de oferta hostil, que costuma ser mais comum em empresas com ações na bolsa.
Assim, pouco mais de uma semana após a oferta da Capitânia ser aprovada pela B3, o Pátria Investimentos reagiu e declarou publicamente que considerava a operação desvantajosa para os cotistas.
E os investidores e analistas concordaram com a avaliação do Pátria: a Capitânia pretendia comprar quase dois milhões para assumir o controle do PATC11, mas conseguiu arrematar apenas 750 no leilão ocorrido no final de janeiro.
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