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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

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Pane no sistema? UBS corta preço-alvo de PagSeguro (PAGS) e Stone (STNE) — saiba se vale a pena comprar os papéis

Mesmo com a redução, o potencial de valorização das ações das empresas do setor de maquininhas é de pelo menos 16%; no entanto, ambas sofrem com o aperto de margens e um ambiente de negócios mais difícil

Carolina Gama
1 de julho de 2022
17:51 - atualizado às 18:49
Montagem de maquininha da Stone (STNE e STOC31) em cima de uma mesa vista de cima
Imagem: Montagem Andrei Morais/Divulgação/Shutterstock

Pane no sistema? Não, ninguém desconfigurou as maquininhas de PagSeguro (PAGS) e Stone (STNE) — mas o setor está sendo castigado por um ambiente de negócios mais difícil, e algumas empresas estão enfrentando a deterioração dos fundamentos e o enfraquecimento das margens.

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E é por isso que o UBS cortou o preço-alvo para as ações de ambas as empresas, embora tenha mantido a recomendação neutra para os papéis.

No caso da PagSeguro, o preço-alvo caiu de US$ 22 para US$ 13 em 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 19% com relação ao fechamento desta sexta-feira (01). 

Para a Stone, o preço-alvo baixou de US$ 13 para US$ 9 em 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 16% com relação ao fechamento de hoje.

PagSeguro (PAGS)

A PagSeguro (PAGS) apresentou no primeiro trimestre um balanço recheado de altas nos principais indicadores — batendo recorde no lucro líquido no período. 

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No entanto, no dia seguinte à apresentação dos resultados, as ações da empresa foram castigadas, despencando 24%. O motivo? Apesar do bom desempenho nos três primeiros meses do ano, o mercado já enxergava que a performance ficaria comprometida no futuro. 

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E, ao que tudo indica, o UBS concorda com essa visão. O banco vê despesas financeiras maiores, assim como provisões para perdas com empréstimos devido a um ambiente macroeconômico mais difícil, ofuscando receitas elevadas com pré-pagamento. 

Mas não é só isso…

O UBS observa que o crescimento de empréstimos do PagBank vem desacelerando, e que a PagSeguro (PAGS) já indicou que será mais cautelosa na concessão de crédito — especialmente não garantido — devido às fragilidades da economia brasileira. 

Além disso, o banco chama atenção para o fato de que a maioria dos aumentos de preços já foram feitos, enquanto ajustes adicionais devem acontecer em ritmo menor. 

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E a Stone (STNE)?

Ao que tudo indica, a Stone (STNE) segue pelo mesmo caminho da PagSeguro — pelo menos para o UBS.

O banco também aponta o enfraquecimento das margens da empresa e o ritmo mais lento de aumento de preços como obstáculos ao desempenho da Stone. 

Mas nem tudo está perdido para a empresa. Segundo o UBS, com base nos resultados da Stone no primeiro trimestre, as margens devem melhorar sequencialmente, impulsionadas por novas políticas de precificação, aumentando a monetização no setor bancário e a diluição de custos/despesas.

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