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As empresas e os executivos implicados se comprometeram a pagar R$ 454,9 milhões e colaborar com as apurações ainda em curso no orgão regulador
A Operação Lava Jato foi oficialmente encerrada no início do ano passado, mas as implicações para as empresas e indíviduos investigados ainda estão longe de terminar.
Nesta quarta-feira (8), por exemplo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou acordos milionários com quatro construtoras envolvidas na operação: Carioca Christiani-Nielsen Engenharia, Construtora Norberto Odebrecht, Construtora OAS e Construtora Andrade Gutierrez.
No total, são 19 acordos de cessação de práticas anticoncorrenciais em 12 investigações de cartel, derivados das investigações. Para se livrar de penalidades mais pesadas, as empresas e os executivos implicados se comprometeram a pagar R$ 454,9 milhões, a serem recolhidos ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).
Segundo o Cade, os termos também preveem que as empreiteiras não se envolvam em outros atos ilícitos semelhantes, reconheçam participação nos esquemas fraudulentos apontados pela Lava Jato e colaborem com as apurações ainda em curso no orgão regulador.
Os acordos firmados suspendem os processos, mas construtoras seguem sendo investigadas em outros casos. Além disso, outras empresas que não firmaram acordos nos casos foram homologados continuam sob investigação do Cade.
Com os termos homologados na sessão de hoje, o número de acordos firmados pelo Cade subiu para 44 e totaliza R$ 1,7 bilhão em contribuições pecuniárias.
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A construtora Carioca Christiani-Nielsen Engenharia e quatro pessoas físicas assinaram um acordo e terão de pagar R$ 10,58 milhões.
A Odebrecht assinou três acordos e desembolsará R$ 121,2 milhões. A OAS também firmou três acordos e terá de pagar R$ 99,6 milhões. A Andrade Gutierrez firmou outros dez e pagará R$ 223,5 milhões.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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