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O mercado de criptomoedas viu uma entrada cada vez maior dos investidores institucionais e uma facilidade para acessar ativos digitais
A segunda semana de fevereiro caminha para o fim e, enquanto os foliões brasileiros aguardam o carnaval, quem comemora são os investidores em criptomoedas: o bitcoin (BTC) caminha para fechar os últimos sete dias em alta de mais de 5%.
Apesar da pressão inflacionária dos Estados Unidos alertar para um aumento de juros da economia americana, as demais criptomoedas do mundo permanecem no campo positivo nos últimos sete dias (atualizado às 16h):
| # | Nome | Preço | 24h % | 7d % |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 42.752,07 | -5,27% | 5,79% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 3.019,07 | -5,09% | 2,42% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,00% | 0,03% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 408,02 | -4,36% | 3,95% |
| 5 | USD Coin (USDC) | US$ 0,9994 | -0,03% | 0,01% |
| 6 | XRP (XRP) | US$ 0,7936 | -8,04% | 24,47% |
| 7 | Cardano (ADA) | US$ 1,13 | -4,96% | 2,85% |
| 8 | Solana (SOL) | US$ 101,94 | -7,33% | -6,45% |
| 9 | Terra (LUNA) | US$ 53,42 | -3,88% | 3,52% |
| 10 | Avalanche (AVAX) | US$ 86,29 | -6,37% | 13,31% |
A ameaça de invasão da Rússia piorou o sentimento dos investidores em ativos de risco de modo geral. Enquanto as bolsas de Nova York operavam majoritariamente em queda, o barril de petróleo Brent disparava mais de 4%, atingindo o patamar de US$ 95.
A piora do sentimento geral dos investidores desacelerou a alta dos fundos de índice (ETF, em inglês) em criptomoedas da bolsa brasileira. Você pode clicar aqui para saber mais sobre cada um deles.
Confira os ETFs em criptomoeda da bolsa brasileira e o acumulado da semana até o momento (atualizado 16h):
| Ticker | Gestora | Preço | Variação (24h%) | Variação (7d%) |
| HASH11 | Hashdex | R$ 40,38 | -4,29% | -4,76% |
| ETHE11 | Hashdex | R$ 46,61 | -2,90% | -6,74% |
| BITH11 | Hashdex | R$ 53,21 | -4,30% | -4,30% |
| QBTC11 | QR Capital | R$ 14,07 | -4,48% | -1,61% |
| QETH11 | QR Capital | R$ 11,52 | -2,70% | -4,40% |
| QDF11 | QR Capital | R$ 9,19 | -0,42% | -4,37% |
O bitcoin permaneceu acima dos US$ 40 mil esta semana, após passar meses na faixa dos US$ 33 mil e US$ 39 mil. Na máxima dos últimos sete dias, o BTC tocou os US$ 45 mil e praticamente reverteu as perdas de janeiro.
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Contudo, a maior criptomoeda do mundo acumula alta de 12% em fevereiro contra uma queda de 16% em janeiro. No acumulado até o momento, o BTC perdeu 6,33% do seu valor.
Ainda esta semana era esperado que o bitcoin ultrapassasse os US$ 46 mil, o que não aconteceu, apesar da alta até os US$ 45.500. Entretanto, a manutenção do patamar de US$ 40 mil é considerada positiva para os analistas.
O momento é de cautela para a consolidação de preço do bitcoin. Enquanto diversas propostas transitam no Congresso americano para regular criptomoedas, a perspectiva de alta de juros do Federal Reserve permanece como um empecilho do mercado.
Os juros do título do Tesouro americano atingiram as máximas desde 2019 nesta semana, o que retira recursos de ativos de risco como ações e criptomoedas. Agora, os próximos passos do Fed devem ser acompanhados pelos investidores de perto.
Perdeu alguma notícia? Relaxa que aqui a gente faz um resumo para você!
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Agora sim, vamos aos destaques da semana:
A correlação entre o BTC e as bolsas americanas está cada vez maior. Os investidores mostram uma tendência de preferir os horários de negociação do pregão em Nova York, mesmo em finais de semana e feriados por lá.
Não apenas isso: o bitcoin tem acompanhado os movimentos do S&P 500 e do Nasdaq — quem pode se esquecer da queda do Facebook na semana passada?
Essa relação pode ser explicada pela entrada de investidores institucionais no mercado de criptomoedas, o que torna a influência de um sobre o outro cada vez maior.
Três propostas tramitam no Congresso americano para regular o mercado de criptomoedas.
Entre elas, estão medidas para reduzir o poder dos reguladores sobre o mercado de ativos digitais e redução no imposto de renda para negociações de cripto até US$ 200 (cerca de US$ 1 mil).
Essas medidas não devem atingir o mercado em um primeiro momento, mas podem indicar os próximos passos da regulação nos EUA.
De olho na Web 3.0, grandes companhias de investimento como Sequoia Capital India, Softbank e Tiger Global anunciaram um aporte de US$ 450 milhões em uma criptomoeda promissora.
A Polygon (MATIC) é um protocolo que busca resolver o problema de altas taxas de rede (gas fees, em inglês), além de melhorar a experiência do usuário na negociação de certificados digitais (NFTs) e finanças descentralizadas (DeFis).
Esse é um projeto chamado de resolução de segunda camada (layer 2 ou L2), assim como a Solana (SOL) e o próprio ethereum, que tem potencial de se tornar o “tijolo” da web 3.0.
A bolsa brasileira terá dois novos ETFs listados neste mês, ambos com exposição às finanças descentralizadas, as DeFis.
O primeiro deles começou a ser negociado na última terça-feira (08) e é oferecido pela QR Capital, que já possui outros dois ETFs com exposição ao bitcoin e ao ethereum.
Com o ticker QDFI11, esse será o primeiro fundo com exposição total a protocolos de finanças descentralizadas. O outro, que deve começar a ser negociado ainda em fevereiro pela Hashdex, terá o ticker DEFI11.
A novidade no caso entre a SEC e a Ripple, que emite a criptomoeda XRP (XRP), animou o mercado esta semana. A notícia foi suficiente para fazer o XRP disparar 40,20% em sete dias em um determinado ponto dos últimos dias.
Mas não se engane: essa criptomoeda não é considerada um bom investimento.
Dois estudos para prever o preço do bitcoin até o final do ano foram divulgados na última quarta-feira (09).
Enquanto a divisão Fsinsight da empresa de research Fundstrat acredita que a maior criptomoeda do mundo pode chegar até os US$ 200 mil, o JP Morgan prevê que o BTC deve voltar aos US$ 38 mil no segundo semestre.
Seu celular terá suporte para pagamento em criptomoedas. Isso, claro, se você for usuário de um smartphone Samsung ou iPhone, as duas maiores marcas do mundo.
Juntas, elas correspondem a cerca de 40% do mercado global de celulares. Em evento no metaverso, Samsung anunciou que o novo celular terá suporte (wallet) para armazenar criptomoedas “e outros ativos digitais”.
A Apple também não ficou de fora e anunciou que o sistema de pagamento da maçã, o Apple Pay, passará a ter suporte para criptomoedas.
Por fim, BlackRock, maior gestora do mundo, se prepara para aceitar bitcoin (BTC) e outros criptoativos como garantia de seus empréstimos.
A empresa com sede em Nova York, que administra mais de US$ 10 trilhões em ativos para instituições, planeja entrar no setor de criptomoedas com “suporte ao cliente para negociação e depois com sua própria linha de crédito”, de acordo com fontes ouvidas pela CoinDesk.
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