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Levantamento do Mercado Bitcoin mostra que a maior parte dos brasileiros ainda enxerga o bitcoin com desconfiança e desconhece aplicações práticas do universo cripto
O bitcoin (BTC) pode ter sido o investimento mais rentável da última década, mas a maior parte dos brasileiros ainda continua olhando para a criptomoeda com desconfiança. Uma pesquisa do Mercado Bitcoin (MB), em parceria com a Opinion Box, mostra que cerca de 8 em cada 10 pessoas erram ao apontar qual foi o ativo mais lucrativo dos últimos 10 anos e deixam justamente o BTC fora do radar.
Os números do levantamento ajudam a dimensionar o tamanho desse “ponto cego” do investidor brasileiro.
A maior criptomoeda do mundo acumulou valorização de 10.728,9% entre 2016 e 2025, com retorno anualizado de 46,2%, superando com folga praticamente todas as classes de ativos tradicionais. Veja:
Mesmo assim, quando perguntados sobre qual foi o investimento mais rentável dos últimos 10 anos, apenas 22% do público geral apontou corretamente o bitcoin (BTC). Entre os investidores que já possuem criptomoedas, o percentual sobe para 37%, ainda distante de uma maioria.
O estudo também simulou o desempenho de uma carteira tradicional composta por 60% de renda fixa atrelada ao CDI e 40% de Ibovespa ao longo dos últimos dez anos. Sem bitcoin, essa carteira teria acumulado retorno de 259,6% no período.
Quando apenas 1% de bitcoin é adicionado, o retorno sobe para 288%. Com uma exposição de 5% ao BTC, o ganho acumulado salta para 421,5%, o equivalente a um retorno 33% superior ao modelo tradicional.
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Segundo o estudo, o ganho não veio acompanhado de um aumento proporcional do risco. A simulação aponta melhora do índice de Sharpe — indicador que mede a relação risco-retorno de um investimento — além de redução do chamado “max drawdown”, que representa a maior queda acumulada enfrentada pelo investidor ao longo do período. Veja:
| Carteira | Retorno Acumulado | Retorno Anualizado | Volatilidade Anualizada | Sharpe ratio | Max Drawdown |
|---|---|---|---|---|---|
| Tradicional 60/40 | 259,6% | 11% | 8,6% | 0,13 | -14,9% |
| Tradicional 60/40 + 1% BTC | 288% | 11,7% | 8,5% | 0,21 | -14,5% |
| Tradicional 60/40 + 2,5% BTC | 334,2% | 12,7% | 8,5% | 0,34 | -13,9% |
| Tradicional 60/40 + 5% BTC | 421,5% | 14,4% | 8,8% | 0,52 | -12,8% |
| Tradicional 60/40 + 10% BTC | 640,7% | 17,7% | 10,7% | 0,74 | -10,8% |
Quanto maior o Sharpe ratio, melhor, já que isso significa que o investidor conseguiu obter mais retorno para cada unidade de risco assumida. Um Sharpe abaixo de zero é considerado ruim, enquanto níveis entre 0 e 0,5 costumam indicar uma relação moderada entre risco e retorno. Acima de 0,5, o indicador já passa a ser visto como adequado pelo mercado.
O indicador deve ser comparado entre ativos semelhantes e em períodos parecidos. Uma pontuação de 1,5 em ações pode ser excelente, enquanto em renda fixa isso pode ter uma leitura diferente.
O estudo mostra que o investidor brasileiro continua profundamente conservador, mesmo em um cenário em que os criptoativos já ganharam escala relevante no país.
Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados afirmam priorizar segurança ao investir, enquanto 53% dizem buscar rentabilidade. Na prática, o comportamento aparece diretamente na composição das carteiras. Os produtos financeiros mais populares continuam sendo CDBs, presentes em 56% das carteiras, seguidos pela poupança, com 49%, e pelo Tesouro Direto, com 30%.
O curioso é que nem mesmo os investidores de criptomoedas abandonaram completamente esse lado conservador.
Segundo o levantamento, 46% dos investidores cripto ainda mantêm dinheiro na poupança, apesar da baixa rentabilidade da aplicação.
Ao mesmo tempo, esse público também demonstra maior sofisticação financeira. A pesquisa aponta que quem investe em cripto possui participação muito maior em ações, fundos de investimento e fundos imobiliários em comparação com o investidor médio.
Na visão do Mercado Bitcoin, isso ajuda a desmontar parte da percepção de que o investidor de cripto é necessariamente alguém extremamente agressivo. O estudo sugere justamente o contrário: boa parte desse público continua buscando proteção, mas utiliza os ativos digitais como ferramenta de diversificação.
Segundo o levantamento, cerca de 25 milhões de brasileiros já tiveram algum investimento em criptoativos, número equivalente a cinco vezes a quantidade de CPFs na B3. Hoje, 16% dos investidores possuem criptomoedas, enquanto 56% daqueles que nunca investiram afirmam ter interesse em entrar nesse mercado futuramente.
O apetite é ainda maior entre os jovens. Entre as pessoas de 18 a 29 anos que nunca investiram em cripto, mais da metade afirma que pretende investir no futuro. Os próprios dados internos do Mercado Bitcoin reforçam essa tendência: 12% dos novos clientes da plataforma têm menos de 18 anos e 23% possuem até 28 anos.
O movimento acompanha o que já vem acontecendo em mercados mais maduros. Dados do Bank of America mostram que investidores jovens nos Estados Unidos já possuem maior interesse em criptoativos do que em ações americanas tradicionais.
Apesar disso, as barreiras de entrada ainda são grandes. O estudo mostra que o principal obstáculo não é necessariamente a experiência negativa com cripto, mas o medo de começar. Segundo a pesquisa, 48% das pessoas que nunca investiram afirmam ter medo de criptomoedas. Entre aqueles que já investiram, esse percentual cai para 19%.
Além disso, 62% dos entrevistados dizem que é muito difícil entender os termos técnicos associados ao universo cripto, enquanto 76% acreditam que é necessário ter muito conhecimento para investir em ativos voláteis.
O estudo aponta que o excesso de jargões — termos como blockchain, halving, mineração e DeFi — ainda transforma o universo cripto em algo distante para boa parte da população.
Ainda assim, quem supera essa barreira tende a permanecer no mercado. Segundo o levantamento, oito em cada dez brasileiros que investiram em criptomoedas não se arrependem da decisão. Mais do que isso: 44% dizem que o principal arrependimento é justamente não terem começado antes.
O índice de satisfação dos investidores em cripto também supera o observado em ações e fundos de investimento. De acordo com a pesquisa, as criptomoedas possuem taxa de satisfação de 82%, acima das ações, com 79%, e dos fundos de investimento, com 76%. A poupança aparece no extremo oposto, com apenas 58% de satisfação entre os investidores.
| Investimento | % de felicidade com o investimento atual |
|---|---|
| CDB | 86% |
| Tesouro Direto | 85% |
| LCA | 85% |
| Fundos imobiliários | 84% |
| LCI | 83% |
| Previdência privada | 83% |
| Criptomoedas | 82% |
| Ações | 79% |
| Fundos de investimento | 76% |
| Poupança | 58% |
O estudo também mostra que grande parte dos brasileiros ainda desconhece aplicações mais práticas do universo cripto além da especulação. Segundo os dados, 64% não conhecem o uso de stablecoins para remessas internacionais sem IOF, enquanto 67% desconhecem a possibilidade de utilizar criptomoedas como garantia para empréstimos.
No caso das stablecoins, o Mercado Bitcoin destaca vantagens como transferências internacionais quase instantâneas, funcionamento 24 horas por dia e custos reduzidos.
O avanço das criptomoedas também começa a pressionar hábitos financeiros já consolidados no Brasil. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados afirmam que trocariam o Pix por um cartão de débito com 1% de cashback em bitcoin. Outros 31% responderam “talvez”. Entre quem já investe em cripto, a disposição para abandonar o Pix sobe para 60%.
Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que a confiança nas plataformas continua sendo central para a expansão do setor. Entre os atributos mais valorizados pelos investidores aparecem regulação, mecanismos de segurança e linguagem simples.
Cerca de 55% afirmam que preferem plataformas regulamentadas, enquanto 48% destacam segurança e 45% valorizam aplicativos mais claros e acessíveis.
Hoje, o Brasil já aparece como o quinto maior mercado de criptomoedas do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Coreia do Sul, Rússia e Índia.
A pesquisa ouviu 1.009 investidores brasileiros entre os dias 10 e 15 de abril de 2026, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi conduzido pela Opinion Box, empresa de pesquisas digitais que possui painel com mais de 1 milhão de consumidores no país, em parceria com o Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais com mais de 4 milhões de clientes e 13 anos de operação.
Ao longo de 17 anos, ao menos dez nomes já foram apontados como Satoshi Nakamoto. Nenhum foi confirmado. Agora, uma investigação do New York Times reacende o mistério.
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