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Enquanto o bitcoin (BTC) cai mais de 20% em 2026, esta cripto avança com força ao capturar fluxo de operações que migram para plataformas sem restrição de horário
Em meio a um cenário de perdas generalizadas no universo cripto, um ativo tem seguido um caminho completamente diferente. A Hyperliquid (HYPE) destoou do restante do mercado e hoje figura como o único nome entre as 20 maiores criptomoedas do mundo a entregar uma valorização relevante em 2026, com ganhos próximos de 70%, frente a uma queda de 20% no Bitcoin (BTC).
A Hyperliquid é uma plataforma exchange descentralizada, sem intermediários entre compradores e vendedores. Tem sua própria blockchain de alta velocidade, com order book (ou seja, um livro em que todas as transações ficam registradas) transparente.
Funciona como uma bolsa de negociação, que opera fora do horário de funcionamento dos mercados, com operações principalmente em derivativos e contratos futuros. A Hype é a criptomoeda por trás da plataforma, para fazer as liquidações desses negócios.
O alto desempenho dessa plataforma não surgiu por acaso nem pode ser explicado por um único fator. De um lado, a Hyperliquid passou a ocupar um espaço estratégico ao concentrar operações com derivativos, um instrumento utilizado por investidores em momentos de maior volatilidade, seja para proteção, seja para explorar operações de curto prazo.
De outro, o ambiente internacional mais conturbado, marcado pelo aumento das tensões envolvendo os Estados Unidos, elevou a procura por esse tipo de negociação, criando um fluxo adicional que acabou beneficiando diretamente a plataforma.
O fato de a Hyperliquid ser uma rede que funciona além do horário das bolsas tradicionais — como o CME Group, o maior e mais diversificado conglomerado de negociação de contratos futuros do planeta, por exemplo — é um dos pontos mais importantes para bancos e fundos que buscam uma proteção imediata após o anúncio de conflitos.
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É o que diz o analista da Empiricus Luis Kuniyoshi, que se debruçou ao longo do ano sobre o crescimento da criptomoeda.
Isso porque as diversas incursões militares dos Estados Unidos ao redor do mundo, como na Venezuela e Irã, aconteceram fora do horário de funcionamento das bolsas, abrindo espaço para operações com blockchain, que funcionam sem interrupção.
“Quando a Bloomberg precisou reportar como o mercado de commodities havia reagido ao conflito, o contrato de crude oil citado como referência de preço não era o da NYMEX ou o da ICE: era o da Hyperliquid”, explica Kuniyoshi.
Ainda, durante a escalada das tensões no Oriente Médio, a Hyperliquid operou sem interrupção. Apesar de isso ser natural para o mercado de criptomoedas, o destaque não foi a negociação de criptoativos, mas, sim, de petróleo bruto e ouro.
A plataforma Hyperliquid usa uma blockchain de alta velocidade e order book transparente, funcionando como uma bolsa de negociação “potencialmente mais eficiente”, como define o analista.
Uma aplicação recente ampliou ainda mais a aplicação da HYPE, e a plataforma passou a listar contratos de ativos reais, como petróleo, ouro e outras commodities, tornando-se tecnicamente capaz de operar como alternativa de acesso a mercados que hoje exigem custódia, têm horário restrito e requerem intermediários regulados, segundo o analista.
“A tese não é a de uma plataforma cripto tentando convencer o mercado financeiro de que blockchain é a tecnologia adequada. É a de uma infraestrutura que pode atrair fluxo institucional precisamente porque resolve problemas reais de custo e velocidade”.
Além disso, a Hyperliquid tem um sistema de pagamento de recompensas aos participantes (staking) que permite aos investidores emprestarem suas moedas aos validadores da rede. Nas palavras dos próprios desenvolvedores:
“A Hyperliquid L1 é uma blockchain de proof-of-stake, na qual os participantes (stakers) delegam o token nativo HYPE a validadores para receber recompensas de staking. Os stakers só recebem recompensas quando o validador participa com sucesso do consenso, portanto, devem delegar apenas a validadores confiáveis e com boa reputação”.
Segundo um relatório de analistas da Coinext, publicado no começo do ano, a Hyperliquid movimentou mais de US$ 3 trilhões em volume negociado, alcançando cerca de 25% de participação de mercado e gerando US$ 911 milhões em receita em 2025.
No mesmo ano, o ganho de eficiência e crescimento da rede permitiu a distribuição de yields de aproximadamente US$ 420 milhões aos detentores de HYPE, reforçando a tese de que o token funciona como um ativo gerador de fluxo de caixa dentro do ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi).
Apesar do otimismo com relação à Hyperliquid, existem alguns pontos a serem levados em consideração antes de apostar suas fichas na criptomoeda.
O primeiro deles é o caráter regulatório do mercado global de criptomoedas e ativos digitais. A CFTC, órgão que regula o mercado de commodities nos EUA, vem analisando o segmento de contratos futuros perpétuos (que não têm data de validade específica) desde 2025 e, no começo deste mês, ainda não havia nenhuma regulação clara.
No entanto, o tom da agência parece ser bastante claro: pró-inovação, com foco em clareza regulatória, gerenciamento de riscos e trazer o volume de volta para o mercado norte-americano regulado. Na visão dos analistas, o avanço regulatório tende a ser um catalisador positivo de preços.
Por outro lado, existe o risco de a regulação restringir os potenciais desse mercado. Além disso, uma incerteza prolongada quanto às regras desse segmento pode pressionar os preços no longo prazo ou limitar o caráter exponencial da criptomoeda.
Por último, por se tratar de uma blockchain relativamente recente, fundada em novembro de 2024, a própria rede pode passar por testes de estresse para os quais não esteja preparada, com chances reais de sair do ar ou ficar extremamente lenta em períodos de alto volume negociado — algo semelhante ao que aconteceu com a Solana (SOL) nos primeiros anos de funcionamento da rede.
Por isso, o investidor deve manter uma parcela responsável dos seus investimentos em ativos digitais.
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