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Especialistas do banco, em parceria com a Empiricus Research, desenharam um cenário para o curto prazo no qual o BTC pode engatar uma nova pernada de valorização nas próximas semanas, impulsionado por um combo de fatores favoráveis
O bitcoin (BTC) voltou a brilhar nos terminais dos investidores. Com a melhora do cenário macro e o retorno do apetite institucional, a pergunta "até onde a maior criptomoeda do mundo pode chegar?" ganhou uma resposta numérica dos analistas do BTG Pactual, em parceria com a Empiricus Research.
Os especialistas desenharam um cenário otimista para o curto prazo em relatório publicado na segunda-feira (20). A aposta é que o ativo pode engatar uma nova pernada de valorização nas próximas semanas, impulsionado por um combo de fatores favoráveis.
Para a equipe de análise, três pilares sustentam o otimismo com o bitcoin agora: liquidez global, fluxo institucional, normalização do cenário internacional.
Com isso, a operação sugerida pelo BTG considera entrada em US$ 76.680 para o bitcoin, com preço-alvo sugerido em US$ 98.130 — potencial de valorização de 28,8% em relação ao ponto de entrada.
Por outro lado, o stop foi definido em US$ 64.420, o que representa um risco de queda de 15,5%. A tese parte do entendimento de que o ativo tem espaço para buscar patamares mais altos no curto prazo caso o fluxo comprador continue acelerando.
O contexto macro é o que dá substância para essa operação. De acordo com o BTG Pactual, há sinais de normalização no cenário global, redução da aversão ao risco e entrada consistente de capital via fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) e empresas de tesouraria de ativos digitais (DATs), a criptomoeda volta a apresentar uma relação risco-retorno considerada atrativa para operações de swing trade.
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Vale lembrar que o swing trade é uma estratégia de negociação de ativos com o objetivo de lucrar com oscilações de preço ao longo de dias ou semanas. Diferente do day trade, as posições ficam abertas por mais tempo.
Após meses de saídas líquidas dos ETFs de bitcoin à vista, março marcou uma inflexão importante.
Os fluxos voltaram ao terreno positivo e ganharam força ao longo de abril. Somados aos aportes feitos pelas DATs — empresas que utilizam Bitcoin como reserva estratégica em balanço —, os fluxos institucionais somaram US$ 3,5 bilhões apenas na última semana.
A tese por trás da recomendação também parte de uma característica central do bitcoin: diferentemente de ações, o ativo não é avaliado por lucro, dividendos ou geração de caixa. O preço depende, principalmente, da liquidez global, do apetite dos investidores por risco e da disputa por um ativo cuja oferta é limitada por código.
Nesse contexto, o bitcoin funciona como um dos principais termômetros do mercado para medir a disposição dos investidores em migrar para ativos mais arriscados.
Por exemplo, quando o custo do dinheiro cai (com a desvalorização global do dólar), o crédito volta a circular e o dólar perde força, a tendência é que o capital busque ativos com maior potencial de valorização — e é justamente nesse ambiente que o BTC costuma performar melhor.
*Com informações do Money Times
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