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Especialista defende que ainda que a leitura não seja de um colapso do dólar, ativos digitais são uma alternativa de diversificação e reserva de valor, tendo em vista suas similaridades com o ouro
“Quando a gente fala para o investidor diversificar a carteira, esse é justamente o ‘Santo Graal’ na alocação: ter um ativo que possa ter uma descorrelação com o resto e ainda assim trazer uma expectativa de retorno positivo”. É assim que Matheus Parizotto, research de digital asset do BTG Pactual, descreveu o investimento em bitcoin (BTC) e nas criptomoedas de forma geral.
Acompanhado de Marcello Cestari, analista de criptoativos da Empiricus, Parizotto participou do ETF Day, evento promovido pelo BTG Pactual para os assessores de investimento nesta quarta-feira (6), e disse que tanto o BTC como outros ativos digitais caminham para deixar a posição de investimentos alternativos e ganhar espaço como parte estratégica na composição de portfólios.
Cestari foi além e disse que não investir em bitcoin implica o risco de perda da maior assimetria da década.
O analista da Empiricus afirma que o mercado de criptomoedas está ainda caminhando para a institucionalização, mas há potencial significativo neste sentido, com a entrada por meio da criação de ETFs (fundos negociados em bolsa), tesourarias de bitcoin dentro das empresas ou por meio de grandes nações adotando o ativo como parte do tesouro.
Parizotto complementa que o movimento de institucionalização mudou muito o jogo do mercado desde o início de 2024, principalmente com os ETFs americanos impulsionando a aproximação das reservas estratégicas e das tesourarias corporativas.
“Quando a gente olha para ETFs, eles foram um grande estopim da virada para o bitcoin e para a cripto chegarem no mercado financeiro tradicional. ETFs, empresas e governos mostram para a gente que, apesar de se tratar de uma classe de ativos que existe há quase duas décadas, quando falamos da integração para o mercado tradicional, é uma coisa recente e aí vem a pergunta: será que já passou? Qual o risco de não ter cripto no portfólio?”, questiona.
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O research de digital assets do BTG recorda a dualidade de muitas dúvidas e críticas em relação à alocação em cripto, que agora faz frente ao interesse de fundos de pensão e soberanos, por exemplo, que vêm mudando a dinâmica sobre a classe de ativos.
“Se o bitcoin tem hoje 1%, 2%, 3% em um portfólio mais conservador, se temos zero, hoje, precisamos ter também uma justificativa. Com todo mundo alocando, diante desse mercado que vemos hoje, eu acho que quem ainda não tem, entre os gestores, entre fundos e até mesmo o investidor pessoa física, precisa começar a rever um pouco desse conceito”, afirma.
Cestari levanta a dúvida sobre qual a correlação do bitcoin, se com o ouro ou com ações de tecnologia. Na leitura do analista, a criptomoeda é um “ouro digital emergente”.
A classificação tem em vista que o bitcoin ainda não é percebido como um ouro digital por investidores institucionais, devido ao fato de o ativo ainda ser relativamente novo e o market cap reduzido quando comparado com outras classes de ativos.
Além disso, ele reconhece a expressiva volatilidade das criptomoedas, sendo o fator ao qual atribui a impossibilidade do bitcoin ser um ouro digital atualmente. “Com a institucionalização que está acontecendo, o bitcoin tem se comportado mais correlacionado com o Nasdaq alavancado, que é o que gostamos de dizer”, afirma.
Sobre o risco de não investir na classe de ativos, Cestari pondera que o market cap do mercado cripto tem US$ 2,5 trilhões, enquanto o bitcoin tem, sozinho, aproximadamente US$ 1,5 trilhão. Enquanto isso, o ouro tem um market cap de aproximadamente US$ 30 a US$ 32 trilhões.
“Muitas pessoas do mercado de cripto, e até o Larry Fink, CEO da BlackRock, disseram recentemente que acreditam que o bitcoin pode um dia chegar à marca do market cap do ouro, saindo de US$ 1,5 trilhão para US$ 30 trilhões”, argumenta.
Cestari reconhece que esse movimento demanda um mercado com maior maturidade, regulamentação e com o avanço da entrada do institucional, de maneira que o bitcoin caminhe para se tornar uma classe de ativo como outras.
Parizotto argumenta que a dívida pública global em máximas históricas, a maior desconfiança sobre o dólar, eventos geopolíticos recentes e o congelamento das reservas russas em 2022 levaram países como Rússia e China a questionar sua exposição ao sistema financeiro tradicional.
“É onde eu acho que entra justamente essa dualidade. Temos o ouro, que já se provou muito no tempo. O bitcoin tem um upside gigantesco se ele vier a se equiparar ao que o ouro já tem de capitalização de mercado hoje”, afirma.
Apesar disso, Parizotto destaca que ainda existe um caminho para o bitcoin percorrer, em relação à volatilidade e confiança do ativo.
Ainda que a leitura não seja de um colapso do dólar ou da perda de protagonismo dos Estados Unidos na economia, Cestari e Parizotto veem no bitcoin uma alternativa para compor uma carteira de diversificação e de reserva de valor, tendo em vista suas similaridades com o ouro.
“O secretário de segurança dos EUA falou que acredita que o país precisará criar uma lei e se posicionar o quanto antes para começarem a colocar bitcoin dentro das suas reservas, justamente porque ele acredita que o último país que fizer isso, quem deixar de fazer e quem fizer por último vai ficar para trás”, diz Cestari.
Os analistas reiteram o risco de perda de eficiência dentro de um portfólio quando não há a inclusão de criptomoedas.
Do lado dos riscos, os especialistas abordaram a discussão em torno da computação quântica, após uma publicação do Google Research apontar para o avanço e perigo para a rede do bitcoin (BTC).
A computação quântica utiliza princípios da física quântica para processar informações. Em linhas gerais, é uma forma de usar as máquinas para ampliar a capacidade de gestão de dados. No entanto, esse processamento quase instantâneo de toneladas de informações abre um risco sistêmico para as criptomoedas, que é a quebra do algoritmo da blockchain.
Em termos simples, o processo de validação da rede se dá pela resolução de um problema, cuja dificuldade é ajustada pelo número de participantes e pelo poder de processamento de dados. No caso específico do bitcoin, esse processo é conhecido como mineração.
No painel durante o ETF Day, Cestari destacou que o tema é tratado como um risco, mas administrável e defende que esse tipo de processamento seria um risco não apenas para as criptos. O analista sustenta ainda que o bitcoin pode passar por atualizações e evoluções de rede para mitigar os riscos.
*Com informações do Money Times
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