Petróleo despenca 10% e pressiona Ibovespa, mas ‘sprint final’ das ações do Magazine Luiza (MGLU3) aliviam a queda; dólar sobe
O medo de uma recessão global voltou a dominar o dia e o Ibovespa sofreu com a queda do petróleo
Se o primeiro semestre foi comandado pelo temor de uma inflação alta persistente, o segundo semestre parece ter apresentado a todos a sua nova vilã ainda nos primeiros dias de julho – a recessão.
Na primeira metade do ano, parecia mais fácil para o mercado financeiro se distrair com narrativas paralelas, mas agora dia sim e dia também os investidores reúnem mais evidências que sustentam a tese de que a desaceleração econômica está no horizonte.
Dados piores do que o esperado na Europa, China com novos casos de coronavírus e a projeção pessimista de alguns dos maiores bancos do mundo guiaram os negócios hoje. No pregão desta terça-feira (05), o temor foi tamanho que a cotação do petróleo despencou cerca de 10%.
Por um lado, o alívio no preço da commodity aliviou a curva de juros americana e permitiu que as bolsas em Wall Street recuperassem terreno. O Nasdaq subiu 1,75%, o S&P 500 avançou 0,16% e o Dow Jones, impactado pelas perdas do setor de energia, caiu 0,42%.
Por outro, índices com uma concentração muito grande de petroleiras acabou sofrendo – o que é o caso do Ibovespa. O principal índice da bolsa fechou longe da mínima, que foi na casa dos 96 mil pontos, mas ainda assim recuou 0,32%, aos 98.294 pontos. O dólar à vista teve um dia de valorização global e subiu 1,19%, a R$ 5,3893.
Petróleo em queda livre
Mesmo com sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode ter dificuldades para cumprir a sua meta de produção, o preço do barril da commodity despencou cerca de 10% nesta tarde.
Leia Também
O grande vilão do dia é o temor de uma recessão global. Embora o sentimento exista desde o início do aperto monetário promovido nos países desenvolvidos, a visão pessimista de analistas do Citigroup contaminou o mercado.
Segundo um relatório divulgado pelo Citi, caso um quadro de recessão se torne realidade, o preço do barril de petróleo pode cair até o nível dos US$ 65 em 2022 e, quem sabe, chegar até US$ 45 ao fim de 2023 caso os países produtores não interfiram para conter a depreciação da commodity.
A projeção pessimista vem em um momento em que as cotações estão sob pressão. Desde o início do ano, quando as tensões entre Rússia e Ucrânia se intensificaram, o preço do barril saltou mais de 40%, chegando a superar a casa dos US$ 120.
Não deu para acompanhar
Apesar de a queda das commodities ser um fator de alívio para os indicadores de inflação, o mercado de juros operou em alta nesta tarde no Brasil – contrariando o movimento visto em Nova York.
Isso porque questões locais como a deterioração do cenário fiscal seguem falando mais alto e pressionando as apostas dos investidores.
No momento, a maior preocupação é a tramitação da PEC dos benefícios, capaz de ter um impacto de R$ 40 bilhões nos cofres públicos. A notícia de que o relator deixará motoristas de aplicativos de fora do leque de beneficiários aliviou a curva de juros no final da sessão, mas não reverteu o quadro.
Confira o comportamento do mercado de juros hoje:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,72% | 13,73% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,83% | 12,77% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 12,72% | 12,66% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 12,75% | 12,71% |
Sobe e desce do Ibovespa
Em um movimento forte na última hora de pregão, as ações das varejistas dispararam na bolsa. Segundo analistas do mercado, o movimento além de acompanhar a melhora vista em Wall Street também reflete um rebalanceamento das carteiras dos investidores neste início de mês.
No caso da Petz, as ações subiram após o Credit Suisse e o Goldman Sachs recomendarem a compra dos papéis. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 2,40 | 12,68% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,02 | 10,38% |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 13,72 | 9,41% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 10,45 | 8,85% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 15,81 | 7,70% |
A forte queda do petróleo levou as petroleiras brasileiras a caírem forte na sessão desta terça-feira. Apesar disso, os papéis das companhias aéreas, que tendem a ser favorecidas por um recuo no preço dos combustíveis, repercutiram o dólar mais alto e também fecharam no vermelho. Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 33,57 | -7,47% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 21,13 | -7,28% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 30,45 | -4,40% |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 28,04 | -3,77% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 8,73 | -3,22% |
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
