Warren Buffett compra papéis do Citigroup: confira as ações que o megainvestidor colocou na carteira após a queda das bolsas em NY
Warren Buffett segue a “velha economia” e compra ações de grandes instituições financeiras durante a queda do índice S&P 500
Quase uma divindade do mercado financeiro, Warren Buffett parece saber o momento certo de comprar ativos. A baixa liquidez de ações, que geralmente afasta investidores, é vista como uma oportunidade para o “Oráculo de Omaha”.
Nesta terça-feira (17), o CEO da Berkshire Hathaway fez mais uma de suas apostas. Buffett desembolsou quase US$ 3 bilhões para comprar mais de 55 milhões de ações do Citigroup — uma fatia que equivale a 2,8% do capital da empresa.
O banco, que vem sofrendo baixas nos últimos 12 meses e viu suas ações caírem mais de 15% neste ano, foi visto por Buffett como uma oportunidade e tanto — o megainvestidor tem um histórico de preferência por empresas do setor financeiro.
- SIGA A GENTE NO INSTAGRAM: análises de mercado, insights de investimentos e notícias exclusivas sobre finanças
A compra de papéis do Citigroup acontece em meio a vendas de ações, por Buffett, de outros bancos, como o Wells Fargo (WFC).
Com o anúncio da aquisição pela Berkshire Hathaway, os papéis do Citigroup subiam cerca de 8,2% na Bolsa de Nova York (NYSE), sendo negociados a US$ 51,44 por volta das 16h, horário de Brasília.
Vale ressaltar que as aquisições de Buffett, na verdade, acontecem por meio da Berkshire, que também possui outros dois administradores: Todd Combs e Ted Weschler.
Leia Também
Leia também
- Warren Buffett não perde dinheiro: fortuna de 9 dos 10 homens mais ricos cai R$ 800 bilhões em 2022, mas CEO da Berkshire Hathaway se salva
- Powell vê ‘amplo apoio’ para o Fed repetir a dose no aumento de juros; conheça as expectativas do presidente do BC americano
- https://www.seudinheiro.com/2022/bolsa-dolar/dolar-euro-hoje-fechamento-17-05/Dólar cai e fica abaixo dos R$ 5,00. Euro recua 1,19% e vale R$ 5,21; confira o que movimentou o câmbio nesta terça-feira
Warren Buffett e as compras “na baixa”
O mercado financeiro tem vivido turbulências em meio aos impactos da Guerra da Ucrânia na economia mundial, alta de juros e elevação da inflação. Os principais índices de Wall Street têm acumulado perdas nas últimas semanas - S&P 500, por exemplo, já registrou seis semanas de queda e, no acumulado deste ano, caiu 16%.
Para Buffett, esse é o momento propício para as compras. No mês passado, a Berkshire Hathaway – empresa de Buffett – adquiriu quase 121 milhões de ações da HP, por US$ 4,2 bilhões. Ou seja, cerca de 11% da empresa de tecnologia passaram a fazer parte do portfólio do “oráculo de Omaha”.
Buffett tem saído em busca de ações em baixa durante todo o último quadrimestre. No terceiro mês do ano, o investidor aumentou a sua participação na Occidental Petroleum – totalizando quase US$ 10 bilhões em ações – e anunciou um acordo para comprar a seguradora Alleghany Corporation por US$ 116 bilhões.
Além destas, o maior investidor do mundo apostou suas fichas – ou melhor, seu dinheiro – no grupo de mídia Paramount Global (cerca de US$ 2,6 bilhões) e na General Motors (US$ 2 bilhões).
Agora, as empresas produtoras de energia e commodities estão na mira dos investimentos de Buffett.
Leia também
- As 5 ações da carteira de Warren Buffett que se salvaram das quedas e atingiram novas máximas em 2021
- Warren Buffett está prestes a bater o retorno do fundo de empresas de tecnologia que brilhou na crise
Portfólio de Warren Buffett
Entre as principais empresas com participações de Warren Buffett, se destacam Apple Inc (AAPL34), Bank of America (BOAC34) , American Express (AXPB34) e Chevron (CHVX34).
Mesmo diante de baixas seguidas, inclusive após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2022, o Nubank ainda segue na carteira de Buffett. A Berkshire Hathaway detém mais de 107 milhões de ações da fintech – o que equivale a 2,3% do banco digital – que foram adquiridas antes do seu IPO, em dezembro de 2021.
Com a desvalorização dos papéis ao longo do primeiro trimestre, com queda de mais de 25%, o valor da fatia de Buffet caiu de R$ 1 bilhão para US$ 826,9 milhões. Apesar disso, Buffett não pretende vender os papéis, segundo o relatório 13F apresentado ontem à SEC – equivalente à CVM brasileira.
*Com informações de CNBC, CNN, MarketWatch e Exame
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas