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PETRÓLEO NA FOZ DO AMAZONAS

‘Uma alegria danada’, diz CEO. O que se sabe sobre a descoberta da Petrobras (PETR4) que pode impulsionar a produção e as ações?

A Petrobras anunciou que encontrou indícios de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas; entenda o que está em jogo

Logo da Petrobras e, ao fundo, ilustração de barris de petróleo e gráfico de ações
Petrobras (PETR4) - Imagem: iStock/narvo vexar/Divulgação - Montagem: Giovanna Figueredo

Quando a CEO da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, desafiou o mercado ao afirmar que a estatal supera as metas, ela não estava para brincadeira. A empresa vive um momento bastante positivo na visão do mercado, mas nem mesmo os mais otimistas esperavam o que estava por vir. Na sexta-feira (14), a empresa anunciou a descoberta de indícios de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.

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Em comunicado, a Petrobras afirmou que encontrou hidrocarbonetos em um poço exploratório no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas no estado do Amapá, na Margem Equatorial brasileira.

Na prática, essa descoberta é uma boa notícia para os investidores porque pode aumentar a produção de petróleo da companhia, o tamanho da empresa e, consequentemente, as ações na bolsa brasileira.

Apesar de destacar que esse avanço ainda não representa uma descoberta comercial e que é necessário continuar perfurando o poço até o fundo, Chambriard reforçou que o tema causou "uma alegria danada".

Cabe destacar que a medida é um passo grande na estratégia da estatal de buscar novas reservas petroleiras, dado que, a partir de 2035, o pré-sal deve atingir o pico de produção para começar a declinar.

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A estatal vem defendendo a exploração da margem equatorial como forma de garantir oferta de petróleo e gás ao país enquanto avança a transição energética.

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Para dar uma visão geral sobre essa descoberta, o poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) — local dessa perfuração — está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma profundidade de 2.886 metros. Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e observação de rochas durante a perfuração.

As operações, porém, ainda não terminaram. A empresa não possui uma estimativa divulgada sobre o volume de petróleo e gás, nem confirmação de viabilidade comercial da descoberta.

Caça ao tesouro já se estende há décadas

A aposta da Petrobras na Foz do Amazonas não é nova. O bloco FZA-M-59 foi adquirido pela companhia em 2013, durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e desde então faz parte da estratégia da estatal para explorar a chamada Margem Equatorial, considerada uma das últimas grandes fronteiras exploratórias do país.

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A região ganhou relevância nos últimos anos após grandes descobertas feitas em áreas geologicamente semelhantes na Guiana e no Suriname, o que aumentou as expectativas sobre o potencial da costa no Norte do Brasil.

No entanto, o caminho até a perfuração foi longo. Após anos de análises e debates ambientais, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) negou o pedido de licença para o bloco em 2023, alegando necessidade de informações e garantias adicionais.

A Petrobras manteve o projeto, realizou novos estudos e simulados operacionais e, somente em outubro de 2025, recebeu autorização para perfurar o poço exploratório.

A descoberta anunciada agora representa a primeira evidência concreta e é vista como um marco para validar a tese exploratória defendida pela companhia há mais de uma década.

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Para o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa grandes petroleiras com atuação no Brasil, como a própria Petrobras, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e Equinor, “o achado confirma que o Brasil possui perspectivas muito positivas para a produção de petróleo e gás natural em outras regiões, reforçando a segurança energética nacional no médio e longo prazo”.

Uma semana depois de um 2T26 de encher os olhos

A Petrobras vive um daqueles momentos da vida em que tudo parece estar dando certo. O anúncio de descoberta na Margem Equatorial brasileira veio poucos dias após um balanço do segundo trimestre considerado bem positivo pelos analistas.

Divulgado no dia 6 de agosto, o lucro líquido da petroleira quase dobrou em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, atingindo R$ 52,445 bilhões.

A cifra superou com folga as expectativas do mercado, bem como o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e a receita líquida. Veja os detalhes do resultado nesta matéria do Seu Dinheiro.

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Durante a teleconferência de resultados, a CEO Magda Chambriard chegou a defender que “meta é para os fracos. A Petrobras supera metas”, em reação ao desempenho da estatal entre abril e junho deste ano.

Na ocasião, a executiva também reforçou que os números acima das expectativas vão financiar os investimentos e "preparar o futuro da compahia", o que foi ressaltado com a descoberta desta semana. Agora, resta aguardar a reação dos investidores na bolsa na próxima segunda-feira (17).

*Com informações de Estadão Conteúdo e Money Times

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