Já posicionou a carteira para a corrida do e-commerce? FII logístico é o favorito dos analistas para agosto; veja o ranking completo
Apesar da atratividade, FII segue com desconto na bolsa. Enquanto a cota patrimonial é avaliada em R$ 107,04, o fundo está sendo negociado perto de R$ 100,1

A disputa entre as empresas de e-commerce mudou o mercado de fundos imobiliários. Se antes os galpões logísticos eram o “patinho feio” dos FIIs, agora os imóveis se tornaram verdadeiras estrelas.
Essa transformação foi impulsionada pela pandemia, quando o isolamento social levou a população a aumentar as compras online. Desde então, as gigantes do varejo vêm disputando posições estratégicas para fazer os produtos chegarem ao consumidor cada vez mais rápido, o que teve impacto direto nos fundos imobiliários. De repente, as empresas precisavam de mais galpões logísticos.
Mas também não era qualquer imóvel: as empresas passaram a exigir ativos cada vez mais tecnológicos e avançados.
O resultado? Os FIIs abraçaram a necessidade das gigantes do e-commerce e vêm lucrando com a disputa. Mesmo com um cenário difícil para os fundos imobiliários, em meio à volatilidade que as eleições prometem trazer, as perspectivas para o setor logístico seguem positivas.
É justamente nesse segmento que atua o FII favorito dos analistas para investir em agosto. Com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro, o BTG Pactual Logística (BTLG11) conquistou o topo do pódio deste mês. Confira o ranking completo:

* Entendendo o FII do Mês: Todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até dez fundos imobiliários, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com mais indicações.
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BTLG11, um gigante logístico
Lançado em 2010, o BTLG11 reúne mais de 505 mil cotistas e possui aproximadamente R$ 7,4 bilhões em patrimônio líquido. O fundo é um dos mais relevantes da indústria, sendo o principal FII de tijolo do IFIX, índice de referência da classe, e o segundo maior fundo logístico do índice em termos de patrimônio.
O BTLG11 conta com uma carteira de 34 imóveis, totalizando 1,4 mm de m² de área bruta locável (ABL). Aproximadamente 92% dos ativos estão localizados no estado de São Paulo, principal mercado logístico do país. Além disso, o portfólio tem vacância financeira de 2,1%.
Para a EQI Research, que indicou o fundo para agosto, o BTLG11 é uma das principais apostas da casa não só para agosto, mas no ano, sendo o top pick no segmento de FIIs logísticos.
“O BTLG11 tem um portfólio premium, posicionado nas regiões com maior demanda. A alavancagem é basicamente nula, e a gestão tem capacidade comprovada de gerar valor por meio de reciclagem de ativos”, afirmou Carol Borges, analista da EQI, ao Seu Dinheiro.
Em julho, o FII distribuiu R$0,81por cota, o que representa um dividend yield (taxa de retorno de dividendos) anualizado de 9,5%, com base no preço de fechamento do mês, quando encerrou o período a R$ 100,81.
O rendimento foi impulsionado pelo montante captado na 16ª emissão de cotas. O fundo levantou R$ 1,8 bilhão com a operação.
Porém, não foi só o tamanho da captação que chamou atenção. Com a Selic a 14% ao ano, os FIIs passaram a apostar na compra de ativos por meio de pagamento em cotas. O resultado foi uma onda de emissões, mas todas voltadas para o investidor institucional. Só que não foi o caso do BTLG11.
O fundo imobiliário lançou a oferta aberta ao investidor pessoa física, que apareceu em peso na operação.
Apesar da atratividade do FII, ele segue com desconto na bolsa. Enquanto a cota patrimonial é avaliada em R$ 107,04, o BTLG11 está sendo negociado perto de R$ 100,1, o que indica um desconto de 6,48%.
O deságio ocorre por conta da reavaliação patrimonial dos ativos, que contou com uma valorização de quase 5,7%. “Esse aumento mostra como a carteira tem valor percebido pelo mercado. Agora, com a reavaliação, o fundo está abaixo da média histórica na relação preço/valor patrimonial”, afirmou a analista.
“O BTLG11 é a nossa principal escolha no setor por conta desses três fatores: ótimo portfólio, baixa alavancagem e boa capacidade de geração de valor”, completou.
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