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Com petróleo em alta e desempenho operacional mais forte, a estatal superou as expectativas para lucro, Ebitda e receita no segundo trimestre e confirmou uma distribuição bilionária aos acionistas

Os astros se alinharam para a Petrobras (PETR4) neste segundo trimestre, pelo menos é o mostra o balanço da estatal, divulgado nesta quinta-feira (6). Com petróleo nas alturas e operacional tinindo, o lucro líquido da petroleira quase dobrou em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, atingindo R$ 52,445 bilhões.
A cifra superou com folga as expectativas do mercado. O consenso compilado pela Bloomberg apontava para um lucro líquido de R$ 45,536 bilhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado saltou quase 80% em base anual, para R$ 93,843 bilhões — também acima das projeções, que esperavam R$ 91,3 bilhões.
A receita líquida, por sua vez, cresceu 42,3% frente aos mesmos três meses de 2025, atingindo R$ 169,5 bilhões, superando por pouco os R$ 161,6 bilhões aguardados pelos analistas, segundo a Bloomberg.
De acordo com a Petrobras, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e derivados, favorecido pela entrada em operação da plataforma P-79, no campo de Búzios, e por ganhos de eficiência operacional.
A companhia também foi beneficiada pela alta do petróleo Brent, referência internacional para os preços da commodity. O preço médio da commodity atingiu US$ 104,52 por barril no segundo trimestre, alta de 54,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 29,7% na comparação com os três meses anteriores.
No mercado doméstico, o preço médio dos derivados básicos comercializados pela Petrobras também avançou 23,1% em base anual, para R$ 578,51 por barril, ampliando a receita da companhia.
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Outros fatores que favoreceram o resultado foram o maior volume de exportações, que fortaleceu a geração de caixa, e o nível recorde de utilização das refinarias, que elevou a produção de derivados de maior valor agregado.
A dívida líquida encerrou junho em US$ 60,4 bilhões, uma queda de 2,7% em relação ao fim do primeiro trimestre, refletindo principalmente os pré-pagamentos realizados no período. Com isso, o indicador de alavancagem, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, recuou de 1,43 vez para 1,14 vez.
Já os investimentos (capex) da petroleira avançaram 19,2% em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 5,3 bilhões. A maior parte dos recursos continuou concentrada em Exploração e Produção, com destaque para os projetos do pré-sal, como os campos de Atapu, Sépia e Búzios, além da revitalização de Marlim.
O fluxo de caixa operacional somou R$ 61,8 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre alcançou R$ 38,6 bilhões, permitindo à companhia investir R$ 23,2 bilhões, reduzir o endividamento e remunerar os acionistas.
No entanto, a empresa destacou que o caixa foi pressionado por um impacto de R$ 15,8 bilhões no capital de giro, principalmente pelo aumento das contas a receber e pela redução da conta de fornecedores. O mercado já esperava esse efeito.
Além dos resultados, a Petrobras anunciou a distribuição de R$ 17,4 bilhões em proventos aos acionistas, o equivalente a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial. Terão direito ao pagamento os investidores com ações da estatal na carteira ao fim do pregão de 21 de agosto de 2026, na B3. A partir de 24 de agosto, os papéis passam a ser negociados na condição de ex-direitos.
Portanto, você tem duas opções: comprar as ações da petroleira agora para receber os proventos, ou deixar a data de corte passar e adquirir os papéis a um valor menor, mas sem o direito aos dividendos e JCP.
O pagamento será realizado em duas parcelas iguais, nos meses de novembro e dezembro. A primeira, de R$ 0,67407131 por ação, será creditada em 23 de novembro, integralmente na forma de juros sobre capital próprio (JCP). Já a segunda, também de R$ 0,67407131 por ação, será paga em 21 de dezembro, sendo R$ 0,47156696 em dividendos e R$ 0,20250435 em JCP.
O montante anunciado pela Petrobras superou as projeções de BTG Pactual, XP e Safra, ficando apenas ligeiramente abaixo da estimativa do Citi. As principais casas de análise esperavam uma distribuição entre R$ 12,77 bilhões e R$ 17,88 bilhões, e a estatal acabou anunciando R$ 17,4 bilhões em proventos, praticamente em linha com a previsão mais otimista do mercado.
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