O real ficou para trás: a moeda brasileira perdeu fôlego entre os emergentes — o que a eleição tem a ver com isso?
Rebaixamento pelo JPMorgan e ajustes da MSCI acionaram o gatilho; com dúvidas fiscais no horizonte e a proximidade do pleito, investidores desmontam apostas e buscam proteção na Selic

Durante boa parte do ano, investidores globais mantiveram posições otimistas (leia-se compradas) no real. No entanto, a maré virou quando referências do mercado internacional emitiram alertas sobre o Brasil.
O primeiro sinal amarelo veio quando o JPMorgan rebaixou a recomendação para a compra de ativos brasileiros. Quase em paralelo, a provedora de índices MSCI anunciou a exclusão dos papéis da Stone da sua carteira de referência para o país.
Essa dupla mudança de postura serviu como estopim para que grandes fundos começassem a reavaliar a exposição ao risco brasileiro.
O prêmio eleitoral entra na conta
À medida que o calendário avança e o ambiente político ganha protagonismo nas análises diárias, o mercado passa a precificar o chamado prêmio eleitoral.
A preocupação dos analistas vai além do resultado do pleito em si e alcança a sustentabilidade da trajetória fiscal nos próximos anos.
A dúvida sobre se haverá disposição e espaço político para promover ajustes estruturais nas contas públicas faz com que os investidores exijam um retorno maior para manter o capital no país.
Leia Também
Para reduzir esse risco, gestores realizam lucros, vendem real e compram moedas emergentes de países que não enfrentam incertezas políticas no momento, além do próprio dólar.
Não à toa, relatórios divulgados nos últimos dias por grandes bancos mostram que o mercado entra na campanha com posições ainda compradas em real, mas já há um movimento de desmonte diante do cenário eleitoral, aumentando a pressão sobre a moeda brasileira.
Na semana, o real acumula uma queda de cerca de 2,5% com relação ao dólar. No mesmo período e na mesma base de comparação, o peso mexicano e o peso colombiano avançaram 0,60%, enquanto o won da Coreia do Sul se manteve estável, com leve ganho de 0,06%.
“O dólar acumulou cinco altas consecutivas e chegou a superar R$ 5,23 nesta sexta-feira, maior nível desde o início de julho. O real teve o pior desempenho entre as moedas mais líquidas no período, mesmo com o enfraquecimento global da moeda norte-americana", afirma Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico.
Leia também:
Volatilidade à frente
A desmontagem de posições compradas no real acelera a alta do dólar. Basta ver que a moeda norte-americana superou a média móvel de 200 dias cotada em torno de R$ 5,20.
Segundo as análises recentes, o comportamento dos ativos brasileiros, entre eles o real, continuará sensível aos desdobramentos da campanha eleitoral e às propostas econômicas apresentadas.
“Grandes fundos globais estão reduzindo posição no Brasil para se protegerem da volatilidade do período eleitoral e das incertezas no campo fiscal”, disse Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
Vale lembrar que os partidos têm até este sábado (15) para registrar seus candidatos. A campanha eleitoral começa oficialmente no domingo (16).
SETOR DE AUTOPEÇAS
JP Morgan pisa no freio e rebaixa Frasle (FRAS3) para venda. Analistas preferem outras 3 ações que podem saltar até 69%
25 de setembro de 2026 - 13:18MAIS AQUISIÇÕES
TRXF11 enche o carrinho de novo e paga R$ 2,83 bilhões, mas FII cai na bolsa; veja o que entra no portfólio
24 de setembro de 2026 - 13:02O OUTRO LADO DA MOEDA
R$ 4,50 ou R$ 5,80? O gatilho que vai definir o preço do dólar depois das eleições
23 de setembro de 2026 - 18:33RADAR DE FIIS
Fundo imobiliário leva calote de inquilino em recuperação judicial; entenda o impacto no bolso dos cotistas
23 de setembro de 2026 - 13:01SD ENTREVISTA
Tubarões saem e varejo entra: sinal de alerta para os FIIs? LAREAL revela o que os institucionais estão vendo
23 de setembro de 2026 - 6:01AS MAIS SAUDÁVEIS
Dasa (DASA3) é compra para o UBS BB, mas banco revela outras 2 favoritas — uma delas para dividendos
22 de setembro de 2026 - 19:50EM DESACELERAÇÃO
FIIs de shoppings sob pressão: é hora de separar o joio do trigo — e o BTG Pactual já escolheu os ativos favoritos
21 de setembro de 2026 - 20:01EM ESPERA...
Nubank, BTG Pactual e Banco do Brasil: os gringos já escolheram onde investir, agora só falta o gatilho certo para apertar compra
21 de setembro de 2026 - 17:19DIRETO PELA B3
IA, Ibovespa e até farmacêuticas gringas: Itaú BBA diz como investir em 800 ações com retorno de 23% ao ano sem dor de cabeça
18 de setembro de 2026 - 19:20EM TOM DE CAUTELA
Lula turbina Bolsa Família em 15% e faz o Ibovespa perder 3 mil pontos. Por que o mercado torceu o nariz?
17 de setembro de 2026 - 13:00DEU RUIM
Ação da Marcopolo (POMO4) despenca 26% no ano e XP rebaixou para neutra; mas há 2 fatores que podem impulsionar a ação
17 de setembro de 2026 - 12:46ONDE APOSTAR NA BOLSA
Lula ou Flávio? Você não deve esperar as eleições para se posicionar nestas ações, segundo a Kinea
17 de setembro de 2026 - 9:01VISÃO DO GESTOR
Multimercados não morreram, mas o jogo mudou: XP Asset aposta em nova estratégia e até mudança nas taxas para voltar a dar retorno
17 de setembro de 2026 - 6:14FECHAMENTO DOS MERCADOS
Os 30 minutos que selaram o destino da bolsa em Nova York — e do Ibovespa — após a alta dos juros nos EUA
16 de setembro de 2026 - 17:15CONSOLIDAÇÃO DA CARTEIRA
Fundo imobiliário que rende IPCA+ 10%? Patria quer unir FIIs e criar gigante de crédito de R$ 4,5 bilhões
16 de setembro de 2026 - 13:01LATAM RETAIL SHOW 2026
FIIs são o ‘match perfeito’ para o setor de shopping centers, segundo gestores; saiba onde estão as melhores oportunidades
15 de setembro de 2026 - 21:19ESTRATÉGIA DOS ESTRANGEIROS
Os gringos estão de olho no Ibovespa, mas as eleições assustam; veja o que diz pesquisa com gestores que reúnem US$ 90 bi
15 de setembro de 2026 - 18:45RECOMENDAÇÃO DE COMPRA
Cyrela (CYRE3), Porto (PSSA3) e RD Saúde (RADL3): o que elas têm em comum e como podem saltar até 55%?
15 de setembro de 2026 - 16:40EM BUSCA DA ESTABILIDADE
Da Petrobras (PETR4) ao BTG (BPAC11) e Embraer (EMBJ3): as ações que o Citi escolheu para enfrentar a montanha-russa das eleições
15 de setembro de 2026 - 11:17INVESTIMENTO ESG