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Investidores não conseguiram acordar do pesadelo da inflação. Com o Fed à espreita, temor de recessão voltou a tomar conta do mercado nesta sexta-feira 10
Um, dois, Freddy está vindo para você! Às 9h30 desta sexta-feira (10, não 13) foi a hora do pesadelo de Wall Street. Neste momento, dados do mês de maio mostraram que a inflação segue com as garras afiadas, assustando o S&P 500 e os investidores de todo mundo.
E não é para menos. Os gringos viram o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA acelerar para 1% em maio, de 0,3% em abril. Em base anual, o CPI subiu 8,6%, com os preços da gasolina atingindo um recorde e o custo dos serviços avançando ainda mais.
O chamado núcleo do índice, que exclui preços mais voláteis de alimentos e energia, teve alta de 6% em termos anuais — comparações que vieram acima das projeções dos analistas.
Quando Wall Street achou que ia acordar do pesadelo com o maior índice de preços ao consumidor desde 1981, ouviu novamente: um, dois, Freddy está vindo para você!
Outro indicador transformou a sexta-feira 10 em sexta-feira 13 — quase num remake do filme Freddy vs. Jason, de 2003.
A leitura preliminar de junho do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan ficou bem abaixo das expectativas, caindo para 50,2 pontos, uma mínima histórica.
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Confira a variação e a pontuação dos três principais índices de ações dos EUA no fechamento:
Com essa performance, Wall Street caminhou para mais uma semana de perdas. Entrando na sexta-feira (10, sempre bom lembrar), o Dow Jones registrou a 10ª semana de queda das últimas 11, com baixa de cerca de 4,8%.
Já o S&P 500 e o Nasdaq caíram 5,05% e 5,60%, respectivamente, na nona semana de perdas em 10.
Se, por um lado, o combo de dados de hoje não deixa a desejar para nenhum fã de filmes de terror, de outro, acabou despertando novas preocupações sobre uma possível recessão da economia dos EUA.
O Federal Reserve (Fed) já avisou inúmeras vezes aos mercados que não poupará esforços para acordar do pesadelo da inflação.
Para isso, o banco central norte-americano está disposto a elevar a taxa de juros o quanto for preciso. Até o momento, o Fed já telegrafou mais duas elevações de 0,50 ponto percentual (pp).
Mas, com os dados de hoje, os investidores voltam a especular sobre aumentos de 0,75 pp — o que pode lançar a economia dos EUA em recessão.
Por isso, os olhos do mundo estarão voltados para a decisão de política monetária do Fed da próxima quarta-feira (15) e, principalmente, para as declarações do presidente Jerome Powell, na coletiva marcada para às 15h30 do mesmo dia.
A inflação não é um pesadelo exclusivo do S&P 500, do Dow Jones ou do Nasdaq. As bolsas europeias também foram assombradas pela alta desenfreada de preços e seus efeitos.
Na quinta-feira (9), o Banco Central Europeu (BCE) confirmou a intenção de aumentar as taxas de juros em 0,25 pp na reunião de julho — com um novo aumento esperado em setembro, cuja escala será determinada pelas perspectivas de inflação de médio prazo.
As ações europeias caíram acentuadamente ontem, horas após a decisão e a entrevista coletiva da presidente do BCE, Christine Lagarde, e continuaram a cair hoje, antes que os dados de inflação dos EUA agravassem as perdas.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em queda de 2,7%, com os bancos recuando 4,9% para liderar as perdas.
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
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