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Os investidores permanecem atentos aos balanços do dia, enquanto o exterior espera pelos dados de inflação dos EUA de amanhã
O aperto monetário do Banco Central pesou no mercado doméstico no pregão da última terça-feira (08), depois da divulgação da ata da última reunião do Copom que elevou a Selic para o patamar de 10,75%. Um parágrafo específico tratando do futuro da economia local limitou os ganhos da bolsa — e essa certa “indigestão” pode chegar até esta quarta-feira (09).
Na sessão de ontem, o Ibovespa encerrou o dia em leve alta de 0,21%, a 112.234 pontos, puxado principalmente pelo forte desempenho de Nova York. Já o dólar à vista encerrou o dia longe das máximas, mas ainda assim com um avanço de 0,11%, a R$ 5,2606.
Os temores do Banco Central de que a inflação ultrapasse ainda mais o teto da meta deste ano podem ser confirmados hoje com a divulgação do IPCA de janeiro. Somado a isso, o risco gerado pela PEC dos combustíveis ainda permanece no radar do investidor local.
Lá fora, as bolsas operam em tom positivo, de olho nos balanços do dia e à espera dos dados de inflação nos Estados Unidos, medido pelo CPI, na próxima quinta-feira (10).
Saiba o que movimenta os mercados hoje:
O principal dado desta quarta-feira é sem dúvidas o IPCA de janeiro, divulgado pelo IBGE. De acordo com a mediana das projeções dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, a inflação oficial para o primeiro mês de 2022 deve acelerar 0,55% e, na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta deve ser de 10,39%.
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Dessa forma, os investidores podem se preparar para uma reação do Banco Central contra a alta dos preços. Em outras palavras, os juros podem subir com mais intensidade do que o comunicado de ontem (08) da ata do Copom.
A publicação destacou que o risco fiscal, com a PEC dos combustíveis e outros fatores que ameaçam as contas públicas, é um fator que pesa na decisão do BC.
Da mesma maneira que a autoridade monetária sinalizou que a alta dos juros pode diminuir nas próximas reuniões, o BC não descarta manter a magnitude de 150 pontos-base de aumento da Selic.
O dia cheio para o investidor local ainda conta com dados do varejo de dezembro e do acumulado de 2021.
Ainda segundo a mediana das projeções do Broadcast, o varejo deve recuar 0,5% na passagem de novembro para dezembro de 2021 e recuar 3,2% no ano. Em relação a 2020, o varejo restrito deve avançar 1,5%.
Já o varejo ampliado deve crescer 0,7% em dezembro e acumular queda de 2,0% no ano, mas subir 4,6% na comparação com 2020.
Por último, os balanços do dia incluem Klabin e Suzano, antes da abertura do mercado por aqui. Você pode conferir a agenda completa dos resultados clicando aqui.
Na última terça-feira, o balanço do Bradesco (BBDC4) surpreendeu os investidores com boas notícias.
Além do lucro recorde de R$ 26,2 bilhões, o banco anunciou bonificação em ações e dividendos. A data para a bonificação será definida após a homologação do processo pelo Banco Central.
A última reunião do presidente da França, Emmanuel Macron, com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, parece ter adiado o início de um conflito armado na fronteira com a Ucrânia. Contudo, a Rússia não mudou seu posicionamento sobre o país vizinho, o que não acabou com as tensões na região.
Com isso, durante a madrugada no Brasil, a costa da Ucrânia voltada para o Mar Negro recebeu uma visita inesperada de seis navios de guerra russos — que, a princípio, estavam apenas fazendo exercícios militares.
A Rússia nega quaisquer intenções de invadir a Ucrânia, mas mantém sua posição firme e contrária à entrada do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Sem maiores indicadores para o dia, o foco dos investidores fica nas falas dos representantes do Federal Reserve de hoje. Além disso, a divulgação dos estoques de petróleo dos EUA também permanece no radar.
Por último, os investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos, medidos pelo índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês), que devem ser lançados amanhã.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira em alta após a forte recuperação de Wall Street.
De maneira semelhante, o apetite de risco voltou às mesas de operações na Europa, que também avançam pela manhã.
Por fim, os futuros de Nova York apontam para uma abertura em alta, antes dos balanços do dia, com destaque especial para o Walt Disney.
Antes da abertura:
Após o fechamento:
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
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O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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