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Além dos balanços, a semana também ficou marcada pela a aversão ao risco global provocada pelo discurso do presidente do Federal Reserve
A temporada de balanços é sempre um momento delicado para empresas e investidores. Se por um lado os resultados fortes podem impulsionar as ações das companhias, números fracos e abaixo das expectativas costumam fazer com que os papéis anotem quedas bruscas.
E foram justamente os balanços do primeiro trimestre um dos critérios mais importantes para definir o ranking de maioras altas e baixas do Ibovespa nesta semana.
A Ecorodovias (ECOR3), que reportou uma queda de mais de 81% no lucro líquido, dominou a ponta negativa. Já a Petrobras (PETR4), cujo resultado financeiro saltou 38 vezes, anotou a maior alta. Veja quem mais avançou forte no período:
| TICKER | EMPRESA | VARIAÇÃO |
| PETR4 | Petrobras PN | +9,18% |
| ALPA4 | Alpargatas PN | +8,32% |
| KLBN11 | Klabin unit | +7,86% |
| PETR3 | Petrobras ON | +6,73% |
| SUZB3 | Suzano ON | +5,62% |
No outro lado da moeda, além dos balanços, pesou também a aversão ao risco global provocada pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Vale lembrar que o cenário de alta de juros nos Estados Unidos e aqui no Brasil afeta especialmente as empresas de tecnologia. Confira as maiores quedas da semana:
| TICKER | EMPRESA | VARIAÇÃO |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | -14,91% |
| TOTS3 | Totvs ON | -14,76% |
| MRFG3 | Marfrig ON | -14,45% |
| BIDI11 | Banco Inter unit | -14,24% |
| CSAN3 | Cosan ON | -13,14%. |
As ações da Ecorodovias (ECOR3), que ganhou o título menos cobiçada da B3 e foi a maior queda da semana, foram prejudicadas pelo balanço da companhia, divulgado na última quinta-feira (5).
O lucro líquido recorrente da empresa recuou 81,22%, em relação ao primeiro trimestre do passado, e ficou em R$ 16,9 milhões. A queda do Ebtida (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi menos brusca: 17,3%, com R$ 4758 milhões.
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Segundo a Ecorodovias, boa parte da culpa pela performance negativa pode ser atribuída ao encerramento dos contratos de concessão de algumas rodovias e do resultado financeiro.
Também não agradou o mercado o crescimento de 17,3% na dívida líquida, que chegou a R$ 8,1 bilhões entre janeiro e março deste ano.
Já os acionistas da Petrobras (PETR4) não têm do que reclamar quando se trata dos resultados da petroleira no primeiro trimestre.
Com o bom momento das cotações do petróleo no mercado internacional, o lucro líquido da estatal alcançou R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre, resultado 38 vezes maior do que o obtido no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o trimestre anterior, a alta é de 41,4%.
O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) cresceu 58,8% em relação ao primeiro trimestre de 2021, para R$ 77,7 bilhões.
Aliada a um novo recuo do endividamento bruto - que caiu para US$ 58,5 bilhões no período -, a fartura financeira também implicou em um generoso pagamento de dividendos aos acionistas. A Petrobras irá distribuir R$ 48,5 bilhões, o equivalente a R$ 3,715490 por ação ordinária e preferencial.
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