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Aumentando a aposta

Coinbase vai investir parte do seu caixa e lucro em criptomoedas; saiba o que os analistas da ação acharam disso

Aumento da exposição a criptomoedas aumenta o risco, mas também mostra compromisso da exchange com o negócio

Logo da exchange Coinbase em tela de celular ao lado do símbolo do bitcoin

A corretora de criptomoedas Coinbase (COIN) anunciou, na última quinta-feira (19) a intenção de expor ainda mais o seu negócio à flutuação dos criptoativos. A exchange, cujos BDRs (recibos de ações) começam a ser negociados na bolsa brasileira nesta segunda-feira (23), decidiu comprar US$ 500 milhões em criptomoedas e passar a investir 10% do seu lucro líquido trimestral em ativos digitais.

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A companhia não será a primeira a adicionar criptomoedas ao seu balanço. No início deste ano, a Tesla, montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk, alocou US$ 1,5 bilhão do seu caixa em bitcoin, a fim de diversificar as reservas da empresa; e a Square, empresa de serviços financeiros e pagamentos do CEO do Twitter, Jack Dorsey, que já possuía bitcoins entre seus ativos desde 2020, investiu mais US$ 170 milhões na criptomoeda.

Mas, diferentemente da Tesla e da Square, a Coinbase já tem o seu negócio bastante exposto ao mercado de criptomoedas. Afinal, trata-se de uma exchange, cujas receitas dependem do aquecimento do mercado cripto, das transações dos clientes e dos próprios preços dos ativos digitais.

Veja no vídeo a seguir por que o bitcoin tem tudo para se valorizar e aproveite para se inscrever no nosso canal de YouTube.

Coinbase mostra compromisso com criptomoedas

Assim, essa alta exposição a criptomoedas é positiva ou negativa para a empresa? Segundo analistas que cobrem Coinbase ouvidos pelo site Business Insider, a adição de criptomoedas ao balanço da corretora é um bom sinal, pois mostra o compromisso da companhia com o mercado cripto.

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Na opinião do analista Dan Dolev, do banco Mizuho, para uma empresa que tem os criptoativos com ponto central do seu negócio, a Coinbase ainda opera muito com moeda "fiat", isto é, o dinheiro tradicional.

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Ele acha inclusive que seria interessante que a Coinbase passasse a cobrar suas taxas de transação em criptomoedas, e não em dólares, como faz atualmente. "Isso sinalizaria ainda mais compromisso", disse Dolev ao BI.

Aumento do risco

Por outro lado, o aumento da exposição a criptoativos também adiciona uma camada extra de risco à ação da Coinbase, cujo preço já está bastante atrelado ao desempenho do bitcoin e seus volumes de negociação.

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Para Chris Brendler, analista do banco D.A. Davidson, é "um pouco assustador" colocar dinheiro em uma das "matérias-primas" às quais seu negócio já está bastante exposto.

Um ponto que ajuda a amenizar o risco é o fato de que a Coinbase tem US$ 4 bilhões em caixa (em dólares mesmo), como colchão de segurança caso o mercado cripto venha a atravessar um período de baixa ou a ter problemas regulatórios que possam derrubar os preços.

A Coinbase realizou seu IPO (oferta inicial pública de ações, na sigla em inglês) em abril deste ano, e seus papéis chegaram a disparar 70% na estreia. Mas desde então, as ações acumulam queda de cerca de 20%.

Avaliada hoje em aproximadamente US$ 55 bilhões (R$ 297 bilhões), a Coinbase terá seus papéis negociados na B3 a partir desta segunda, sob o código C2OI34. Os BDRs serão lastreados nas ações que a companhia negocia na Nasdaq, a bolsa de empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

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*Com informações do Business Insider.

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