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No acumulado de 2020, porém, vendas no varejo subiram 1,2%, quarto ano consecutivo de expansão, segundo IBGE

As vendas no varejo caíram 6,1% em dezembro com relação a novembro de 2020. É a maior queda para o mês desde o início da série histórica, em 2000, segundo informou o IBGE nesta quarta-feira (10).
A mediana das estimativas dos economistas, coletadas pelo Projeções Broadcast, indicavam um recuo de 3,20% das vendas.
No acumulado do ano, porém, o varejo fechou com uma alta de 1,2% das vendas, quarto ano seguido de avanço.
O ano do varejo foi marcado por turbulência. Em março e abril, o consumo teve uma forte queda, enquanto em outubro e novembro, a retomada foi mais forte.
O auxílio emergencial, por exemplo, foi um dos fatores que manteve o consumo das famílias mais estável durante o ano de 2020. O gerente da PMC, Cristiano Santos, explica como a pandemia afetou o consumo das famílias.
“Os resultados da pesquisa costumam ter variações menores, mas com a pandemia, houve uma mudança deste cenário, já que tivemos dois meses (março e abril) de quedas muito grandes”, afirma.
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Além disso, a inflação e o consumo de alimentos são fatores que influenciam diretamente no varejo. O comércio nos mercados e hipermercados corresponde a quase metade do resultado total do índice. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) mostrou que o grupo Alimentação e Bebidas avançou 1,53% em janeiro.
Todas as dez atividades do comércio varejista ampliado fecharam dezembro com queda em relação a novembro.
Artigos de uso pessoal e doméstico caíram 13,8%, enquanto tecidos, vestuário e calçados recuou 13,3%.
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,8%), móveis e eletrodomésticos (-3,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%), além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,5%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) completam o comércio varejista restrito.
No varejo ampliado, a queda em veículos, motos, partes e peças foi de 2,8% enquanto em material de construção, o recuo foi de 1,8%.
O cenário é diferente no acumulado anual de 2020. Cinco setores tiveram alta: material de Construção (10,8%), móveis e eletrodomésticos (10,6%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%).
Por outro lado, livros, jornais, revistas e papelaria (-30,6%), tecidos, vestuário e calçados (-22,7%), automóveis, Motos, Partes e Peças (-13,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-16,2%) e combustíveis e lubrificantes (-9,7%) fecharam o ano em queda.
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