Cenas lamentáveis
Tudo ia bem no mercado de ações brasileiro na tarde desta quarta-feira em que o Ibovespa bateu um novo recorde intradiário, indo aos 120.924 pontos na máxima. Parecia que hoje seria o dia em que o principal índice da B3 marcaria um novo recorde histórico de fechamento. Mas lá para o fim da tarde, uma […]

Tudo ia bem no mercado de ações brasileiro na tarde desta quarta-feira em que o Ibovespa bateu um novo recorde intradiário, indo aos 120.924 pontos na máxima. Parecia que hoje seria o dia em que o principal índice da B3 marcaria um novo recorde histórico de fechamento.
Mas lá para o fim da tarde, uma notícia vinda dos Estados Unidos melou a nossa festa por aqui. E não estou falando das eleições para o Senado, que os investidores já vinham acompanhando nos últimos dias.
[captacao]
Após Donald Trump rejeitar mais uma vez o resultado das eleições e insuflar manifestações, apoiadores do presidente americano começaram a protestar em frente ao Capitólio, prédio onde funciona o Congresso.
Naquele momento, ocorria no local a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral, que deram a vitória ao democrata Joe Biden em novembro. O rito foi interrompido quando os manifestantes invadiram o Capitólio, provocando tumulto e obrigando os congressistas a procurarem abrigo.
A partir daí, foi uma sucessão de "cenas lamentáveis" - como diria, cadenciadamente, um jornalista amigo meu: vandalismo, gás lacrimogêneo e até uma pessoa baleada dentro do prédio do Congresso americano. Coisa digna de uma república de bananas, mas na maior democracia do planeta.
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A incerteza trazida por este acontecimento de tamanha força simbólica levou as bolsas americanas a aparar os ganhos e o Ibovespa a virar para o negativo, enquanto o dólar subiu até o patamar de R$ 5,30.
O Felipe Saturnino, que acompanhou as negociações ao longo de todo o dia, conta a história dos mercados nesta quarta-feira intensa nesta matéria.
MERCADOS
• Eles voltaram, agora para ficar? Os investimentos estrangeiros retornaram à bolsa e somaram R$ 56 bilhões no último trimestre de 2020. Mesmo assim, o saldo do ano foi negativo. Saiba mais sobre as expectativas para o fluxo de dinheiro gringo.
• A XP acredita que existe muito espaço para a JHSF expandir as suas atividades e, com isso, recomendou a compra das ações da incorporadora. O Ivan Ryngelblum explica os motivos do otimismo dos analistas da corretora nesta matéria.
• E falando em previsões da XP, a corretora elevou o preço-alvo das ações da Petrobras em razão do corte da produção de petróleo anunciado pela Arábia Saudita, o que resultaria num potencial de retorno de 16,5% para os papéis.
EMPRESAS
• A companhia de gestão ambiental Ambipar adquiriu 100% da americana Custom Environmental Services (CES), especializada no atendimento a emergências ambientais. Saiba mais sobre a CES e a transação nesta matéria.
• A Gol manteve seu ritmo de recuperação em dezembro, mas a melhora no seu desempenho operacional no segundo semestre não foi suficiente para reverter o impacto da pandemia na companhia em 2020. O Ivan Ryngelblum traz os dados divulgados pela empresa aqui.
• Uma das principais gestoras de ativos do país e da América Latina, com forte atuação em private equity, infraestrutura e mercado imobiliário, o Pátria vai abrir capital nos Estados Unidos e pode chegar à Nasdaq valendo cerca de US$ 1,6 bilhão, de acordo com a BTG Pactual.
ECONOMIA
• O fluxo cambial total do ano de 2020 ficou negativo em US$ 27,923 bilhões, informou o Banco Central. A saída de recursos pela via financeira, que inclui investimentos, foi o que mais pesou no resultado. Veja os números.
COLUNISTAS
• Nosso colunista Felipe Miranda transformou em tradição o seu texto das dez surpresas para o ano. Depois de ver sete dos dez eventos que considerava prováveis em 2020 se concretizarem, mesmo com tudo que rolou no ano passado, o Felipe traz hoje o que ele considera as dez surpresas para 2021. Recomendo a leitura!
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