Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

Os humilhados serão exaltados! Foi essa frase que me veio à cabeça nesta semana, ao ver Petrobras e Prio entre as maiores altas da Bolsa, enquanto a maioria dos ativos apresentou desempenho sofrível.
Para quem tem memória curta, o mercado estava muito pessimista com o petróleo até o início deste ano.
Apenas para citar um exemplo, o Goldman Sachs, um dos bancos de investimentos mais respeitados do mundo, projetava petróleo abaixo de US$ 55 no segundo semestre de 2025, por conta de receios com sobreoferta.
Nesta semana, o mesmo Goldman já começou a falar em petróleo acima de US$ 100 o barril. É verdade que a situação mudou drasticamente, e que quando a situação muda, você também precisa mudar.
O meu ponto é que, quem confiou cegamente no discurso de petróleo despencando muito provavelmente foi induzido a vender teses que, além de distribuir bons dividendos, ainda serviam como proteção para eventuais conflitos geopolíticos.
Baratas demais, mesmo sem a ajuda do petróleo
“Ah, Ruy, muito fácil falar depois que já aconteceu, né?”. Sim, isso é verdade, mas a Empiricus recomenda Prio e Petrobras há bastante tempo, e elas inclusive estão nas carteiras mensais — Top Picks e Dividendos.
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Mas o mais importante é entender o motivo de elas estarem lá. Elas não estão lá porque sabíamos que aconteceria uma guerra, ou porque temos uma bola de cristal que nos apontava o barril de petróleo voltando aos US$ 80.
Petrobras e Prio estavam lá porque eram empresas boas, com bons fundamentos e que estavam negociando por preços muito descontados, justamente porque o mercado estava exageradamente pessimista com os preços de petróleo.
Com o petróleo perto dos US$ 60, próximo ao custo marginal de muitos produtores e um Donald Trump bastante ativo no contexto geopolítico, Petrobras e Prio pareciam baratas demais negociando por 3-3,5x Ebitda.
Petrobras, além dos dividendos de aproximadamente dois dígitos, vem em um momento operacional forte, com produção recorde e ainda conta com possíveis gatilhos positivos das eleições.
Prio tem mostrado excelência operacional ao longo dos últimos anos, e ainda conta com um forte crescimento de produção em 2026, com a recente licença para produzir em Wahoo.
Claro que o petróleo ajuda, mas nenhuma das teses realmente precisava disso para vingar.
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Ainda dá tempo
Olhando para a frente, seguimos construtivos com ambas. Para dividendos, preferimos a Petrobras, que com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10% (e ainda pode surfar um possível rali eleitoral).
A Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth) do que de proventos, mas a combinação de Wahoo e petróleo em alta podem destravar dividendos para seus acionistas ainda neste ano.
Se você ainda não tem seu hedge geopolítico, não é tarde demais para comprá-las.
Um abraço e até a próxima,
Ruy
PLANO A
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