Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

Alce, onça-pintada e águia. A Copa do Mundo de 2026, sediada em três países, também tem três mascotes, cada uma delas representando um dos principais biomas de cada nação.
O campeonato é um ótimo momento para donos de negócios aumentarem o seu faturamento. Bares e restaurantes ganham com a torcida durante os jogos, manicures podem fazer designs temáticos, lojas de roupas e acessórios também registram um aumento na demanda.
Embora Maple, o alce canadense, Zayu, a onça-pintada mexicana, e Clutch, a águia norte-americana, sejam extremamente simpáticos, os empreendedores devem ter cuidado.
Usar as figuras das mascotes em produtos, por exemplo, é uma das proibições da Federação Internacional de Futebol (Fifa) — entidade máxima do futebol mundial e organizadora da Copa.
A repórter Giovanna Figueredo conta como o empreendedor pode aproveitar a celebração para garantir uma receita maior, mas sem levar uma mordida de onça ou bicada de águia da Fifa. Confira nesta matéria aqui.
O quebra-cabeça da guerra ganha novas peças
O mundo continua de olho na guerra no Irã. A alta no preço do petróleo é uma das principais consequências para a economia, além de outros efeitos destrutivos, mas não é a única.
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O país é um dos grandes produtores de ureia e amônia, matérias-primas essenciais para a produção de fertilizantes. A produtividade agrícola também pode ser impactada, dependendo da duração do conflito, o que levaria a uma alta nos preços dos alimentos.
Se a inflação global acelerar, as decisões sobre a política monetária de bancos centrais, como o Fed e o BC brasileiro, também serão afetadas.
O colunista do Seu Dinheiro Matheus Spiess explica como cada uma dessas peças se encaixa no quebra-cabeças global nesta coluna aqui.
Esquenta dos mercados
Depois de dias dominados pela tensão no Oriente Médio, os mercados globais tentam virar a página nesta terça-feira (10), com a expectativa de que a guerra na região possa estar se aproximando de um desfecho.
O gatilho veio de Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no fim da tarde de ontem que a ofensiva militar contra o Irã pode terminar “em breve”.
A fala do republicano foi suficiente para reduzir parte da aversão ao risco que vinha pressionando as bolsas. Depois de chegar a encostar nos US$ 120 por barril, o petróleo recuou com força e voltou a negociar na casa dos US$ 90 nesta manhã.
O movimento ajuda a aliviar temores de inflação global mais persistente e de juros elevados por mais tempo. O dólar também estende as perdas da sessão anterior frente a outras moedas fortes.
Apesar do respiro, o cenário segue delicado. Trump voltou a ameaçar o Irã, afirmando que os EUA poderiam reagir com “vinte vezes mais força” caso o país tente interromper novamente o fluxo pelo Estreito de Ormuz.
Do lado iraniano, o tom também continua duro. Autoridades de Teerã disseram que o próprio Irã determinará quando o conflito terminará. Durante a madrugada, o país lançou drones em direção à Arábia Saudita e ao Kuwait.
Mesmo assim, os investidores parecem dispostos a testar um pouco mais de otimismo nesta manhã. Depois de um pregão marcado por perdas generalizadas, as bolsas asiáticas conseguiram recuperar parte do terreno e fecharam em alta nesta terça-feira.
Na Europa, os principais índices também avançam forte, enquanto os futuros de Wall Street apontam para ganhos mais tímidos, indicando continuidade da leve recuperação vista ontem.
No Brasil, a agenda do dia é esvaziada. Sem indicadores relevantes no radar, o mercado deve continuar acompanhando de perto os próximos capítulos da crise geopolítica.
Se a trégua no petróleo se confirmar, o alívio também pode ter reflexos por aqui. Um cenário de energia mais barata ajudaria a conter pressões inflacionárias e poderia reabrir espaço para cortes maiores da Selic nas próximas decisões do Banco Central.
No campo corporativo, o destaque fica para os resultados de Prio (PRIO3), Cury (CURY3) e Allos (ALOS3), que divulgam balanços após o fechamento do mercado.
Na madrugada, a Cosan (CSAN3) revelou um prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões no quarto trimestre de 2025. Segundo a holding, as perdas foram pressionadas por uma conta bilionária na subsidiária Raízen (RAIZ4), a subsidiária em crise do grupo de Rubens Ometto.
Outros destaques do Seu Dinheiro
EFEITO DA GUERRA
Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina. Alta recente da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil. Veja o que dizem os analistas.
QUERIDINHO DOS ANALISTAS
Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra. Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas. Descubra qual é a ação.
ESCUDO DOS INVESTIMENTOS
Como proteger sua carteira da guerra: Bank of America aponta as trincheiras da bolsa e as ações que sobrevivem ao Irã e aos EUA. BofA analisa o impacto do conflito no Oriente Médio e aponta quais empresas brasileiras oferecem o melhor colchão contra a aceleração da inflação e a alta dos juros.
NOVA PREFERIDA
Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior. Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente.
BALANÇO 4T25
Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões. Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida
O CÉU É O LIMITE
Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022? Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar.
EM BUSCA DE ABRIGO
Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras? Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito.
CRIPTOMOEDAS
Por que o último bitcoin (BTC) só deve ser minerado daqui a 114 anos? A estimativa é que o último bitcoin seja minerado apenas por volta de 2140.
O INGREDIENTE TÓXICO
Após a polêmica do Noma, a alta gastronomia revisita seus fantasmas. Denúncias de abuso em uma das cozinhas mais prestigiadas do mundo lança holofotes sobre uma cultura tóxica de um passado não tão distante da alta gastronomia.
ESTRATÉGIA DO GESTOR
Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte. Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI.
AO LADO DA PRIO
O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros. Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação.
MADE IN BRAZIL
O novo celular da Apple, o iPhone 17e, é “made in Brazil” e está disponível para pré-venda. O iPhone 17e já pode ser adquirido e está sendo produzido no interior de São Paulo.
REAÇÃO AOS RESULTADOS
O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre? Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas.
SOB PRESSÃO
Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas. Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda.
METRÔ AQUÁTICO
Projeto da Prefeitura de São Paulo pode começar a transformar a capital paulista em uma Amsterdã. Projeto de transporte hidroviário deverá conectar represas da zona sul de São Paulo aos rios Pinheiros e Tietê.
EXPANSÃO
Abertura de pequenos negócios de cuidadores de idosos cresceu 74% em cinco anos; veja 4 pontos de atenção para empreender no setor. Foram 57,2 mil novos CNPJs em 2025, segundo levantamento do Sebrae. Dados do IBGE mostram que população com mais de 65 anos cresceu 57% em doze anos.
CONVERSAS AVANÇADAS
A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal. A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.
REESTRUTURAÇÃO
Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos. O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos.
VALE A PENA?
Safra boa significa vinho melhor? Especialistas explicam o que observar além do ano no rótulo. Entenda como o clima, a região e o estilo de produção influenciam a taça – e quando o ano no rótulo deve pesar, ou não, na escolha.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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