Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

Imagem: iStock/Racide

No fim de semana, Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra alvos estratégicos no Irã, incluindo instalações militares e nucleares, em uma ofensiva voltada a enfraquecer de forma estrutural a capacidade militar do regime iraniano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo comunicados oficiais, lideranças centrais foram neutralizadas — entre elas o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei —, além de integrantes do alto comando militar.

Com isso, abre-se a possibilidade de uma mudança de regime no país, em um choque geopolítico de grande magnitude, mas ainda sem um roteiro claro sobre como se daria a transição e quais seriam seus desdobramentos.

A resposta de Teerã veio de imediato, com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas no Golfo e alvos em Israel, elevando de forma relevante a temperatura do conflito e ampliando o risco de escalada regional.

O episódio também provocou o fechamento temporário de espaços aéreos no Oriente Médio, interrupções em rotas comerciais sensíveis e uma deterioração perceptível do apetite a risco no mundo, enquanto lideranças internacionais passaram a pedir contenção diante da possibilidade de um confronto mais amplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, o Irã passou a tratar o embate como uma ameaça existencial, intensificando retaliações e reforçando o temor de efeitos diretos sobre o fornecimento global de petróleo, um mercado que já vinha, por si só, acumulando alta relevante ao longo do ano.

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Mudança na CVM afeta agenda ESG, a verdade sobre IA e o que mais afeta o mercado hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os contrastes nas eleições colombianas, o doce bar secreto em SP e as novas tarifas de Trump

Fonte: Bloomberg

O preço político da guerra contra o Irã

Donald Trump afirmou que a ofensiva pode se estender por até quatro semanas e que será mantida até que os objetivos estratégicos (incluindo um novo acordo nuclear) sejam alcançados. Ao mesmo tempo, enfrenta críticas internas pela ausência de um plano claro para o período posterior ao conflito.

Ao autorizar a operação, o presidente norte-americano consolida uma inflexão relevante em relação ao discurso “America First” (“América Primeiro”) que marcou sua campanha, tradicionalmente associado a menor disposição para intervenções no exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em seu segundo mandato, contudo, Trump tem adotado postura mais intervencionista na política internacional, acumulando ações externas e tensionando relações com aliados históricos.

Do ponto de vista político, o conflito representa mais riscos do que benefícios: guerras contemporâneas tendem a gerar um efeito “rally-around-the-flag” mais limitado e, portanto, não necessariamente se traduzem em popularidade.

O efeito do conflito nos mercados

Para os mercados, a distinção central continua sendo o impacto efetivo e persistente sobre a oferta de petróleo.

Choques geopolíticos rapidamente contidos costumam provocar volatilidade temporária e, muitas vezes, acabam criando oportunidades de entrada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já interrupções prolongadas no suprimento, como ocorreu após a Guerra do Yom Kippur, em 1973, alteram de forma mais duradoura o quadro de inflação, crescimento e política monetária.

Neste momento, o Brent chegou a se aproximar de US$ 80, e algumas estimativas apontam para níveis próximos de US$ 100 caso haja interrupção prolongada no Estreito de Ormuz.

A Opep+ anunciou aumento de produção, mas o efeito é limitado diante do risco logístico atual: a questão não é apenas a disponibilidade de barris, mas a capacidade de transportá-los com segurança para os diferentes cantos do mundo.

O ponto nevrálgico é justamente Ormuz. Cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo (aproximadamente 15 milhões de barris por dia) atravessam essa rota estratégica entre o Irã e os países do Golfo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após ataques a navios e instalações energéticas, o tráfego marítimo na região caiu de forma acentuada, com relatos de redução próxima de 70%, à medida que petroleiros evitam a travessia diante do encarecimento ou da retirada da cobertura de seguros contra risco de guerra.

Ainda que não haja, até o momento, confirmação inequívoca de um bloqueio formal e duradouro, a paralisação prática já adiciona ao barril um relevante “prêmio de guerra”.

Em um cenário extremo de bloqueio total por período prolongado, o Brent poderia se aproximar de US$ 125; no extremo oposto, uma rápida estabilização política poderia devolvê-lo à faixa de US$ 60–65.

O cenário mais provável, contudo, parece intermediário: fluxo sob ameaça, prêmio de risco elevado e petróleo orbitando a região de US$ 75–85 enquanto persistirem as incertezas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte: Bloomberg

O "kit geopolítico" está de volta

Com isso, os ativos globais passaram por um período de volatilidade intensa, refletindo o aumento do risco de escalada do conflito no Oriente Médio.

A reação foi imediata: o petróleo avançou de forma relevante e, em paralelo, observou-se o movimento clássico de aversão ao risco, com fortalecimento do dólar e o ouro superando a marca de US$ 5.300 por onça.

Em momentos como este, os preços deixam de reagir apenas aos fatos consumados e passam a incorporar probabilidades — ponderando, de um lado, a hipótese de uma solução diplomática relativamente célere e, de outro, o risco de um conflito regional mais amplo, com potencial de desencadear uma crise energética de maior magnitude.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, volta a ganhar relevância a utilização de um tipo de “kit geopolítico” (ouro, petróleo e afins), estruturado para reforçar a parcela defensiva das carteiras.

Em termos objetivos, o ponto central para os mercados não é apenas a existência do conflito, mas a capacidade de afetar de maneira duradoura o fornecimento global de petróleo. Se a tensão arrefecer e o fluxo de energia for preservado, a tendência é que a volatilidade se mostre transitória.

Porém, caso ocorram interrupções prolongadas no Estreito de Ormuz, o choque pode se tornar mais abrangente, pressionando a inflação, dificultando o processo de queda de juros e impondo novos desafios aos mercados.

Diante desse grau de incerteza, é natural que investidores reforcem posições defensivas, como dólar e ouro, e que ativos ligados ao setor de energia ganhem protagonismo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ferrari Luce: faltou conselho? 30 de maio de 2026 - 9:01
Imagem gerada por inteligência artificial mostra cavalos de corrida saindo da bolsa de valores brasileira 29 de maio de 2026 - 8:46
Imagem mostra um avião passando por nuvens de tempestades e relâmpagos 28 de maio de 2026 - 8:34
Imagem gerada por IA traz o mapa mundi e a bandeira do Irã ao centro 27 de maio de 2026 - 20:00
Imagem gerada por inteligência artificial mostra um investidor apressado, correndo. Ao redor dele estão relógios, gráficos de ações, dinheiro, um cofrinho e outros investimentos 27 de maio de 2026 - 8:43
águia careca representando os estados unidos e globo em fragmentos - fim pax americana 26 de maio de 2026 - 8:55
guerra oriente médio investimento 26 de maio de 2026 - 7:26
Gráfico de ações, volatilidade 22 de maio de 2026 - 7:15
Imagem gerada por inteligência artificial com o desenho de um homem segurando um guarda chuva enquanto setas vermelhas apontam para ele, simbolizando o hedge dos investimentos 20 de maio de 2026 - 19:58

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Um hedge bom, barato e que está funcionando 

20 de maio de 2026 - 19:58
Imagem gerada por inteligência artificial mostra um homem de camisa azul misturando ouro e commodities em uma tigela. Há outros investimentos ao redor dele, e ele está em uma cozinha 20 de maio de 2026 - 8:45
Uma mesa de escritório antigo. Em cima há um computador de barriga e uma gelatinha com um grampeador dentro. 19 de maio de 2026 - 8:50
Fundo eleitoral eleições eleições municipais 19 de maio de 2026 - 7:22

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ruído político, curva de juros aberta e um mercado mais cauteloso

19 de maio de 2026 - 7:22
18 de maio de 2026 - 8:18
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar