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O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026
8:46 - atualizado às 8:47
Imagem: IA/ChatGPT

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas.

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O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer logo, mas não pelos motivos que você imagina.

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management, líder na América Latina do private bank suíço EFG, descreve no que os estrangeiros estão de olho.

Os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 das empresas abertas será lido com muita atenção por grandes fundos internacionais. As eleições presidenciais também podem ser a segunda janela de retirada de dinheiro gringo, mas não por conta da vitória de um ou de outro candidato.

Claro, a política de Donald Trump também tem é um dos gatilhos para mudar o fluxo internacional de capital.

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A editora Carolina Gama conversou com o gestor do banco, que tem mais de US$ 200 bilhões sob gestão, para entender a sua visão sobre o mercado local — e quais os pontos de atenção para o investidor pessoa física. Confira aqui.

Leia Também

Esquenta dos mercados

Não há outra maneira de começar o Esquenta de hoje sem falar dos ataques do final de semana. A semana inicia em tensão máxima no terceiro dia de conflito entre Irã e Estados Unidos após o início dos ataques no final de semana.

Na manhã desta segunda-feira (2), os contratos futuros de petróleo Brent, referência internacional de negociação, avançavam mais de 8%, com o barril rondando os US$ 80. Já o WTI, padrão nos EUA, também acelera na mesma magnitude, a cerca de US$ 72.

A commodity é uma das mais impactadas pelos embates na região — que culminaram na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, no poder há décadas. Em resposta ao ataque norte-americano em conjunto com Israel, Teerã fechou o estreito de Ormuz, por onde escoa mais de 20% do petróleo do mundo.

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Cálculos iniciais indicam que é altamente provável que o preço do petróleo suba a US$ 100 o barril, ou até mais, caso ocorram grandes interrupções por causa do fechamento do estreito ou impactos a campos petrolíferos sauditas. Se isso se concretizar, os efeitos para a economia global são severos. Confira nesta reportagem da editora do Seu Dinheiro, Carolina Gama.

Além disso, de acordo com a imprensa internacional, a refinaria estatal iraniana Saudi Aramco foi atingida por drones, causando um incêndio já contido e o fechamento de uma refinaria.

Na escalada do conflito, as agências internacionais também noticiaram que o exército israelense lançou ataques contra alvos do Hezbollah, aliado do Irã, no Líbano, em retaliação aos mísseis disparados pelo grupo.

Em Wall Street, a sangria está contratada: os índices futuros de Nova York caem forte nesta manhã. Na Europa, também há queda acentuada em todos os principais mercados.

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Na Ásia as bolsas fecharam no vermelho, com desataque para o Hang Seng, de Hong Kong, que terminou as negociações com recuo de 2,14%.

Por aqui, os ADRs da Petrobras negociados lá fora aceleram mais de 4%, se aproximando dos US$ 17. A petroleira está na lista de empresas favorecidas pelo movimento do petróleo, já que o avanço implica no aumento das receitas.

Os futuros do ouro, considerado um porto seguro em meio às incertezas globais, sobem mais de 3%, a US$ 5.406,5 a onça-troy. O Vix, conhecido como índice do medo e que mede a aversão a risco no mercado, salta quase 17% nesta manhã.

Mais destaques do Seu Dinheiro

TENSÃO GEOPOLÍTICA
Oriente Médio entra em nova escalada após ofensiva de EUA e Israel contra o Irã; governo iraniano retalia. Explosões em Teerã marcam mudança de patamar na crise geopolítica; Teerã reage e atinge alvos ligados a forças americanas na região.

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SOB TENSÃO
Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4). Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras.

ROTEIRO
Quatro vinícolas para conhecer na sua próxima viagem a Mendoza. Parada obrigatória de enófilos na Argentina, região também concentra alta diversidade de opções e produtores ousados, que variam as possibilidades do terroir mendocino; conheça quatro deles

NOVO PLAYER DE SAÚDE
Bradsaúde na bolsa: quem ganha, quem pode pular fora e o que muda para investidores de Bradesco (BBDC4) e Odontoprev (ODPV3). A reorganização cria uma gigante de até R$ 50 bilhões, mas impõe uma decisão clara aos minoritários: aceitar a diluição e apostar em escala ou aproveitar a porta de saída.

SEU DINHEIRO LIFESTYLE
Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro. Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual.

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CRIPTOMOEDAS
Bitcoin (BTC) em alerta: criptomoedas sentem o peso da guerra e tombam com ataques de EUA e Israel ao Irã. Escalada no Oriente Médio derruba os principais ativos digitais e coloca à prova a tese do “ouro digital” em meio à aversão global ao risco.

FUSÃO NO OFFSHORE
Nova gigante à vista? OceanPact (OPCT3) anuncia fusão com CBO e cria potência de serviços marinhos com R$ 13,6 bilhões em contratos. Negócio cria frota de 73 embarcações, muda o controle da companhia e consolida um novo peso-pesado no apoio offshore brasileiro.

PAGAMENTOS 2026
Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para março de 2026. Confira datas oficiais de pagamento dos benefícios sociais.

SOBE E DESCE
Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês. Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques.

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HORA DE REALIZAR?
Gerdau (GGBR4) já entregou tudo o que tinha para dar? Itaú BBA tira selo de compra — mas revela trunfo fora das contas. Após alta de quase 30% em seis meses, banco avalia que o valuation ficou mais justo — mas um catalisador pode mexer com a ação.

BARRIL DE PÓLVORA
Alerta global: guerra entre EUA e Irã acende o pavio do petróleo e da inflação no mundo. Por que o seu bolso e a Selic estão na linha de fogo? O investidor está de frente com um mundo mais perigoso; entenda quem ganha e quem perde e o que pode acontecer a partir de agora.

O MUNDO ESTÁ DE OLHO
A reação do Brasil e do mundo aos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã. China, Rússia, países na Europa e no Oriente Médio se manifestam após o que vem sendo considerado um dos maiores ataques dos EUA à região na história recente; confira o que as autoridades disseram.

CAMINHO DO MEIO
De um lado, a maior economia do mundo. Do outro, um parceiro do Brics. Qual será a posição do Brasil na guerra? Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País.

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DÉCIMO ANDAR
Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar. Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs.

ALÉM DAS PISTAS
De ‘filho do dono’ a ativo milionário: Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja valores e os salários de seus adversário na temporada. Saiba quanto ganham os principais pilotos da F1 em meio a salários, bônus e patrocínios.

CRISE
Irã nomeia liderança provisória após morte de Khamenei em ataque atribuído a EUA e Israel. Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo.

MERCADO EM ALERTA
Conflito entre EUA e Irã coloca petróleo sob pressão e BTG vê espaço para alta adicional no Brent. Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor.

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CONFLITO NO IRÃ
Em meio à tensão no Oriente Médio, Opep+ mantém cautela ao elevar produção de petróleo. Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia.

CALENDÁRIO BPC
BPC/LOAS começa a ser pago amanhã (2): confira o calendário do benefício de um salário-mínimo. Benefício assistencial começa na segunda-feira (2), seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC.

INVESTIDORES OPINAM
Eleições de 2026: pesquisa do BTG mostra ações favoritas em cenários com Lula ou Flávio Bolsonaro. Levantamento feito durante a CEO Conference indica preferência por exportadoras em caso de reeleição de Lula e por financeiras e estatais em eventual vitória da oposição.

BOLSA FAMÍLIA 2026
Calendário do Bolsa Família março de 2026: veja quando começam os pagamentos e quem pode receber o benefício. Pagamentos do Bolsa Família começam em 18 de março e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600.

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MOVIMENTAÇÃO
Raízen Energia aprova cisão parcial de subsidiária e incorpora R$ 1 milhão em reorganização societária. A companhia informou que a operação está inserida em processo de reorganização administrativa, operacional, financeira e jurídica.

EMPREENDEDORISMO
O ingrediente mais ignorado dos bares rende milhões a este ex-bartender em Nova York. Richard Boccato criou empresa que hoje abastece mais de 20 restaurantes estrelados pelo Guia Michelin.

ESTIMATIVA
Conta dos 5 maiores bancos com capitalização do FGC pode se aproximar de R$ 30 bilhões. Com patrimônio de cerca de R$ 125 bilhões, o FGC pode ter de usar ao menos R$ 52 bilhões com Banco Master, Will Bank e Banco Pleno, o que indicaria necessidade de recapitalização.

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Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

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