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As bolsas pelo mundo também reduziram o apetite de risco, e Powell deve ditar o tom dos índices após às 13h
A semana começou bem agitada no pregão de segunda-feira (23). O Ibovespa foi contaminado pelo medo de alto risco dos países emergentes e fechou em queda após o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de trocar o presidente do BC do país pela terceira vez desde 2019.
E hoje o cenário interno e externo deve pressionar o índice brasileiro também. Está marcada para esta terça-feira (23) a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), Jerome Powell e da Secretária do Tesouro, Janet Yellen, à Câmara dos EUA às 13h para explicar mais detalhes sobre as previsões e políticas econômicas do país.
Enquanto isso, mais cedo, aqui no Brasil temos a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve ser divulgada por volta das 8h. Nesse documento, constam mais detalhes sobre a política monetária do Banco Central, que surpreendeu o mercado com uma alta agressiva de juros em 0,75 pontos percentuais.
A manhã aponta para um dia de perdas para a bolsa brasileira. O índice futuro do Ibovespa operava em queda de 1,08% por volta das 9h30 desta manhã. Já o dólar à vista era negociado com ganhos de 0,68%, cotado a R$ 5,544.
Saiba o que mais irá movimentar o mercado no dia de hoje:
Enquanto o Brasil vive o pior momento da pandemia, o ministério da Saúde segue sem um destino definido. Enquanto o ex-ministro Eduardo Pazuello já está de saída, o futuro ministro ainda não empossado Marcelo Queiroga não pode tomar a frente da pasta.
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De acordo com especialistas, o presidente da República Jair Bolsonaro pretende criar um ministério extraordinário da Amazônia para blindar as investigações que rondam Pazuello, e dar uma saída digna ao general da reserva. Entretanto, o tempo está passando e a pandemia ceifando cada vez mais vidas e Queiroga, que era uma ponta de esperança na mudança do combate à pandemia, segue esperando sua vez.
E o que era uma ponta de esperança ainda pode se perder. Ontem, Bolsonaro afirmou que “não mudou de ideia” sobre o combate à pandemia e “precisa ser convencido” de que precisa mudar. Mesmo Queiroga já afirmou que a “política de saúde é do governo, não do ministério”, ou seja, não deve alterar o modelo falho de Pazuello.
Os títulos do Tesouro norte-americano, os chamados Treasuries, continuam sendo uma pedra no sapato do investidor, que não pode ignorar sua movimentação. No dia de hoje, os Treasuries de longo prazo iniciaram as negociações em queda, seguindo o movimento de ontem após uma mudança no Banco Central turco.
Também reforçam a tendência de queda o leilão do Tesouro americano de US$ 69 bilhões em T-notes de 2 anos, além do testemunho de Jerome Powell à Câmara, juntamente com Janet Yellen, Secretária do Tesouro.
Por volta das 7h30, o rendimento da T-note de 2 anos caía 3,89%, enquanto o T-note de 10 anos recuava 2,50% e o do T-bond de 30 anos também encolhia 1,36%.
As bolsas asiáticas fecharam em queda, motivadas pela retirada de estímulos da economia chinesa e sanções econômicas impostas à China por EUA e Europa, reduzindo o apetite de risco. Confira o fechamento:
Já os índices europeus também iniciaram o dia em baixa. A Europa teme estar vivendo uma terceira onda de coronavírus, o que pode paralisar as atividades mais uma vez. Nas próximas horas, o foco estará no presidente do Banco Central Europeu (BCE) e na fala de Jerome Powell, do Fed. Por volta das 7h30, os principais índices operavam da seguinte forma:
Os futuros de Nova York também operam em compasso de espera, mesmo com a forte queda dos títulos do Tesouro americano. Os investidores devem se expor menos ao risco até a fala de Jerome Powell e maiores esclarecimentos sobre a política da instituição. Por volta das 7h30, os índices futuros operavam:
Confira os eventos e dados do dia de hoje:
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
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