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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Wall Street vira e puxa Ibovespa para o azul após acordo no Congresso para evitar calote da dívida; dólar fica estável

Ibovespa teve fôlego mais limitado, mas evitou mais um fechamento no vermelho

Jasmine Olga
Jasmine Olga
6 de outubro de 2021
18:59 - atualizado às 19:23
Foto de um semáforo com a luz verde no cruzamento de Wall Street; imagem ilustra os mercados acionários e o comportamento da bolsa e do Ibovespa
Imagem: Shutterstock

O que parecia mais um dia de cautela para os mercados globais acabou se transformando em um dia de leve recuperação para o Ibovespa, que foi de uma queda de 2% na mínima do dia para uma leve alta de 0,06%, aos 110.559 pontos.

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Com o aperto monetário do Federal Reserve já no horizonte, os retornos dos títulos do Tesouro americano começaram o dia em alta, mais uma vez pressionando as bolsas globais. Mas essa não era a única preocupação na cabeça dos investidores.

O prazo para que os Estados Unidos encontrem uma solução para a elevação do teto da dívida e evitar um calote da maior economia do mundo está apertado, e o Congresso virou um campo de batalha entre republicanos e democratas.

Na tentativa de ganhar mais apoio dos parlamentares republicanos, executivos dos principais bancos americanos se reuniram com o presidente Joe Biden e pediram a elevação do teto.

Ainda não foi dessa vez que uma solução definitiva foi encontrada, mas um acordo trouxe alívio ao mercado - pelo menos até o fim do ano. Mitch McConnell, líder republicano no Senado, permitirá que os democratas utilizem a maioria simples na Casa para evitar um calote e eventual paralisação do governo.

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O acordo provisório aliviou os juros futuros e injetou ânimo nas bolsas. O Nasdaq, que tanto sofreu nos últimos dias com o avanço dos retornos dos títulos do Tesouro americano, subiu 0,47%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones tiveram alta de 0,41% e 0,30%, respectivamente.

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O desempenho mais moderado do Ibovespa ficou por conta dos nossos problemas fiscais próximos. Além disso, as vendas do varejo recuaram 3,1% em agosto, bem abaixo do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo Broadcast.

Embora as varejistas tenham aproveitado a recuperação do mercado para se recuperar de uma parte da queda recente, o dado, fortemente pressionado pelo avanço da inflação, deve seguir levando a projeções cada vez mais baixas para o crescimento da economia brasileira. Vale lembrar que ontem os dados da produção industrial também decepcionaram.

O clima de alívio internacional também atingiu o câmbio e o mercado de juros - também em um movimento mais comedido do que o visto no exterior. Mesmo com os rumores de que o Banco Central poderia fazer nova intervenção extraordinária, o dólar à vista fechou em alta de 0,02%, a R$ 5,4861, mas longe da máxima de R$ 5,53.

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Confira também as taxas de fechamento dos principais contratos de DI:

  • Janeiro de 2022: de 7,25% para 7,23%
  • Janeiro de 2023: de 9,27% para 9,09%
  • Janeiro de 2025: de 10,29% para 10,12%
  • Janeiro de 2027: de 10,68% para 10,52%

No noticiário corporativo, a Méliuz foi o grande destaque do dia. As ações da companhia caíram mesmo após prévia operacional forte.

Sobe e desce do Ibovespa

Como já era de se esperar após os números fracos do varejo, as varejistas sofreram um forte baque pela manhã, mas a mesa virou ao longo da tarde, e as companhias passaram a se destacar entre as maiores altas. 

Para Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, hoje o setor de varejo na bolsa se encontra "extremamente amassado", ou seja, muitas empresas são negociadas a valores muito baixos, frutos de uma uma forte valorização recente dos juros futuros e a perspectiva de maior inflação.

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Para o analista, a reação vista nos principais papéis, principalmente aqueles ligados ao e-commerce, é fruto do recuo expressivo do mercado de juros e uma antecipação da reação negativa nos últimos dias. 

Com o setor descontado e uma série de datas importantes no radar - com Dia das Crianças,  Black Friday e Natal com uma demanda reprimida -, os investidores voltam a olhar com seletividade para os papéis. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
AMER3Americanas S.AR$ 32,737,35%
RAIL3Rumo ONR$ 18,166,82%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 14,505,99%
LAME4Lojas Americanas PNR$ 4,945,11%
VIIA3Via ONR$ 8,113,31%
CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BRKM5Braskem PNAR$ 57,02-4,46%
LWSA3Locaweb ONR$ 21,38-4,55%
JHSF3JHSF ONR$ 5,63-3,43%
BIDI4Banco Inter PNR$ 14,03-3,31%
BIDI11Banco Inter unitR$ 41,54-3,13%

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