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Ações da seguradora lideraram as quedas do Ibovespa após apresentar lucro bem abaixo do esperado no primeiro trimestre. O que esperar daqui para frente?
As ações da SulAmérica foram o principal destaque de queda entre as empresas do Ibovespa nesta quinta-feira (14), depois que a seguradora apresentou números bem ruins no balanço do primeiro trimestre deste ano.
A empresa registrou lucro líquido de R$ 79,8 milhões, o que representa uma redução de 64,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Para você ter uma ideia, a projeção média dos analistas apontava para um resultado de R$ 250 milhões no período.
Diante da frustração com os números, os recibos de ações (units) da SulAmérica (SULA11) fecharam em baixa de 6,91%, a R$ 37,87, e lideraram as quedas do Ibovespa — na mínima, chegaram a cair13,62%, a R$ 35,14. Leia também nossa cobertura completa de mercados hoje.
O balanço da SulAmérica era bastante aguardado porque os resultados da companhia – que tem a maior parte da receita no negócio de seguro saúde –são influenciados diretamente pela pandemia do coronavírus.
A receita operacional da seguradora até que foi bem e aumentou 7,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 5,6 bilhões.
O problema é que a sinistralidade aumentou nos três primeiros meses do ano e derrubou a margem da SulAmérica. No ramo de saúde e odonto, o índice subiu 3 pontos, para 82,5%, o pior para o trimestre desde 2015.
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O resultado financeiro também ajudou a derrubar o lucro da companhia, com uma queda de 77,1% em consequência da desvalorização da parcela da carteira aplicada em ações no fatídico mês de março.
O resultado sem dúvida foi ruim, mas qual a perspectiva para as ações da SulAmérica daqui para frente com o agravamento da pandemia do coronavírus no país?
No relatório que acompanhou o balanço, a SulAmérica informou que até o dia 13 de maio, 1.610 beneficiários foram internados com confirmação de covid-19, com 713 destes precisando de cuidados em UTI. “Desse total, 1.031 segurados já se recuperaram e receberam alta e registramos 91 óbitos.”
Para o BTG Pactual, a queda dos papéis da SulAmérica hoje representa uma oportunidade de compra. Em relatório, o banco apontou que as medidas de isolamento social devem resultar em uma melhora nos índices de custos com procedimentos médicos no balanço do segundo trimestre.
Os analistas também esperam que a conclusão da venda do negócio de seguro de automóveis para a alemã Allianz ajude a "destravar" valor da SulAmérica.
Já para o UBS, que tem recomendação neutra para as ações, a queda nos custos que a seguradora deve ter no curto prazo com a redução de outros procedimentos médicos durante a fase mais aguda da pandemia deve ser compensada após a fase de quarentena.
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
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